14 agosto 2018
Uma perda de memória e segredos muito bem escondidos (Uma Estranha em Casa, Shari Lapena)
  Thriller talvez seja meu novo gênero favorito. Nunca vou ter certeza, já que temos thrillers e thrillers. Recebi Uma Estranha Em Casa da Record de surpresa e, confesso, pirei demais porque já estava louca pra ler este bendito livro. A leitura foi daquelas que você engole mesmo de tão viciante, mas não sei se esse livro me surpreendeu como um thriller me surpreende.
08 agosto 2018
Anne Shirley-Cuthbert e o mundo da imaginação real (Anne With An E, Netflix)
   Eu me perguntei muito qual seria o post de hoje, já que não estou podendo postar resenhas até dia 13 porque meus livros não estão comigo agora. Foi só maratonar Anne With An E por dois dias seguidos que eu encontrei o que falar por aqui. Não só achei o conteúdo pro post, mas a inspiração que eu precisava nesse momento e já faz um tempo que precisava. 


   Eu era uma daquelas pessoas que adiava assistir essa série até o fim dos tempos. Já tinha assistido o primeiro episódio e até fiz um post sobre a série por aqui, mas sinceramente não sei porque não continuei vendo e só essa semana dei play no segundo episódio. Anne Shirley-Cuthbert mudou minha percepção sobre muitas coisas que eu me questionava em mim mesma e no mundo. Nada como a inocência de uma garotinha de 13 anos, órfã e recém chegada em Avonlea, ensinando uma baita lição de vida e uma inspiração daquelas que você realmente sente vontade de fazer alguma coisa, sabe? Levantar e meter a cara no que a gente quer realizar. Nada nos impede, na verdade. O que nos impede, Anne me ensinou, é não tentar, não querer de verdade e mais importante, querer antes do tempo. 

   A cada episódio de Anne With An E, um pedacinho do meu coração se remendava. Anne e seu amor pelos livros refletia muito do meu pensamento que educação, imaginação, sonhos e leituras mudam o mundo. Não estou sendo exagerada quando digo mudar o mundo. O mundo de Anne era Avonlea, sua cidade, sua casa. Anne mudou Avonlea com sua personalidade, conhecimento e lições, aprendida nos livros. E mudando Avonlea, as consequências disso com certeza chegariam em outro lugar e em outras pessoas. Anne em si só é uma mudança e esperança. Uma garota de 13 anos por todo esse tempo órfã e de repente é adotada e tem um lugar pra chamar de casa. Lá ela não é aceita, sofre bastante bullying e dá de cara com uma adolescência no século XIX. 

   Anne With An E fala de família, educação, amizade e a sociedade em transição do século XIX com o feminismo, racismo, preconceitos gerais, bullying e a chegada da tecnologia. Acima de tudo, é o pontapé que eu precisava para continuar sonhando e acreditando nas pessoas. A mudança realmente começa com a gente, acreditando em nós mesmos. Anne, te devo muito por ter me ensinado tanto.

P.S: Assistam a série, ela corre riscos de ser cancelada e ela é simplesmente a série mais linda que já assisti em toda a minha vida. Pra quem se interessa por esses temas, assim como eu, a série de livros da Anne tem 9 livros publicados lá fora, vamo fazer com que eles venham pro Brasil!
03 agosto 2018
Um beijo e um diário inesquecível no século XIX (Um Beijo Inesquecível #7, Julia Quinn)
   O sétimo livro da série dos Bridgertons da Julia Quinn não é muito diferente de todo o universo criado pela autora, nos apaixonando cada vez mais pelos romances de época e todos os costumes do século XIX. Dessa vez, conhecemos a Hyacinth Bridgerton, a última filha da Violet Bridgerton e a mais problemática em questão de casar. Me identifiquei demais com a Hyacinth, mas no fim acabei me perguntando se era só isso mesmo.

Um Beijo Inesquecível
Os Bridgertons #7
Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 272
Classificação etária*: +18 anos
Sinopse: Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples e de tão complicado quanto um beijo.
 

NÃO CONTÉM SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES

   Para qualquer um da família Bridgerton, Hyacinth casar é considerado quase um milagre. A menina debutou na sociedade várias vezes e sempre acabava recusando todas as propostas de casamento dos homens afortunados. O motivo? Não achava digna de nenhum deles e não queria se render a um casamento com um escroto. Bem, muito ao contrário de outras filhas de Violet Bridgerton, Hyacinth sempre foi assim. 

