2

After
Anna Todd

3

O Visconde Que Me Amava
Julia Quinn

4

Novembro, 9
Colleen Hoover

5

Meu Deus, Mas Que Cidade Linda
Rodolfo Melo

1

Olhos Vendados
Faye Kellerman

RESENHA: After - Anna Todd

17 setembro 2017


After
Anna Todd
Editora: Paralela
Ano: 2014
Páginas: 528
Adicione no Skoob - Compre aqui - Sinopse: No primeiro livro, Tessa, de 18 anos, sai de casa, onde mora com a mãe, para ir para a faculdade. Até então sua vida se resumia a estudar e ir ao cinema com o namorado doce que conheceu ainda criança. No primeiro dia na faculdade, onde ela passa a dividir o quarto com uma amiga que adora festas, Tessa conhece Hardin, um jovem rude, tatuado e com piercings que implica com seu jeito de garota certinha. Logo, no entanto, os dois se envolvem e Tessa, que era virgem, vê sua sexualidade aflorar. Hardin é inspirado em Harry Styles, um dos membros do One Direction. Os outros quatro músicos da banda – Zayn, Niall, Louis e Liam – também viraram personagens na trama. Tessa logo descobre que Hardin possui um passado cheio de fantasmas e os dois começam um relacionamento intenso e turbulento. Depois dele, ela nunca mais será a mesma.

       Vou começar dizendo logo que conheço After desde antes de virar livro. Sou da época em que fanfics eram as obras mais bem escritas para pré-adolescentes, e eu era uma dessas. Mas mesmo tendo lido dezenas de fanfics, After nunca foi muito minha praia porque eu nunca fui fã da One Direction. Assim que a Anna Todd transformou After em livro, veio a vontade de finalmente ler e ver o porquê de tanto sucesso tanto no Wattpad, quanto nas livrarias. Aproveitei o tema do Clube do Livro do mês de Agosto (resenha atrasadíssima), Comprei pela capa, e comprei After pela capa e também pela curiosidade de anos e anos atrás. Resultado? Queria nem ter gastado meu dinheiro com isso. 

"'É claro que você não consegue entender o apelo do Mr. Darcy'. Nesse momento me lembro da coleção de romances nas prateleiras no quarto de Hardin. Aqueles livros não podem ser dele? Ou podem?
'Um homem grosseiro e insuportável que se transforma em um heroi romântico? Isso é ridículo. Se Elizabeth tivesse alguma noção, teria mandado o cara se f*der logo de cara'."

Desejados para a Bienal do Rio - que eu não fui

09 setembro 2017











            Mais uma Bienal se passou e eu não pude sair de Pernambuco para prestigiar. Passei horas vendo stories no Instagram de todo o pessoal que pôde ir e saiu com vários livros, alguns que eu não conhecia e outros que eu quero muito. Enlouqueci total pelos preços, mas ainda assim, resolvi fazer um post com meus desejados entre todos os mais comprados na Bienal. Me inspirei em um da Miriã, do Leitora Encantada e achei legal a proposta e trouxe pra cá também. Espero que esses livros estejam entre minhas próximas leituras! 

Rebeca, uma garota sem escrúpulos ou fé, criada para ser uma ladra. Códigos decifrados. Uma conta milionária invadida. Diamantes. Desaparecer do mapa. O esquema para o maior golpe de sua vida é irretocável, perfeito... até encontrar Madame Nadeje, a enigmática cartomante do decadente parque de diversões. Ouvir seus segredos mais íntimos seguidos de profecias perturbadoras, entretanto, não impedem Rebeca de ir adiante e... pagar o preço! Seu mundo matemático e lógico desmorona ao enfrentar as previsões da vidente, e sua vida se transforma em um pesadelo. Caçada por criminosos, a jovem acredita que a saída está no treze, o número agourento lançado em forma de charada que, contra qualquer lógica, é justamente o caminho a seguir e, quem sabe, sua salvação. Karl, um orgulhoso e passional lutador de MMA, passa por uma grande decepção. Incapaz de aceitar derrotas, ele comete um erro estúpido e, de herói, se torna vítima em segundos. Um acidente deixa em seu cérebro um coágulo inoperável que pode se romper num piscar de olhos, a vida por um fio. Determinado a esconder a terrível condição de todos, ele resolve levar uma vida tranquila e passar longe de brigas. Um plano perfeito... até conhecer Rebeca! Por ela, Karl seria capaz de jogar toda precaução pelo ralo, seria capaz de tudo, inclusive aceitar que a derrota pode ser a sua salvação. O que fazer quando a sorte se transforma em infortúnio e o azar é a resposta para tudo? Olhe bem de perto e tente decifrar o enigma. Mas não se deixe iludir: a resposta está muito além do número que cintila dentro bola de cristal. Muito além do... treze!

Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas. Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã. Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo? Em Os 27 Crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar. 

RESENHA: O Visconde Que Me Amava (Bridgertons #2) - Julia Quinn

07 setembro 2017
O Visconde Que Me Amava
Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
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Sinopse: A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.


          Depois de um tempão desde a leitura do primeiro livro da série dos Bridgertons, decidi voltar de vez e não abandonar Julia Quinn até dar por terminado toda a série maravilhosa que a cada livro, me faz delirar. Que mulher maravilhosa essa Julia Quinn!! Confesso que tive mais emoções em O Visconde Que Me Amava do que em O Duque E Eu e pensei em abandonar o livro só de raiva, mas ainda bem que continuei, pois percebi que Julia quis aproximar o mocinho da não perfeição que todos os homens são descritos nos romances. E por isso mesmo amei e odiei Anthony Bridgerton ao mesmo tempo. 

"Você não vai ter nada com o visconde Bridgerton. Todos sabem que ele é o pior tipo de libertino. Na verdade, ele é o pior libertino de todos, ponto final. Em toda Londres. No país inteiro!"

RESENHA: Novembro, 9 - Colleen Hoover

03 setembro 2017
Novembro, 9
Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Páginas: 352
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Sinopse: Autora número 1 da lista do New York Times retorna com uma história de amor inesquecível entre um aspirante a escritor e sua musa improvável. Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?
 



     Um dos livros que eu mais esperava ler da minha atual Meta de Leitura do Skoob era definitivamente Novembro, 9. Li inúmeras resenhas e não lembro de ter lido alguma que tenha sido negativa. Até o nome da Colleen Hoover já dá um certo reconhecimento á obra e, como eu já li O Lado Feio do Amor, sabia que podia confiar na escolha. Comprei Novembro, 9 com mais 2 livros em uma promoção recente da Saraiva que comprando 3 livros o desconto saía enorme, paguei 15,60 nesse e frete grátis. Veja aqui como comprar livros pagando menos.

"Não sou muito bom com discursos motivacionais de improviso - digo a ela. - Às vezes, à noite, reescrevo conversas que tive durante o dia, mas as altero para que reflitam o que eu queria ter dito no momento. Então, espero que você saiba que esta noite, quando eu colocar esta conversa no papel, vou dizer alguma coisa bonita e isso vai fazer você se sentir muito bem com a sua vida."

          Em Novembro, 9 a narração é feita pelos dois protagonistas, Fallon e Ben. Eles se conheceram em um restaurante no meio de um encontro constrangedor de Fallon com seu pai. Era 9 de Novembro e Ben interrompeu o momento deixando o dia marcado pelos todos os anos que viriam. Eles combinaram que não trocariam número de telefone e se bloqueariam nas redes sociais, mas que todo 9 de Novembro se encontrariam na mesma hora no mesmo restaurante e conversariam sobre os tratos que um fez para o outro completar no período de 365 dias. 

O que eu quero ler em... Setembro!

01 setembro 2017
     Continuando a coluna de todo começo de mês, trago aqui mais alguns livros que, se tudo ocorrer como previsto, estarão sendo resenhados por aqui em Setembro. Dessa vez selecionei apenas três dos que eu espero ler, pois quero ser realista e pensar que pelo menos esses devo ter resenhado até o fim do mês. Se liga aí nas minhas escolhas!

Novembro 9


Autora número 1 da lista do New York Times retorna com uma história de amor inesquecível entre um aspirante a escritor e sua musa improvável. Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?



        Já quero ler Novembro 9 há bastante tempo e será meu segundo livro da Colleen Hoover. Já estou no capítulo três e ansiosa por tantas críticas positivas sobre ele.

1984 

De facto, 1984 é uma metáfora sobre o poder e atuação dos regimes comunistas, Orwell o escreveu animado de um sentido de urgência, para avisar os seus contemporâneos e às gerações futuras do perigo que corriam, e lutou desesperadamente contra a morte - sofria de tuberculose - para poder acabá-lo. Ele foi um dos primeiros simpatizantes ocidentais da esquerda que percebeu para onde o estalinismo caminhava e é aí que ele vai buscar a inspiração: percebe-se facilmente que o Grande Irmão não é senão Stalin e que o arqui-inimigo Goldstein não é senão Trotsky. Explicando que seu objetivo básico com a obra era imaginar as consequências de um governo stalinista dominante na sociedade britânica, Orwell disse: "1984 foi baseado principalmente no comunismo, porque essa é a forma dominante de totalitarismo. Eu tentei principalmente imaginar o que o comunismo seria se estivesse firmemente enraizado nos países que falam Inglês, como seria se ele não fosse uma mera extensão do Ministério das Relações Exteriores da Rússia."

