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A Caderneta Vermelha
Antoine Laurain

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Extraordinário
R. J Palacio

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A Garota do Calendário #5
Audrey Carlan

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Meu Nome é Albert!
Ronaldo Viana S.

1

Duff
Kody Keplinger

RESENHA: A Caderneta Vermelha - Antoine Laurain

17 agosto 2017
A Caderneta Vermelha
Antoine Laurain
Editora: Alfaguara
Ano: 2016
Páginas: 135
Adicione no Skoob - Compre aquiSinopse: Caminhando pelas ruas de Paris em uma manhã tranquila, o livreiro Laurent Letellier encontra uma bolsa feminina abandonada. Não há nada em seu interior que indique a quem ela pertence — nenhum documento, endereço, celular ou informações de contato. A bolsa contém, no entanto, uma série de outros objetos. Entre eles, uma curiosa caderneta vermelha repleta de anotações, ideias e pensamentos que revelam a Laurent uma pessoa que ele certamente adoraria conhecer. Decidido a encontrar a dona da bolsa, mas tendo à sua disposição pouquíssimas pistas que possam ajudá-lo, Laurent se vê diante de um dilema: como encontrar uma mulher, cujo nome ele desconhece, em uma cidade de milhões de habitantes?

    Esse livro estava a bastante tempo na minha lista de leitura e parado no meu Kindle. Só consegui finalmente resgatá-lo pra ler quando o adicionei na minha lista de leitura de 2017 no Skoob e dividi quais livros dessa lista eu leria em cada mês. Chegou a vez de A Caderneta Vermelha e eu me impressionei bastante com o estilo de escrita do autor francês Antoine Laurain.

"Uma e cinquenta e oito da manhã: era inconcebível bater à porta de algum vizinho. Nem mesmo a daquele cara gentil, cujo nome ela não tinha gravado, que se mudara recentemente para o segundo andar e trabalhava com histórias em quadrinhos. O hotel lhe surgiu como a única solução."

TAG: Aniversário Literário + meus 18 anos

12 agosto 2017
     Sinto que deveria postar algo especial nesse dia 12 de Agosto. No momento que escrevo esse post ainda é 11 de Agosto. Exatas 23:55. Faltam 5 minutos para o dia que eu sempre amei. Estou ouvindo The A Team na versão da Birdy. Sempre foi meu dia. Aquele dia em que eu podia dizer "é meu aniversário". Não sei o porquê de a cada ano eu me sentir menos animada a cada aniversário. Não, não penso em estar envelhecendo, mas por que consideramos aniversários tão chatos com o passar dos anos? Eu sempre prezei pelo dia 12 perfeito. Eu não ia para a escola se ele caísse em dia de semana. E se caísse no fim de semana, fica combinado de que uma viagem será feita. Nunca me senti diferente após cada dia 12, mas digo com toda a certeza do mundo que por mais de 7 anos eu esperei pelos 18 anos. Não por poder beber, "mandar em mim mesma", dirigir ou ser presa. Mas para eu finalmente sentir que eu posso fazer o que sonho e não vou ser tão nova quando disser às outras pessoas o que pretendo fazer. Falta 1 minuto. Sei que vou ouvir muitos "já pode ser presa". Mas na verdade quero ouvir um "já pode considerar-se apta para dar o passo pro seus sonhos". Eu sempre quis fazer 18 para poder ser independente, mas isso não tem idade. Hoje é meu aniversário. Não é só mais uma data ou um número maior quando perguntarem minha idade.

Extraordinário - R. J. Palacio

11 agosto 2017
Extraordinário
R. J Palacio
Editora: Intríseca
Ano: 2013
Páginas: 320
Adicione no Skoob - Compre aqui --Sinopse: O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.




"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo." Auggie


      Extraordinário sempre foi aquele livro que parecia que todas as pessoas do mundo tinham lido, menos eu. Lembro que eu via o pessoal lendo durante a aula e, na verdade, ele não chamava minha atenção. Juro que não sei o porquê disso, mas sempre que me perguntavam se já li esse livro, eu dizia que não e que nem sentia vontade de ler. Finalmente chegou o momento e agarrei a oportunidade. Todo mundo já tinha me dito que é pesado, forte e emocionante. Não achei isso tudo não e me sinto estranha por isso. 

