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A Garota do Calendário #7
Audrey Carlan

2

Suzy e as Águas-vivas
Ali Benjamin

3

Namorado de Aluguel
Kasie West

4

Caixa de Pássaros
Josh Malerman

5

Sorrisos Quebrados
Sofia Silva

RESENHA: A Garota do Calendário (Julho) - Audrey Carlan

13 janeiro 2018
A Garota do Calendário (Julho)
Audrey Carlan
Editora: Verus
Ano: 2016
Páginas: 144
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Sinopse: O que você faria para salvar a vida de seu pai? A vida é feita de escolhas. Mia Saunders fez a dela. O sexto volume do fenômeno editorial nos Estados Unidos, com mais de 3 milhões de cópias vendidas Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em julho, Mia estará em Miami para ser a estrela principal do novo videoclipe do cantor de hip-hop Anton santiago. Anton é lindo, confiante e está louco por Mia, mas, para ficar com ele, ela terá de resolver algumas questões do passado...

       Primeiro livro livro em 2018, sim senhores. Sei que demorei a postar depois do primeiro dia do ano, mas posso explicar isso com duas palavras: novidades pra esse ano e ressaca literária. Tem coisa pior que isso? Faz um tempão que estou lendo As Listas de Casamento e Becky Bloom e resolvi tentar outro livro para não deixar vocês na mão por muito tempo. E aqui estou eu com o sétimo volume da série A Garota do Calendário.

ESTA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS

      Em Julho, Mia Saunders é mandada pata Miami com a missão de fazer parte de um clipe de um cantor de hip hop famoso nos Estados Unidos, o Anton Santiago. Mas o grande problema foi lidar com as tentativas de esquecer os acontecimentos traumáticos que Mia viveu no livro Junho.

     Se é pra ser sem spoilers, eu tento da melhor forma, mas digo logo que vai ser difícil. Mia já passou por seis outros homens que a queriam como acompanhante para aparecer de melhor forma na mídia ou para ser apenas uma inspiração para eles, mas Mia ainda está com o coração entregue a um desses homens, que particularmente eu já até esqueci o romance deles porque Audrey Carlan, pra que tanto livro?

"Os pensamentos negativos são plantados como uma semente no cérebro e, uma vez que crescem, tomam conta da mente, infectando a nossa capacidade de enxergar a verdade e a beleza de forma clara. De ver a honestidade por trás de uma pessoa ou uma situação."

Minhas metas para 2018

01 janeiro 2018
    Feliz 2018, pessoal!!! Assim como fiz ano passado, gosto de deixar aqui minhas metas para o ano que se inicia. Esse ano não planejei muita coisa como no ano passado porque penso que devo deixar as coisas acontecerem também, mas o que eu mais quero está bem aqui e eu quero muito conseguir realizar.

Pessoais


- Conhecer pontos turísticos de Caruaru
- Ir para o Festival de Inverno de Garanhuns
- Ir para uma Bienal em 2019
- Voltar para São Paulo e/ou conhecer o Rio de Janeiro
- Fazer yoga para melhorar ansiedade
- Tirar passaporte
- Conhecer o Parque das Jaqueiras
- Vender minha bicicleta
- Ler 100 livros em 2018
- Terminar minha Meta de Leitura 2018


Aprendizagem

- Terminar o curso de inglês
- Fazer o TOEIC
- Estudar para o TOEFL
- Estudar espanhol em casa
- Terminar gramática Oxford

Blog
- Parcerias com editoras
- 100 resenhas no blog
- 1000 seguidores no blog
- Layout novo
- Ler e resenhar 25 livros do Rory Gilmore Books Project
- Melhorar as postagens
- Trazer mais conteúdo