1984 é um clássico e um daqueles livros que eu geralmente passo longe por ser bem intelectuais sobre assuntos que não me interessam. Mas vou começar a dar uma chance a George Orwell (já admiro, pois gostei muito do que li em Revolução dos Bichos) com esse livro que faz parte do Rory Gilmore Books Project, o projeto em que devemos ler todos os livros citados pela Rory em Gilmore Girls. Quero muito vir contar pra vocês um pouco da minha experiência de ter lido um gênero fora da minha zona de conforto. 

Territórios (in)explorados

31 agosto 2017
Foto: Tumblr

         Acho que essa é a primeira vez que sinto que devo abrir o Blogger e escrever o que estou sentindo. Gosto de fazer isso às vezes, mas quase nunca o faço na mesma hora que bate a inspiração. Agora, faço o que todos devem fazer quando sentem esse desejo de transformar pensamentos em palavras. Bem, hoje foi, inicialmente, um dia comum e preguiçoso. Tive estágio e aula de Comunicação e Culturas Populares, mas voltei pra casa mais cedo. Simplesmente peguei o ônibus das 16:30 sem meus amigos ou qualquer pessoa que eu pudesse manter uma conversa pelos 10 minutos que eu ficaria ali sentada esperando meu ponto. Desta vez, eu fazia companhia para mim mesma. Não pensei no jantar que faria um pouco mais tarde, nem se tinha louça pra lavar ou na comparação que eu tinha que fazer para a aula de sexta, por incrível que pareça. Tudo que eu conseguia pensar era em como fui parar nesse lugar que vos escrevo e descrevo. Há oito meses atrás, em 1 de Janeiro de 2017, eu fazia pedidos ao céu. Nada clichês, inclusive. Pedi especificamente que eu conseguisse passar em Jornalismo na UFPE do Recife, porque aquele era único caminho que eu conhecia para dar o primeiro passo para realizar meus sonhos. Tola.

         Tinha que ser aquele curso, aquela faculdade e aquele lugar. Na minha mente não havia espaço para mais outro e, caso eu não conseguisse passar, ficaria mais um ano na minha cidade natal, ou quantos anos precisasse, até conseguir ir pra lá. Todos os meus planos mentais já feitos foram por água abaixo em uma manhã de Fevereiro, quando consegui abrir o Sisu e ver que eu estava aprovada em uma universidade pública. Não era em Jornalismo. Não era na UFPE do Recife. No momento eu só pensava no quanto eu havia me esforçado e não acreditado em mim mesma. Mas eu estava ali e tinha conseguido. Assim que mostrei ao meu pai a tela que quase piscava uma das frases mais bonitas que já li, ele me perguntou algo desconcertante. "Caruaru? Tu vai desistir de tentar uma vaga em 2018 no Recife pra ir pra Caruru esse ano fazer um curso que nem é Jornalismo puro?". Eu passei em Comunicação Social na UFPE de Caruaru. 

         Caruaru fica, de fato, a quase a mesma distância que eu faria se estudasse no Recife, mas nem muita gente vem pro lado de cá. Meus pais me apoiaram mesmo assim e eu vim, mas a ficha nunca caía. Parecia que a qualquer momento eu acordaria cedo e iria para a escola ter mais uma aula de Física com coisas que jamais vou usar na minha vida. E foi hoje que as coisas começaram a fazer sentido pra mim. Eu preciso de uma foto que simbolize minha visão de território para a aula de Introdução ao Audiovisual. Mas o que é território pra mim? Seria Limoeiro, minha cidade natal? Caruaru? 

         Não precisei pensar muito. O que senti no ônibus hoje enquanto olhava pela janela -  e tentava fazer com que meus cabelos não voassem janela afora - explica tudo. Naquele momento eu senti amor. Senti quando o ônibus passava pelo Hospital Mestre Vitalino, por debaixo do viaduto que eu carinhosamente chamo de "coloridinho" pelas artes pintadas no interior e, finalmente, senti amor tempos depois quando puxei a cordinha sinalizando que desceria no meu lugar de sempre. Ali eu cumprimentei com amor o moço da barraca de cachorro quente da esquina com um aceno de cabeça, fiz o percurso de sempre pelo mesmo lado da calçada e abri a porta de casa como todos os dias. Quando fechei a porta atrás de mim, senti aquele amoroso cheiro de cuscuz e ri ao me lembrar que da última vez que entrei a casa estava com cheiro da soja de Fátima, minha amiga que mora comigo. Não demorei muito para perceber que esse é meu território. Não. Não é Caruaru especificamente, mesmo amando todas essas coisas. Não é Limoeiro, mesmo amando toda a cultura, o rio Capibaribe, o São João, minha casa onde cresci, minha família e amigos de lá. Não escolhi nenhum desses lugares já explorados por mim, nem muito menos os inexplorados que sonho em conhecer. 