"Na semana que vem vou começar o quinto ano. Como nunca estudei em um colégio de verdade, meio que estou total e completamente apavorado. As pessoas acham que não fui à escola por causa da minha aparência, mas não é isso. É por causa de todas as vezes que fui operado. Vinte e sete desde que nasci."

RESENHA: A Garota do Calendário (Maio) - Audrey Carlan

08 agosto 2017
A Garota do Calendário  (Maio)
Audrey Carlan
Editora: Verus
Ano: 2016
Páginas: 144
Adicione no Skoob - Compre aqui
Sinopse: O quinto volume do fenômeno editorial nos Estados Unidos, com mais de 3 milhões de cópias vendidas Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em maio, Mia vai trabalhar como modelo no Havaí, onde conhecerá Tai, um dos homens mais impressionantes que ela já viu. Com ele, Mia vai descobrir que o prazer não tem limites — e que ela deve aproveitar absolutamente tudo o que a vida tem a oferecer.

      Continuando minha saga com a leitura dos livros quase infinitos da série A Garota do Calendário, o mês de Maio foi mais um que não me alegrou muito. Ao contrário dos outros quatro, a contratação da Mia foi muito menos sem motivos do que das última vezes. 

ESTA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES

      Para quem ainda não conhece a história da série A Garota do Calendário, Mia Saunders está à procura de uma forma de pagar uma dívida absurda que seu pai tem com um agiota, já que o próprio está de coma por causa desta bendita dívida. Ela acaba trabalhando na empresa de acompanhantes da sua tia, onde todo mês seria mandada para um lugar diferente para trabalhar como acompanhante de homens que precisem fingir que têm um relacionamento sério para a mídia. Pareceu simples no início, mas Mia logo percebe que manter a classe e fugir do preconceito para com esse tipo de emprego é mais difícil do que ela imaginou.

TAG: The Mistery Blogger Award

02 agosto 2017

     Fui indicada pelo blog Jardim de Palavras para responder a tag The Mistery Blogger Award.  Obrigada pela indicação, adorei as perguntas feitas e estou ansiosa para responder desde já!

O Mystery Blogger Award é um prêmio para blogueiros incríveis com postagens engenhosas. Seu blog não só cativa; ele inspira e motiva. Eles são um dos melhores e eles merecem todo reconhecimento que eles conseguem. Este prêmio também é para blogueiros que acham diversão e inspiração em blogs e fazem isso com tanto amor e paixão”. (Okoto Enigma)

Regras:
♥ Colocar o logo/imagem do prêmio no seu blog.
♥ Listar as regras.
♥ Agradecer a quem o nomeou e fornecer um link para seu blog.
♥ Mencionar o criador do prêmio.
♥ Contar a seus leitores três coisas sobre você.
♥ Nomear até dez pessoas.
♥ Notificar os seus indicados comentando no seu blog.
♥ Pedir a seus candidatos que respondam cinco questões de sua escolha, perguntas estranhas ou engraçadas.
♥ Compartilhar um link para sua melhor postagem.


3 coisas sobre mim: 

  • Tenho aversão à perfume. Não propositalmente, claro. Mas não posso ficar ao lado de alguém que está usando muito perfume ou um muito forte que fico enjoada e a ponto de morrer de vomitar, sério. É péssimo!
  • Meu sabor de pizza favorito é portuguesa. Sou complemente apaixonada e tenho certeza que comeria pro resto da vida sem enjoar. 
  • Quero ser a Luisa Ferreira do Janelas Abertas quando eu crescer hahahaha. Conheci o blog dela faz pouco tempo, mas ela é jornalista e viaja por aí por diversos países enquanto escreve sobre suas experiências por lá. Quero MUITO poder fazer isso um dia, só que o lado literário. Quero continuar com o blog e escrever sobre como é a literatura e o acesso à leitura em diversos países e contar aqui pra vocês. É meu maior sonho no momento <3 P.S: Acessem o blog da Luísa e vejam que maravilha que é o cantinho dela e ela ainda é daqui do Recife!