  Ela foi chamada de rebelde e de agir de forma inadequada sendo uma moça no século XIX. O negócio é que Hyacinth não tem papas na língua. Ela quer ter a mesma liberdade de se expressar como os homens, então se uma piada é ideal para um momento, ao invés de guardar pra ela, Hy simplesmente fala e impressiona todo mundo com seus "modos". Ela claramente mostra ser à frente de seu tempo, mas nem é só isso que me fez amar Hyacinth inicialmente. 

"Havia algo de muito divertido em Hyacinth Bridgerton. Era esperta - muito esperta -, com um ar de quem estava acostumada a ser sempre a pessoa mais inteligente do aposento. Não era desagradável, mas bastante encantadora à sua própria maneira, e ele imaginava que tivesse aprendido a dizer o que pensava de forma a ser ouvida pela família - era, afinal, a mais nova de oito."

   O romance não é nada forçado no início. Julia Quinn nos revelou a personalidade de mais uma personagem que não foi muito falada nos outros livros: a Lady Danbury, a fofoqueira da cidade. Ela e Hyacinth são como unha e carne e formam uma dupla infalível criticando romances água com açúcar todas as tardes de terça. É assim que Hy conhece Gareth St. Clair, neto de Lady D e, claro, um libertino.

   Porém a única coisa que Gareth quer de Hyacinth é uma tradução. O boy encontrou um diário escrito pela avó italiana e Hy parece a única com capacidade de poder traduzir o texto. O que chocou o moço, né? Imagina, uma moça, que só tem como dever casar, ter filhos e cuidar de eventos sociais da família, é a única que pode traduzir um livro do italiano! Hyacinth, te venero. 

   Assim, Gareth eca St. Clair se aproxima de Hyacinth numa tentativa de mostrar que 1) ele pode amar alguém e 2) ela também. Romântico e clichê? Não. Certeza que esse é o livro que eu menos gostei da série inteira até agora. Julia Quinn começa mostrando a força de Hyacinth e a coragem de viver como ela quer e da metade pro fim, sinto que ela acabou tirando a essência da menina, que sinceramente foi o que eu mais gostei nela. Além de que durante todo o livro, o mistério envolvendo o diário em italiano prendeu minha atenção para no fim me decepcionar. 

   Tirando esses detalhes, Julia Quinn cumpriu com excelência o dever dela de me mostrar como a vida no século XIX era diferente da nossa hoje em dia e que amar não envolvia apenas um sentimento, mas posse, dinheiro, dotes, comportamento na sociedade e certos detalhes. É como se em um livro de 200 páginas, Julia me trasportasse totalmente para um cenário de vestidos bufados, bailes, romances proibidos e casamentos arranjados. Já disse que amo Julia Quinn e o gênero inteiro? 

"Quero envelhecer com você, quero rir com você e suspirar para os meus amigos, reclamando que você é mandona, mesmo sabendo, secretamente, que sou o homem mais sortudo da cidade."

Palavras-chave do livro: século XIX - romance - família  

Música que me lembra o livro:



*conteúdo sexual
01 agosto 2018
Para os amores antigos - e novos? (Para Todos os Garotos que Já Amei #1, Jenny Han)
   O que falar desse livro já tão falado por esse mundo literário? Para Todos Os Garotos que Já Amei é o livro um da trilogia da Jenny Han. Antes mesmo da Netflix anunciar o filme, todo mundo já fazia o maior rebuliço sobre esses livros por serem bem fofinhos e não sei que. Não vou mentir que só passei a saber direitinho da narrativa quando soube do filme e vi o trailer. Agora que conheci a Lara Jean e descobri que ela é minha personagem favorita do momento, não sei como proceder!

Para Todos os Garotos que Já Amei #1
Jenny Han
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 320
Classificação etária: +12 anos
Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar
 

   Lara Jean é uma adolescente normal. Com normal eu quero dizer com os mesmos problemas, aflições, anseios e medos que a maioria dos adolescentes. Quando ela se apaixona por um cara, por algum motivo, cria alguns obstáculos pra ter que não seguir em frente. Então, ela escreve... E assim ela despeja todo sentimento que tem em si no papel e as palavras tiram o peso do sentimento dela mesma. É assim que Lara Jean lidou com todos os inúmeros crushes que teve na vida. 