           Meu território é todo e qualquer lugar onde eu possa amar. 

RESENHA: Meu Deus, Mas Que Cidade Linda - Rodolfo Melo

29 agosto 2017

Meu Deus, mas que cidade linda
Rodolfo Melo
Editora: Editora 42
Ano: 2017
Página: 144
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Sinopse: Meu Deus, mas que cidade linda é um livro que poderia ser descrito como uma coletânea de contos policiais, ou criminais, ou sobre a violência. Mas, é mas um livro sobre as desigualdades sociais, sobre a ignorância humana, sobre preconceitos. E de forma crítica, muito crítica, até ácida, a cidade é linda. Dependendo dos olhos que a veem. Nascido em Brasília, Rodolfo se tornou escritor assim, como quase todo mundo: escrevendo. Seu segundo livro impresso traz um recorte pontual sobre a realidade brasiliense. A violência, o racismo, os medos. Brasília é linda, viva e urbana. E como toda cidade, guarda em seus becos, suas ruas, suas pessoas, histórias. Aqui você a verá desnuda. Um livro de crônicas ácidas, duras, violentas e verdadeiras, marcadas pela escrita aguda de Rodolfo Melo.
* E-book cedido em parceria com o autor. 
 

     Primeiramente gostaria de dizer que aconteceu algo muito sinistro quando comecei a ler Meu Deus, Mas Que Cidade Linda, segunda-feira passada. Não, não passei uma semana lendo. Na verdade, fui dar uma espiada no começo do livro enquanto esperava a van sair do lugar às 5:10 da manhã. O negócio é o seguinte (devo dizer o contexto, pois faz parte das minhas estrelas para MDMQCL), recentemente saí de minha cidadezinha pacata no interior e me mudei para uma beeem maior e quase uma capital. De fato, é a Capital do Forró, - aquelas coisas que a gente aprende quando se muda para uma cidade grande que nem esperava 7 meses atrás. Mas pra quem ainda não sabe, passei em Comunicação Social na UFPE e como quero ser jornalista, com 17 anos de idade joguei minhas roupas na mala e me mudei. Com Meu Deus, Mas Que Cidade Linda, refleti sobre minha mudança para Caruaru, mas também sobre ter deixado minha tão amada, e quase não violenta, Limoeiro, mesmo a cidade central dos contos seja Brasília. Creio que toda cidade tem um pouco de Brasília, no lado do livro.

     Em Meu Deus, Mas Que Cidade Linda, vários contos ambientados na cidade de Brasília mostram dilemas como violência, preconceito e crimes envolvendo paixão, infância, ciúmes, saudades... Não consigo fazer uma descrição mais detalhada que isso sem dar spoiler, e cada conto é curtinho e com finais em comum. Acabei de terminar o livro e vim correndo escrever a resenha antes que eu esquecesse de tudo que eu tenho para falar.

RESENHA: Olhos Vendados - Faye Kellerman

27 agosto 2017
Olhos Vendados
Faye Kellerman
Editora: HarperCollins
Ano: 2016
Páginas: 368
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Sinopse: Como detetive de homicídios de Los Angeles, Peter Decker não vive uma vida normal. Depois de anos na polícia, já viu todo tipo de coisa e nada mais parecia surpreendê-lo. Decker, inclusive, aprendeu que seu trabalho é uma ameaça para aqueles que mais ama, entre elas sua esposa, Rina Lazarus. Mas o melhor investigador da Califórnia é desafiado novamente quando um brutal assassinato múltiplo envolvendo o bilionário Guy Kaffey o enreda em intrigas e mistérios que colocam sua família em perigo mais uma vez.
 

         Devido ao meu amor aparente por investigações criminais, encontrei Olhos Vendados em um estande do Shopping Difusora e eu sinceramente o levaria só pela capa maravilhosa, mas o assunto já era parte de meu interesse, então só comprei e encarei o livro por meses na minha estante, esperando o momento certo de ler. Bem, o tal momento chegou e, infelizmente, foi contrário ao que coloquei nesse livro na minha mente. Ele é sim de investigações criminais, mas ao contrário do que aconteceu quando li Harlan Coben, a narrativa não me prendeu ao crime e nem me fez querer descobrir quem matou quem.

"Decker desligou e pensou em tudo de que precisava: um caderno de anotações, canetas, luvas, sacos para evidências, máscaras faciais, lupas, detectores de metal, hidratante e Advil, e este não para uso forense, mas porque ele estava com uma dor de cabeça forte, por ter sido despertado de um sono profundo."