Perguntas do Jardim de Palavras:

1) Sorvete ou Brigadeiro?
Prefiro sorvete. Eu gosto bastante de brigadeiro, mas como não sou lá fã de coisas doces e depois de duas garfadas enjoo, devo escolher sorvete.

2) Qual seu maior sonho de consumo?
Um MacBook. Bem clichê, mas sempre sonhei em ter um e espero muito ser rica a ponto de dar mais de 4 mil reais em um notebook haha. Como o blog é literário, vou também dizer qual é o meu sonho de leitura. Casos de Família da Ilana Casoy, que conta detalhes sobre os crimes Richthofen e Nardoni. Sim, sou obcecada por investigação e acho que vou me dar de aniversário esse livro haha.

3) Qual é o seu sonho mais louco? Tem alguma meta para chegar até ele?
Escrever como jornalista fora do país. Com certeza. Acho que tudo nessa vida que você queira de verdade, precisa de esforço e metas. Por enquanto, estou no passo 1 do meu sonho que é o 2º período da faculdade!

4) Como você se define?

Apaixonada por livros, viciada em séries, sonífera e sonhadora.

5) Você tem uma frase favorita? Se sim, diga qual.

"Spirit lead me where my trust is without borders" ou "Espírito me guie onde minha confiança é sem limites. É de uma música muito importante pra mim que se chama Oceans do Hillsong United.


Blogs que eu indico para responder a tag:


Minhas perguntas para os blogs indicados:

1) Prefere ficar sem chocolate pelo resto da vida ou sem poder ler pelo resto da vida?
2) Se você pudesse ter um "sim" para qualquer pergunta que fizesse agora, qual seria a pergunta?
3) Qual foi seu momento mais feliz com seu blog?
4) Que livro te fez chorar a ponto de sair contando pra todo mundo que chorou lendo?
5) Que obra clássica você mais tem vontade de ler, mas ainda não conseguiu?



As novas faces da literatura nacional e a luta dos escritores brasileiros

29 julho 2017
Vários autores se sentem prejudicados com a desvalorização de seus esforços para serem reconhecidos no País