RESENHA: Suzy e as águas-vivas - Ali Benjamin

30 dezembro 2017
Suzy e as águas-vivas
Ali Benjamin
Editora: Verus
Ano: 2016
Páginas: 223
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Sinopse: Às vezes, quando nos sentimos mais solitários, o mundo decide se abrir de formas mágicas. Suzy Swanson está quase certa do real motivo da morte de Franny Jackson. Todos dizem que não há como ter certeza, que algumas coisas simplesmente acontecem. Mas Suzy sabe que deve haver uma explicação — uma explicação científica — para que Franny tenha se afogado. Assombrada pela perda de sua ex-melhor amiga — e pelo momento final e terrível entre elas —, Suzy se refugia no mundo silencioso de sua imaginação. Convencida de que a morte de Franny foi causada pela ferroada de uma água-viva, ela cria um plano para provar a verdade, mesmo que isso signifique viajar ao outro lado do mundo... sozinha. Enquanto se prepara, Suzy descobre coisas surpreendentes sobre o universo — e encontra amor e esperança bem mais perto do que ela imaginava. Este romance dolorosamente sensível explora o momento crucial na vida de cada um de nós, quando percebemos pela primeira vez que nem todas as histórias têm final feliz... mas que novas aventuras estão esperando para florescer, às vezes bem à nossa frente.


      Lembro que quando vi a capa desse livro, coloquei na minha lista de leitura. É incrível como a capa dá toda uma beleza para o livro, né? Mas infelizmente, acontece de a capa ser mais bonita do que o conteúdo em si. Não que o livro não tenha sido bom, até foi, mas eu esperava mais e sei que a autora poderia ter explorado o assunto melhor. 

"Fazia exatamente um mês que a Pior Coisa tinha acontecido, e quase esse mesmo tempo que eu tinha começado a adotar o não-falar."

      No livro, Suzy sofre uma terrível perda que vai abalar sua vida. Sua ex melhor amiga morre afogada. O grande problema acerca disso foi o afogamento. Como Franny poderia se afogar se nada perfeitamente bem desde criancinha? Suzy não consegue acreditar que deixou que as coisas entre elas terminassem do jeito que terminou e colocou na cabeça que descobriria a causa real da morte de Franny e seria um pedido de desculpas. A menina então se convence que quem matou Franny foi uma espécia raríssima de água-viva. Seria sua teoria a correta?

       No começo, fiquei com tédio por causa de TANTA água-viva. Sério, a protagonista repete tanto, mas tanto que você tem horas que pensa "CHEGA!!". Depois de um tempo, passei a me interessar um pouco no assunto de tanto que ela falou e a Suzy começou a ME convencer de que a água-viva realmente matou Franny.

"Às vezes a gente quer com tanta força que as coisas mudem que não suporta nem sequer estar na mesma sala com as coisas do jeito que realmente são."

      O livro é intercalado com memórias do passado das amigas, desde o começo da amizade das duas até o último dia que se viram e com o presente, quando Suzy procura especialistas em águas-vivas que possam provar pra ela que foi essa a causa da morte da amiga. Com isso, vemos que Suzy parece ficar cada vez mais desesperada em encontrar respostas e aos 13 anos de idade planeja uma viagem sozinha para a Austrália, atrás do melhor especialista no ramo das águas-vivas. 

    O livro é e não é previsível. Como disse, achei que a Ali Benjamin poderia ter explorado um pouco mais sobre o que a Suzy estava passando de fato e menos nas informações sobre águas-vivas. O luto acontece de diferentes formas para cada pessoa e gostei de a autora tornar esse assunto mais juvenil. Suzy e as águas-vivas é um drama juvenil, sim. O amor entre amigos e família está presente durante todo o livro e, por mais que não tenha de fato sido emocionante, trouxe uma liçãozinha de vida. 

   A diagramação é ótima. Bem simples, mas achei a cara da Suzy. Cada capítulo é dividido de uma forma bem juvenil e com a mesma fonte do título do livro na capa, o que eu achei muito fofo. Como já falei da capa, vou reforçar o quanto ela é linda. Acho que teria sido show se a cena da capa de fato acontecesse no livro, pois é realmente linda. Acho que faltou uma aproximação de Suzy com as águas-vivas no fim do livro também, pois achei meio solto do próprio título.

"Tudo tinha acabado da pior maneira entre mim e a Franny. Se eu soubesse, teria pedido desculpas pelo jeito como as coisas aconteceram. Teria pelo menos dito adeus. Mas a gente nem sempre percebe a diferença entre um novo começo e um fim do tipo pra sempre. Agora era tarde demais para consertar qualquer coisa."