"De todas as coisas que eu guardo, acho que posso afirmar que as cartas de amor são meus bens mais preciosos."

   Ela guarda todas as cartas endereçadas aos amores antigos em uma caixa que ganhou da sua mãe falecida. Certo dia, Lara percebe que todas as cartas foram enviadas e pessoas próximas a ela saberiam de seu amor um dia não correspondido. Se fosse comigo eu desejaria estar morta e enterrada, e assim desejou Lara Jean, obviamente. Principalmente quando um de seus amores que recebeu a carta é seu vizinho e ex namorado de sua irmã e melhor amiga.

   O cenário de Para Todos os Garotos que Já Amei é aquele que você vê em comédias românticas adolescentes, sabe? Eu quase consegui ver perfeitamente Lara Jean indo para escola, tendo momentos em família, passando por cenas hilárias e tristes. Jenny Han transformou o young adult em um filme na minha cabeça de tão imersa que eu fiquei. 

   Entre cartas, amores antigos, amores futuros e família, esse último tema foi mais explorado do que pensei que seria. Lara Jean tem duas irmãs, a mais velha e a mais nova, sendo Lara a do meio. Após a morte da sua mãe, seu pai ficou extremamente preocupado em como cuidaria das três filhas sozinho quando é médico. Logo a irmã mais velha de Lara, a Margot, entra em cena para encarnar o papel de mãe na família. 

  Achei lindo que o romance não focou somente nas partes fofinhas dele. Aliás, pra falar a verdade, achei o livro mais pro lado juvenil do que pro lado romântico. É bem leve e divertido e mostra a importância de certos eventos na vida de uma garota de 16 anos. Quando a Margot viaja para o outro lado do mundo para fazer faculdade, Lara Jean precisa, pela primeira vez, lidar com sua vida sozinha e sem ter ninguém que lhe diga o que fazer ou que, mais importante ainda, a impeça de errar e assim aprender e crescer descobrindo novos amores.

"São cartas de despedida. Porque, depois que eu escrevo, aquele amor ardente para de me consumir. Posso tomar café da manhã sem me preocupar se ele também gosta de banana com cereal; posso cantar músicas românticas sem estar cantando para ele. Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam."

Palavras-chave do livro: paixão - cartas de amor - família - amadurecimento 

Música que me lembra o livro: 


(Eu não quero que eles saibam os segredos / Eu não quero que eles saibam do jeito que eu amei você /  Eu não acho que eles entenderiam isso, não / Eu não acho que eles iriam me aceitar, não eu amava e eu amava e eu perdi você) - essa música tocou quando eu estava lendo e achei a letra perfeita pra Lara Jean

Livros com temáticas parecidas: Aos Dezessete Anos (Ava Dellaira) // Isla e o Final Feliz (Stephanie Perkins) // Lola e o Garoto da Casa ao Lado (Stephanie Perkins) // Sonata em Punk Rock (Babi Dewet) // Tudo e Todas as Coisas (Nicola Yoon)
31 julho 2018
TAG dos 50% literária



Faz bastante tempo que quero responder essa TAG e venho adiando tanto que nem acredito na minha capacidade de procrastinação. Como o nome da TAG é 50%, seria postada tecnicamente em Junho, metade do ano, sobre as minhas leituras até agora, mas estamos quase em Agosto, que é literalmente amanhã. Nunca é tarde pra postar né?


29 julho 2018
Os vídeo-games em um 2045 distópico (Jogador Nº 1, Ernest Cline)
   Eu provavelmente não acreditaria se alguém me dissesse que eu viciaria tanto em Jogador N°1 a ponto de não conseguir ir dormir sem saber o final. A ficção científica barra distopia me conquistou tanto pela linguagem mais jovem, que foi impossível não me envolver e me perguntar como seria viver naquele mundo. Um 2045 em que as pessoas não precisassem mais do contato humano, pois no OASIS, você pode ser quem você quiser, e ir pra quantos mundos você quiser. Tudo anonimamente. Tudo com o óculos de realidade virtual. 

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algumas parcerias e informações