     A literatura nacional é, atualmente, uma luta pela valorização dos autores que, com ou sem apoio, desejam realizar seus sonhos no mundo da escrita. As dificuldades começam com o preconceito e com a falta de apoio de editoras, que privilegiam os autores estrangeiros e preferem lançar versões traduzidas dos sucessos de fora do País. No entanto, os escritores ainda tentam um reconhecimento e acabaram tendo mais oportunidades com a ascensão da internet e a criação de diversas formas de publicação de obras autorais online, como o Kindle Direct Publishing, da Amazon e aplicativos e sites para postagem que, de certa forma, facilitaram a valorização do que é escrito no Brasil. No entanto, a luta pelo reconhecimento ainda continua.
   Há quem diga que a leitura é uma ação indispensável na vida de qualquer ser humano. A quantidade de informações disponíveis em um livro é imensa e chega a ser importante que a prática de ler seja implementada já na infância. Os livros infantis, geralmente finos, são folheados por crianças que, muitas vezes, ainda não sabem ler. Os pais costumam ler as poucas páginas na hora de dormir e aquelas narrativas sobre princesas, dragões e animais falantes ajudam os pequenos a sonhar alto, perdoar, cuidar e respeitar o próximo. João e Maria, Cinderela, Os Três Porquinhos, Pinóquio e muitas outras histórias fazem parte, até hoje, do imaginário de crianças e jovens ou adultos que cresceram ouvindo sobre lobos malvados, bruxas que devoram criancinhas e mentiras que deram errado. Todas essas obras, por incrível que pareça, são de autores estrangeiros.
Ariano Suassuna (1927-2014). Fonte: eBiografia.com
     A literatura brasileira demorou a ser consagrada no País. Saindo do século XVIII, com Machado de Assis e indo até mesmo a década de 90 do século seguinte, ela foi marcada pela publicação de obras, que ainda fazem sucesso, como as de Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector. Essas obras tinham cunho revolucionário, romântico ou com conteúdo regional e hoje, são mais utilizadas durante o ensino em escolas por todo o Brasil. É esse conteúdo que causa certo estranhamento por inúmeros jovens que deveriam apreciar as obras publicadas no Brasil décadas atrás, que são, muitas vezes, escritas de modo formal e com um vocabulário rebuscado, o que dificulta a leitura e compreensão do público mais novo.
     É por aí que parte o preconceito de algumas pessoas com o que é feito no Brasil. Isso não acontece apenas com a escrita,A mas com músicas, filmes e séries produzidas no País. A população sempre valorizou mais o que vem de fora, e isso vem de muito tempo atrás, estando presente até mesmo em fases da literatura brasileira. Na primeira fase do Modernismo, por exemplo, Oswald de Andrade criou, em 1924, o movimento Pau-Brasil, defendendo a criação de uma poesia construída com base na revisão crítica do passado histórico e cultural brasileiro e na aceitação e valorização dos contrastes da realidade do País. “Se os alemães não leram Guimarães Rosa, Euclides da Cunha ou Machado de Assis, quem perde são eles”, disse Ariano Suassuna em entrevista ao GLOBO. Mas ainda assim, em pleno século XXI, autores brasileiros procuram ser reconhecidos pelo conteúdo que escrevem, mas sofrem tanto pelo reconhecimento do público quanto com o apoio de editoras.
   Isabela “Bella” Crestan, 31, publicou seu romance “Sob o Olhar Grego” em 2016 depois de procurar uma editora que atendesse suas especificações financeiras e editoriais. Foi assim que ela conheceu Alternativa Books, que é voltada para novos escritores. Para publicar um livro, o custo chega a ser imenso e alguns autores brasileiros sofrem com a dúvida de aceitar a proposta de tal editora e, depois de firmar contrato, acabar saindo no prejuízo se a venda for menor que a demanda solicitada no pacote. “O investimento inicial foi baixo e, com as vendas, consegui recuperar o valor que investi na revisão. Mas até agora não consegui reembolsar o valor investido na gráfica, que foi praticamente o dobro da revisão”, diz ela. O processo de publicação de seu primeiro livro foi complicado e as vendas ficaram entre família e parentes. A dificuldade de muitos autores nacionais que estão iniciando é conseguir conquistar um público que compre seu produto e confie na qualidade do que lerá, o que é complicado quando a literatura nacional não é devidamente valorizada. “Para qualquer negócio ser bem-sucedido, é necessário conhecer seus clientes, os locais de venda, as formas de promoção e o mercado. Basicamente, é o que eu tenho feito. Isso me fará uma negociadora melhor no futuro”, completa Bella.