RESENHA: Namorado de Aluguel - Kasie West

28 dezembro 2017
Namorado de Aluguel
Kasie West
Editora: Verus
Ano: 2016
Páginas: 250
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Sinopse:
Quando Bradley, o namorado de Gia Montgomery, termina com ela no estacionamento do baile de formatura, ela precisa pensar rápido. Afinal, ela vem falando dele para suas amigas há meses. Esta era para ser a noite em que ela provaria que ele não é uma invenção de sua cabeça. Então, quando vê um garoto esperando pela irmã no estacionamento do baile, Gia o recruta para ajudá-la. A tarefa é simples: passar por namorado dela — apenas duas horas, nenhum compromisso, algumas mentirinhas. Depois disso, ela pode tentar reconquistar o verdadeiro Bradley. O problema é que, alguns dias depois do baile, não é em Bradley que Gia está pensando, mas no substituto. Aquele cujo nome ela nem sabe. Mas localizá-lo não significa que o relacionamento de mentira deles acabou. Gia deve um favor a esse cara, e a irmã dele tem a solução perfeita: a festa de formatura da ex-namorada dele — apenas três horas, nenhum compromisso, algumas mentirinhas. E, justamente quando Gia começa a se perguntar se pode transformar seu namorado falso em real, Bradley reaparece, expondo sua farsa e ameaçando destruir suas amizades e seu novo relacionamento. Inteligente e maravilhosamente romântico, Namorado de aluguel retrata a jornada inesperada de uma garota para encontrar o amor — e possivelmente até a si mesma.
 

     Faz bastante tempo que tento começar a ler esse livro, mas sempre adiei a leitura. Só pude fazer isso até certo ponto já que o livro esteve na minha meta de leitura do Skoob o ano inteiro e só ele eu não havia lido ainda. Dos 25 livros na lista, Namorado de Aluguel foi o 25º e posso dizer que fechou com chave de ouro. É um young adult bem legal e com muitas lições de coragem e amizade, ao contrário do que eu esperava. 

"Oi? Era minha formatura. Ele ia mesmo me fazer entrar sozinha no baile onde eu provavelmente seria coroada rainha?"

    Gia é uma das garotas mais populares do colégio e presidente do conselho estudantil. Ela é notada por todos, mas não nota ninguém além de suas amigas. Seu namorado universitário termina poucos antes da entrada de um baile que Gia tinha planejado tudo: finalmente mostraria as amigas que namorava um cara universitário que era real. Todo o plano foi por água a baixo e sua única solução foi pedir a um garoto que tinha ido levar a irmã para ser seu namorado de mentira só por essa noite. Mal ela sabe que esse segredo e as mentiras aumentariam e mudariam sua vida. 

    Eu jurava que esse livro era 100% clichê. Não tinha como não ser, certo? O mocinho finge ser namorado da mocinha e eles acabam juntos no final, um puro romance blá blá blá bem água com açúcar. Claro que Kasie West quis fazer diferente e transformar Namorado de Aluguel em um young adult, onde a protagonista Gia não estaria inteiramente interessada na sua vida amorosa. Não quando tem problemas com família, identidade, amizades e com seu futuro. 

"- Daqui a dez anos, quando as pessoas pensarem no ensino médio, vão  lembrar do seu nome. Vão saber quem você era.
Como as pessoas saberiam quem eu sou, se nem eu mesma sabia?"
    O livro mostra que por mais que seja na adolescência que as crises aconteçam, você não precisa necessariamente ficar no chão. E que se todas as meninas namoram, você não precisa namorar também só porque elas namoram. Você não precisa ser o que querem que você seja e nem aceitar tudo com um aceno de cabeça. Gia questiona muita coisa da sua vida, incluindo as pessoas que ela andava e as pessoas que ela julgava e por isso passava longe. Namorado de Aluguel mostra um cenário típico de Ensino Médio no mundo todo e também o que o vício nas redes sociais e a aceitação no meio social afeta as pessoas. Acho que todo mundo já foi um pouco Gia na vida e ela precisou passar pelos perrengues do livro para descobrir quem ela era. Gosto muito de livros assim.

    Óbvio que o livro tem um romancezinho. O que é um young adult sem romance? É muito lindo ver como ela se relaciona com o mocinho e como o foco da autora não foi evidenciar o relacionamento dos dois, mas o quanto eles cresceram juntos como amigos, sabe? Claro que o livro é sim clichê a certo ponto. O nome do livro é Namorado de Aluguel, oras. Não tinha como sair muito desse eixo e uma coisa negativa que achei do livro foi justamente a superficialidade de algumas coisas. Acho que tem muitas partes que a autora poderia ter evidenciado um pouco mais por serem tão frequentes na vida de um adolescente, mas ela fez parecer "normal", sabe? Como se por a protagonista ter seus 16/17 ela precise aceitar estar errada em situações familiares. Mas tirando isso, gostei bastante do livro e já quero conhecer outras obras da autora. 

"Eu me importava com o que os outros pensavam sobre mim. Apagava fotos ou tuítes que não tinham muitas curtidas. Media meu valor nesses termos. Devia ser a garota mais superficial da face da Terra, e só agora eu descobria isso."


"Eu nunca me mostrei. Nunca me conheci de verdade." 

RESENHA: Caixa de Pássaros - Josh Malerman

26 dezembro 2017
Caixa de Pássaros
Josh Malerman
Editora: Intríseca
Ano: 2015
Páginas: 272
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Sinopse: Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.
 

    Confesso que nem lembro quando comprei esse livro, só sei que comprei. Penso que foi em uma de minhas idas à livraria do shopping. Juro que não posso entrar sem sair com um livro, o nome disso é consumismo, minha gente. Mas sei que valeu muito a pena ter comprado Caixa de Pássaros. Foi um dos únicos livros que comprei confiando 100% nas inúmeras resenhas positivas que li a respeito e o livro foi realmente uma leitura muito aflita. 

    Em Caixa de Pássaros conhecemos Malorie, que sobreviveu a uma crise de mortes no mundo com seus dois filhos. A causa dessas mortes? Suicídio em epidemia explicado por alguma criatura que quando o ser humano a vê, enlouquece completamente a ponto de tirar sua própria vida de modos macabros. A população, então, é instruída a não sair de casa e, se precisar sair, usar vendas. Depois de 6 anos planejando sua fuga de casa, Malorie precisa confiar em seus instintos e em seus filhos para os três percorrerem um rio de olhos vendados à procura de abrigo. 

"Fios passam por baixo da porta dos fundos e chegam até os quartos do primeiro andar, onde amplificadores alertam Malorie e as crianças para qualquer barulho que venha de fora da casa. Ficam bastante tempo sem sair. E, quando saem, estão vendados."


     Não é de terror. Não mesmo. Nem um pouquinho. Sei que a sinopse fala de medo e terror e tal, mas 0 terror. O que eu senti foi aflição, sabe? Tipo quando você vê um filme de cobras e ela se aproxima do mocinho. Aflição. Praticamente engoli todos os capítulos de Caixa de Pássaros, pois a narrativa é tão engajada que logo no início você se pergunta o seguinte: onde Malorie está? o que aconteceu com o resto do mundo? para onde ela vai? quem são as criaturas? o que aconteceu com seus amigos? 

    Eu jamais pararia de ler sem saber a resposta de todas elas, mas infelizmente (ou felizmente para alguns), o autor deixou muitas delas soltas, deixando tudo à cargo da própria imaginação do leitor. Achei tudo uma sacada de mestre. Eu mesma li e imaginei meu próprio cenário onde não podíamos enxergar algo que pode nos matar. Outra pessoa pode ter lido e imaginado tudo isso uma farsa, um experimento do governo, uma planta, um lobo com poderes sobrenaturais, um programa de TV tipo Jogos Vorazes, LITERALMENTE qualquer coisa. O que importa é o que vemos no livro: não dá pra olhar para o que quer que esteja fazendo as pessoas se matarem. 