Anna Todd. Fonte: Josdiana Ciaravolo/ Getty Images
     É por isso que muitos autores se aventuram por métodos de publicação de forma independente, a fim de driblarem o drama que vem junto com o sonho de publicar seu livro com uma editora. “Não se iluda, pois, ao menos que seja uma escritora estourada no País, nenhuma grande editora irá fazer o que você deseja”, Isabela desabafa. Alguns escritores começaram suas carreiras postando seu trabalho nas redes sociais, procurando primeiro conquistar um público fiel, que realmente se interessa pelo seu trabalho, para depois investir na publicação de forma física. De forma online, a plataforma Wattpad é a mais popular entre os iniciantes na escrita. O site e o aplicativo para celular, disponibilizam de forma fácil e prática diversos livros, sejam eles escritos profissionalmente ou apenas como hobby. Depois da fama gigantesca da britânica Anna Todd, que ficou famosa escrevendo no Wattpad a fanfic (história para fãs) “After” sobre a banda One Direction, milhares de outros aspirantes a escritores se inspiraram na trajetória dela para conseguir o tão famoso reconhecimento. Depois de Anna Todd, a plataforma se empenhou cada vez mais a “descobrir” novos talentos da escrita e premiam anualmente as histórias mais lidas e votadas com o Wattys Awards.
   Mesmo com o Wattpad, alguns autores nacionais procuram uma inserção mais profissional no mercado editorial e se veem prejudicados com a imensa atenção que as maiores editoras brasileiras dão para os escritores estrangeiros. É por isso que, pela escassez de métodos rentáveis, se renderam à nova criação da Amazon, que possibilita a rápida postagem de livros, no formato e-book, para venda na loja virtual. O Kindle Direct Publishing (KDP) auxilia autores do mundo inteiro com a possibilidade de postar o arquivo de seus livros e, sem custos prévios de admissão, vendê-los na loja mundial da Amazon online. Quem está interessado nessa forma de publicação pode contratar por indicação da empresa capistas, diagramadores e editores com custos adicionais, mas a publicação em si é grátis e independente, contanto que o livro seja registrado previamente pelo International Standard Book Number (ISBN), sistema que identifica os livros por título, autor, país, editora e edição. Além da forma de venda dos e-books normais, eles também podem se encaixar no Kindle Unlimited, um plano mensal que funciona como aluguel de livros para quem possui o aparelho leitor de e-books da Amazon, Kindle, e que também rende monetização para o autor. “O KDP abre portas. É simples, fácil e de graça. Com essa ferramenta, leitores conseguem encontrar nossos livros e enfim se interessarem. Porque o que mais falta para nós, autores nacionais, é uma divulgação de boa qualidade”, diz Rebecca Romero, autora da série “Empire State” e utilizadora do Kindle Direct Publishing. Ela já escrevia histórias aos seis anos inspirada em suas leituras da “Turma da Mônica”, mas começou a escrever livros aos 14 anos e sempre foi incentivada pela sua mãe. “Demorou para eu acreditar que poderia dar certo ser escritora no Brasil. Eu não via editoras apoiando autores brasileiros”, conta. 
   Por causa da desvalorização dos escritores brasileiros e da falta de apoio, é realmente necessário inovar e buscar seus próprios métodos. Fora da internet, outras formas de publicação como a Cartonera, também possibilitam a publicação de forma independente e artesanal. O método consiste em usar o papelão de caixas descartáveis coletadas nas ruas ou compradas diretamente com os catadores de papelão por um valor superior ao oferecido por empresas de reciclagem. Ele é reutilizado como capa de livro, sendo cortado e pintado à mão em oficinas ou ateliês. Assim, os livros acabam saindo à baixo custo com a participação de diversos setores da sociedade no processo. “Essa ideia surgiu na Argentina por causa de uma crise financeira. Os autores tiveram a ideia de fazer publicações de baixo custo com o papelão”, explica David Henrique, 22, escritor e fundador da editora Lara Cartonera, que já publicou diversos títulos, incluindo os dele. Conhecido popularmente como Biriguy, ele trabalha com Literatura desde os 12 anos, recitando poesias autorais ou de outros autores. “A literatura é a válvula que bombeia meu sangue”, relata. Nascido em Belo Jardim, interior de Pernambuco, David lutou para que fosse reconhecido e, inclusive, participou do Festival de Inverno de Garanhuns, em 2010, quando percebeu que já profissionalizava sua relação com a poesia e Literatura. “Sou esse escritor independente que tenta sobreviver da sua arte”, finaliza Biriguy.
    Por outro lado, alguns leitores ainda acham que a literatura nacional continua sendo desvalorizada a ponto de não terem dado uma oportunidade aos autores brasileiros simplesmente pelo sucesso que os estrangeiros fazem em todos os países. “As pessoas até me falavam sobre livros brasileiros, só que eu não dava a mínima para eles e achava que o conteúdo não seria tão bom quanto os outros que eu lia”, afirma a estudante Aline Barbosa, 14 anos.
    Nessa difícil tarefa de mostrar o que realmente é escrito no Brasil, os autores não estão sozinhos. De uns anos para cá, a quantidade de blogs literários aumentou e os autores conseguiram mais uma oportunidade de poder divulgar seu trabalho. Parcerias são fechadas à critério dos autores, mas a maioria consiste em uma troca igualmente valorizada. Os autores enviam suas obras, de forma física ou em e-book, para os resenhistas que leem e falam sobre elas nos blogs e em outras redes sociais, procurando assim alcançar o maior número de pessoas que possam se interessar pelo gênero literário escrito pelo autor. Como agradecimento, muitos autores valorizam o trabalho dos blogueiros e contribuem com divulgação, marcadores e livros para sorteio. “Como blogueiro conheço cada vez mais autores que buscam seu espaço no mercado editorial, que costuma fechar as portas para eles sem ao menos dar uma chance de apresentar sua obra”, diz Márcio Silva, blogueiro no “Um Baixinho nos Livros”.
   Muitos autores acabam desistindo ao ver que o mercado editorial é mais complicado do que aparenta ser. Alguns, no entanto, provam que mesmo não tendo muito retorno, estão fazendo o que amam e esperam com esperança que, em um futuro próximo, possam ser reconhecidos pela qualidade do que escrevem. “Escrevo por necessidade. Sem a escrita, minha vida seria infeliz. Acho que tenho sorte. Em pouco tempo, consegui tantas parcerias, em que 99% aprovaram meu livro e minha escrita. Na época de Machado de Assis, não havia isso e ele vivia do funcionalismo público. Acho que avançamos muito”, explica Isabela Crestan.