"Malorie precisa que as crianças ouçam para além das árvores, para além do vento, para além das margens sujas que levam a todo um mundo de criaturas vivas. O rio é um anfiteatro, pensa Malorie enquanto rema. Mas também é um túmulo."

    Caixa de Pássaros é narrado em terceira pessoa e isso facilitou muito o entendimento da trama. Eu não curto muito esse tipo de narração, não sinto a personalidade do personagem dessa forma, mas os capítulos são alternados entre o "momento do descobrimento das mortes" até o presente, que é a fuga de Malorie. Tudo faz perfeito sentido durante o livro e o clímax te deixa com os olhos sem piscar. Quase passo mal, gente. Josh Malerman, não faça mais isso comigo. Vi muita gente inconformada com o final, mas é isso mesmo, nem todos os autores gostam dos pingos nos is. Eu odiei o final quando terminei de ler, só alguns segundos depois que fui recapitulando e vendo o quão  f*da foi todo o livro. 

   Então, se você está procurando um suspensezinho meio investigativo pra esquentar suas leituras em 2018, invista em Caixa de Pássaros!
   
"Quão longe uma pessoa consegue ouvir?"

Pequenas e Grandes Conquistas de 2017 + TAG Natalina

24 dezembro 2017
     Ano passado criei um quadro aqui no blog em que eu faço uma retrospectiva do ano com conquistas, desde pequenas até as grandes, que fizeram meu ano. 2017 foi muito especial pra mim, então compartilhar aqui com vocês tudo que me orgulha significa muito pra mim!
  • Passei na Federal. Sinto que esse deve ser o primeiro ponto, porque eu realmente achava que não ia passar na pública. No último Pequenas e Grandes Conquistas, de 2016, contei como fiquei emocionada por ter passado em TRÊS faculdades em Jornalismo, mas nada se compara a Comunicação Social na UFPE, né? 
Você quer 2017.1 (e alguns intrusos)?

  • Mudei de cidade para cursar a Universidade. Sim! Esse plano era meu sonho há muito tempo e eu consegui. Hoje moro em Caruaru, a querida capital do Agreste de Pernambuco e não me arrependo de ter escolhido vir pra cá nem quando passo 2 horas na estrada pra voltar pra casa dos meus pais.

  • Criei responsabilidades de dona de casa haha. Vim morar inicialmente com mais 3 meninas, mas acabo 2017 morando com uma só e amo cada pedaço desse lugar. Sei que estou onde deveria estar, mesmo com as dificuldades que aparecem todos os dias. Inclusive, eu costumava fazer posts todo mês sobre como estava sendo a adaptação aqui, confere lá a comédia que foi!
  • Conheci pessoas que me fizeram compreender a maturidade. Sim, acho que esse foi o ponto alto do meu 2017. Conheci pessoas que vão estar pra sempre comigo no meu coração. Pessoas que são tão diferentes de mim, mas ao mesmo tempo tão iguais e que com certeza me ensinaram muita coisa e me fizeram evoluir de alguma forma.
  • Me apaixonei pela MPB. Gente, hoje o que eu mais escuto é música brasileira, sério. Nem precisa ser MPB, mas as músicas em português dominam minhas playlist como nunca acontecia. 
  • Aprendi a valorizar e amar a cultura pernambucana e brasileira. Também né? Meu curso tem ênfase em Produção Cultural, eu quase que literalmente não aguento mais ouvir falar de cultura, mas eu sou um ser cultural, não posso negar meus amores né? 
  • Com meu amor para com a cultura pernambucana, me apaixonei pelo forró. Se tem uma pessoa atemporal em relação a música, essa sou eu. É Novembro e no meu fone de ouvido está tocando Luiz Gonzaga, viu?
  • Monetizei o blog. Existe coisa melhor do que receber nosso querido real pelo seu esforço? Agora assim posso com certeza afirmar que o blog é meu emprego e emprego melhor que esse não existe!
  • Assumi meus cachos. Acho muito importante dizer que essa fase é memorável, eu nunca tinha amado meu cabelo como amo atualmente. Amo meus cachos, meu volumão e até meu frizz no day after. Sou cacheada sim e quem está incomodado com meus cachos verdes mesmo? 

Euzinha no começo da transição (primeira foto) e no fim da transição (última foto).
  • Estagiei. Sim, estágio mesmo. Mesmo sendo meio voluntário, amei a experiência que me trouxe e eu sempre quis estar envolvida em projetos sociais e por meio dele consegui!
Eu bem jornalista entrevistando a Júlia Lira (fofíssima) do volumealto.com em um desfile organizado pelo meu estágio.

  • Completei 200 livros lidos. AAAAAAAH! Dá pra acreditar que li 200 livros e só tenho 18 aninhos? Me orgulho de ser uma menina muito literária hahah. 
  • Me esforcei como nunca para que o blog crescesse E ELE CRESCEU! Acho que posso esperar que 2018 me traga muitas realizações, pois amo escrever sobre o que leio e incentivar a leitura nem que seja um pouquinho. Só agradeço do fundo do meu coração a quem me acompanha por aqui e pelo Instagram, vocês são incríveis!
  • Fui na minha primeira Bienal e aindaa por cima com credencial. Beeem influenciadora digital mesmo, só que não. Comprei vários livros, claaaro.

Vamos para a segunda parte do post, sem medo nenhum de deixá-lo enorme haha. Escolhi uma tag literária bem natalina que vi no blog A Colecionadora de Histórias e trouxe pra cá bem na cara de pau mesmo, pra completar com chave de ouro esse Natal.


1. (Topo) Um livro que você “necessite” ganhar de natal, mais um que marcou 2017 e outro que você está ansioso(a) para chegar logo 2018

---> Livro que necessito ganhar de Natal (Já me dei de presente de Natal o livro Caraval, mas tudo bem haha):


---> Livro que marcou 2017: 


Esse livro fez meu 2017, pois me fez ter esperanças sabe? Ele reflete muito do que eu passei esse ano e me inspirou bastante. 

---> Livro que estou ansiosa para chegar em 2018:


2. (Tronco) Um filme que você ainda tem que assistir esse ano, mais um que te marcou em 2017 e outro que você espera para 2018.

---> Filme que ainda tenho que assistir esse ano:


---> Filme que me marcou em 2017:


---> Filme que eu espero para 2018:


50 Tons de Liberdade de certeza!

3. (Raiz) Uma série que você vai assistir ainda esse ano, uma que te marcou em 2017 e mais uma que você começará a ver no próximo ano.

---> Série que ainda vou assistir esse ano:


---> Série que me marcou em 2017:


---> Série que vou começar a ver em 2018:


4. (Estrela) Um quote que te marcou esse ano?


Todo dia é um recomeço. Todo dia eu renasço. Todo dia eu me levanto. Todo dia eu não desisto. Todo dia eu vivo como se não tivesse todos os dias."
Sorrisos Quebrados - Sofia Silva
Feliz Natal, gente!!!

RESENHA: Sorrisos Quebrados - Sofia Silva

22 dezembro 2017
Sorrisos Quebrados
Sofia Silva
Editora: Valentina
Ano: 2017
Páginas: 232
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Sinopse: Sorrisos Quebrados gira em torno de três personagens: a jovem Paola, a pequena Sol e seu pai, André. Os três são vítimas de violências distintas, que deixaram marcas profundas em cada um. Trata-se de uma história de superação de dores, magia, estrelas e de como importantes laços humanos podem se formar a partir da autoaceitação, da arte e da tolerância no cotidiano.
 



   Já fazia bastante tempo que eu queria ler esse livro e confesso que parte do meu desejo vem dessa capa maravilhosa. Se eu fizer um ranking das capas mais bonitas que já vi, Sorrisos Quebrados de certeza vai estar entre as melhores. Comprei no dia da Black Friday na loja física da Americanas assim que saí de uma prova importante. Como estudo em um polo (meio shopping), a Americanas é 1 minuto da minha sala e eu fui comprar comida. Acabei me deparando com esse livro com 50% de desconto e, por incrível que pareça, era pra eu comprar naquele momento mesmo pois ele custava 12,50 e eu só tinha 13,00 no bolso. Deixei de comer? Deixei, mas valeu a pena DEMAIS!