Fonte: Eduardo Muylaert/ Folhapress

     No entanto, nas maiores livrarias do País, quem merece toda a atenção são os youtubers brasileiros famosos. Pode parecer contraditório, mas, na maioria delas, o maior destaque em frente às lojas são livros lançados pelos influenciadores digitais. De um lado, há quem considere isso uma valorização da literatura nacional, pois, se estão ali expostos logo na frente, significa que são os mais vendidos e procurados pelo público. Outras pessoas consideram apenas uma jogada de marketing, visto que se estão fazendo sucesso nas telas, também chamam atenção fora delas. Enquanto isso, milhares de escritores estão procurando seu espaço no País e, mesmo depois de ter lançado várias obras, ainda não conseguiram ter seus livros expostos nas livrarias mais famosas do País. “Quando aprendermos a valorizar o nosso produto, este deixará de ser bruto e se transformará em preciosidade”, diz Cecília Costa, blogueira no “Mundo Literário da Cecy”.


*Reportagem escrita por mim para a disciplina Técnicas de Redação 2017.1 do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

RESENHA: Perdida no Paraíso (Série Paraíso I) - Bhetys Oliveira

26 julho 2017
Perdida no Paraíso
Bhetys Oliveira
Editora: Independente (publicado pela Amazon)
Ano: 2017
Páginas: 367
Adicione no Skoob - Compre aqui
Sinopse: Kristen Berkeley já não era mais a mesma. Após a morte de sua irmã gêmea, ela é mandada para morar com o pai em Nova York e perde todas as referências de quem costumava ser. Longe de seu passado, tudo o que Kristen deseja é poder recomeçar sua vida e esquecer os verdadeiros motivos que lhe levaram até aqui. Sua prima Sarah é sua anfitriã em um universo novo, onde ela pode se reinventar e tentar seguir o script de uma vida tranquila. Mas ela não esperava conhecer Landon Parker, um jovem tão irresistível, quanto perigoso, que ela sabe que precisa se manter distante o bastante para não se apaixonar. A questão é: será que ela conseguirá? Todo paraíso tem suas tentações e Kristen precisa reconhecê-las entre tantas mentiras, segredos e uma paixão avassaladora



       Confesso que esse livro foi tudo que eu pensei que não seria. Pela capa extremamente sensual, deduzimos logo ser um livro erótico num estilo A Garota do Calendário ou até mesmo uma versão de Cinquenta Tons de Cinza. A sinopse é misteriosa e me deixou bem curiosa para saber qual era a relação real entre a capa e o enredo.

       Kristen Berkeley é, ao contrário do que pensei, uma adolescente de 17 anos que logo no começo sofre uns maus bocados com a morte de sua irmã gêmea. Sua mãe, ainda de luto, a manda para passar um tempo com seu pai em Nova York e lá, ela pretende ser diferente de quem ela costumava ser antes da morte da irmã. Seu pai, John, nunca foi lá um pai tão presente, mas tentava fazer com que Kristen se sentisse em casa, assim como sua prima e melhor amiga Sarah e o namorado dela Scott. Quando as aulas voltam, Kristen conhece dois caras que vão mexer com a cabeça dela, não só romanticamente, mas em questão de confiança. Um deles é Landon Parker, um daqueles badalados do colégio e filho do treinador do time de futebol. Ela tem que se segurar para não se apaixonar por ele e também se livrar de tantos segredos evolvendo todos que ela conhece.

"Queria lhe dizer que não estava pronta para deixar para trás as lembranças de minha irmã. Mas não existia nada que eu pudesse fazer para que minha mãe reconsiderasse sua decisão."

15 dicas para economizar na compra de livros #AquelaAjuda

23 julho 2017
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       Mais uma coluna aqui no blog, que eu espero que eu consiga seguir por algum tempo. Ultimamente venho observando que muita gente tem dúvida acerca de preços de livros, resenhas, rentabilidade e até mesmo tudo envolvendo seu blog literário. Eu procuro ajudar como posso por meio de comentários nos posts dos grupos no Facebook e também por mensagens e e-mails que recebo nessa vida. Mas já fazia um bom tempo que eu pensava em trazer isso pro blog para facilitar ainda mais e, de fato, com tudo que sei sobre o assunto - podendo te ajudar ou não. Resolvi começar por um assunto que não me pedem ajuda nessa vida, mas já esteve presente em muitas conversa com amigos. "Como tu consegue comprar e ler tantos livros?" "Você é muito rica, né?". Gente, pelo amor!!!! Claro que não. E quando tento explicar o que faço, acabo me atrapalhando toda e deixando de lado várias etapas dessa vida de leitora compulsiva. Por isso, resolvi começar falando um pouco sobre como compro economizo comprando livros, coisa que comecei a fazer em 2017 e já vejo um resultado enooooorme. Espero que gostem das dicas e comecem a usá-las porque acreditem: faz muita diferença no bolso e dá pra comprar mais livros haha. 

DICA 1 - SEJA MENOS COMPULSIVO (A)!


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Foto: Conversa Cult

Ok. Que hipocrisia! Quem me conhece sabe que sou dessas que não pode ver um livro e já quer comprar. Bem, estou deixando (JURO) esse costume consumista de lado e analisando tudo por outro ângulo. Vamos fazer que nem a Becky Bloom e repetir mentalmente: "EU NÃO PRECISO DESSE LIVRO. EU NEM GOSTO DESSE GÊNERO!" ou "Eu NÃO preciso desse livro agora. Está caro e eu posso esperar mais um pouco". Mas esperar até quando? Aí vai a segunda dica.

DICA 2 - IT'S ON SALE!


Existe coisa melhor que promoções? Tem gente que não acredita muito nessa palavra e até eu mesma desprezava a coisa por causa do meu pai meio economista da vida. Não sei se foi ele quem me disse que o preço real da mercadoria é o dito nas promoções, mas no começo eles colocam alto para quando baixarem nas promoções as pessoas acharem que está bem barato, quando na verdade era o preço dele e quem comprou por mais caro se lascou. Beeem, que seja. Mas vale muuuito a pena dar uma olhada nas promoções tanto online quanto em livrarias físicas e segurar a carteira fechada e repetir o mantra da Becky Bloom. 

DICA 3 - LISTAR OS LIVROS MAIS DESEJADOS



Minha lista de desejados no Skoob. Foto: Próxima Primavera


Para a dica 2 funcionar direitinho, é preciso também que você tenha noção do que está vendo com desconto. Por exemplo, não vale a pena comprar um livro sobre um menino em uma nave espacial se você nunca gostou desse gênero mesmo tendo tentado ler várias vezes só por ele estar por R$ 20,00. Acho que o mais aceitável é você ter direções. Ultimamente entro nas Americanas perto da minha faculdade todos os dias e na maioria deles dou uma olhada rápida no livros. Mês passado eu ia levar um livro que estava por R$ 34,90 apenas porque pirei por ele estar lá e eu o queria a taaaanto tempo. 


DICA 4 - PECHINCHE MUITO! (E DEPOIS MAIS UM POUCO)


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"Eu sou um viciado em livros. Se você é uma pessoa legal, vai me vender livros pela metade do preço!" Foto: Coração de Tinta
Quando voltei à Americanas 2 semanas atrás, encontrei uma placa enorme na frente dos livros em que dizia: "PROMOÇÃO 50% DE DESCONTO EDITORA HARPERCOLLINS" e aí eu peguei o livro tão desejado e o símbolo da Harper Collins brilhava! Levei o livro que tanto queria por R$17,45! Fiquei morta de felicidade. Isso é pechinchar. É namorar e ao mesmo tempo ficar de olho no precioso e acredite: ele vai baixar rapidinho se não for um lançamento.