"Todo dia é um recomeço. Todo dia eu renasço. Todo dia eu me levanto. Todo dia eu não desisto. Todo dia eu vivo como se não tivesse todos os dias."

   Em Sorrisos Quebrados, Sofia Silva conta de forma muito emocionante a história de Paola, uma jovem que passava por problemas em seu casamento que acabaram levando à violência doméstica. Isso faz com que ela fique com problemas sérios psicológicos e com cicatrizes permanentes que sempre a lembrarão que sobreviveu, e isso significa uma nova chance. Na clínica onde Paola mora, ela acaba conhecendo Sol, uma criança que é extremamente amorosa, mas que passou por uns maus bocados que acabaram a transformando completamente. O amor à arte, as tintas e a superação uniu Paola e a pequena Sol que de quebra leva seu pai, André, a adentrar no mundo maravilhoso de Paola, onde as cores dão vida a cada momento de felicidade e tristeza.

RESENHA: O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

20 dezembro 2017
O Pequeno Príncipe
Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Agir
Ano: 1943 (edição de 2015)
Páginas: 96
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Sinopse: Livro de criança? Com certeza. Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi. Como explicar a adoção deste livro por povos tão variados, em tantos países de todos os continentes? Como explicar que ele seja lido sempre por tanto milhões e milhões de pessoas? Como explicar a atualidade deste livro traduzido em oitenta línguas diferentes? Como compreender que uma história aparentemente tão ingênua seja comovente para tantas pessoas? O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino.


       O livro mais falado de todos os tempos. Aquele que todo mundo deve ler na vida. O Pequeno Príncipe é um ícone entre os livros clássicos e eu não sabia o porquê. Minha única informação sobre ele era que é um livro infantil. Então, já fui lendo com esse pensamento. Porém, é totalmente diferente do que eu pensava e eu terminei não entendendo nada do livro, que se mostrou extremamente filosófico e reflexivo. 

     Nesse livro, conhecemos o Pequeno Príncipe que questiona várias coisas que aparecem em seu caminho e ele visita cada planeta para refletir sobre quem vive neles. Ele faz perguntas à natureza, objetos e a homens e as frases do livro tem significados juntamente com o sentido metafórico atribuido a cada cena do livro.

"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla."

"É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar."
 
     O negócio é que eu não entendi nada do começo ao fim. Achei bonitinhas as frases? Algumas sim, óbvio. Pelo menos isso eu entendi, mas não consegui refletir sobre a raposa ou sobre ele estar visitando os países e falando com o pessoal que toma conta. Me senti extremamente burra e até questionei esse meu pouco entendimento da obra em um grupo de leitores do Facebook. Minha publicação deu o que falar e entre mais de 150 comentários, vi pessoas agradecendo por eu ter postado isso, pois tinham vergonha de admitir que não tinham entendido, vi outras dizendo que leram mais de 3 vezes para entender, outras me julgando por não ler lido metaforicamente, mas de tudo isso eu levei pra mim o seguinte: você não é obrigado a entender e/ ou gostar de um livro só porque ele é famoso. Não tenha medo de ser zoado, sério.

"Se eu ordenasse, costumava dizer, que um general se transformasse em gaivota, e o general não me obedecesse, a culpa não seria do general, seria minha."
"É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros."

    Algumas pessoas me fizeram perceber que O Pequeno Príncipe é um livro muito complexo e foi erro do mercado editorial considerá-lo infantil. Ele NÃO é infantil, mas segundo o pessoal que entendeu o livro, ele é essencial pelas lições de vida que contém na obra. Eu não consegui absorver muita coisa, mas tenho certeza que vou reler esse livro daqui a um ano e ver se mudei de opinião. Não podemos julgar o coleguinha por gosto literário nem POR NADA da vida dele, né? Amor no coração, gente. 

   E aí, vocês já leram O Pequeno Príncipe? Entenderam? O que acharam?

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."