Clarissa Assis

20 primaveras, leonina e persistente. Estuda Comunicação Social, é apaixonada por livros, música, séries e culturas. Não gostava de chá, mas agora seu passatempo favorito é ler um bom livro tomando uma xícara de chá fumegante e meias fofinhas nos pés.

@proximaprimavera

Sex, drugs and Daisy Jones (Daisy Jones & The Six, Taylor Jenkins Reid)




     Dos livros que já li faz tempo e a resenha ficou atrasada, Daisy Jones & The Six é provavelmente o que eu mais queria escrever justamente por ter me divertido por bastante tempo. Além de ser um livro com pegada musical, tem uma escrita muito envolvente de uma forma inusitada, que me prendeu até o final.

Daisy Jones & The Six
★★★★☆Editora: Paralela
Ano: 2019
Páginas: 360
Adicione no Skoob - Compre aqui: Amazon  Kindle  Saraiva
Sinopse: Todo mundo conhece Daisy Jones & The Six. Nos anos setenta, dominavam as paradas de sucesso, faziam shows para plateias lotadas e conquistavam milhões de fãs. Eram a voz de uma geração, e Daisy, a inspiração de toda garota descolada. Mas no dia 12 de julho de 1979, no último show da turnê Aurora, eles se separaram. E ninguém nunca soube por quê. Até agora. Esta é história de uma menina de Los Angeles que sonhava em ser uma estrela do rock e de uma banda que também almejava seu lugar ao sol. E de tudo o que aconteceu — o sexo, as drogas, os conflitos e os dramas — quando um produtor apostou (certo!) que juntos poderiam se tornar lendas da música.

    Tenho que confessar que no início esse livro pareceu bastante confuso pra mim. Pensei que estava lendo errado e que era uma introdução ou algo especial do livro, mas não que duraria o livro inteiro. Daisy Jones & The Six é narrado em formato de entrevista, contando a vida da banda The Six, ao se juntar com a Daisy Jones, ex groupie, que acabou se tornando uma cantora em potencial. A junção fez com que a banda e tornasse um fenômeno dos anos 70 e o livro é justamente um mergulho em uma vida que parece super legal pra quem está de fora.

"Muitas vezes a verdade não está nem de um lado nem de outro, e sim escondida num meio-termo"

    Tirando alguns momentos em que eu revirei os olhos para a Daisy, retratada de forma tão perfeitinha que doía meus olhos, a autora conseguiu passar a personalidade de cada integrante da banda de uma forma que honestamente me fez acreditar que eu estava lendo a biografia não autorizada de uma banda que eu nunca ouvi falar, mas que existiu. Juro que cheguei a jogar no Google e encontrei que é sim uma banda ficcional, mas a autora conseguiu confundir minha mente.

     Durante todo o livro, os integrantes da banda conta em detalhes como se conheceram, narram alguns momentos bons, tensos, ruins e emocionantes que passaram juntos. A parte que eu mais gostei é que mesmo sendo um livro e não podendo ter recursos visuais que ajudassem o leitor a se situar em outra década, ainda assim a vibe anos 70 se apossa da narração em forma de entrevista. Sem explicações sobre isso.

"Acho que a gente precisa mostrar que tem fé nas pessoas mesmo quando elas não merecem. Caso contrário não seria fé, certo?"

       Gosto bastante de séries e filmes que retratam o dia a dia de artistas porque nós, como consumimos esse conteúdo, não imaginamos que eles também são humanos, passam pelas mesmas dificuldades que nós e a fama às vezes não é uma coisa boa e te muda completamente. Ler Daisy Jones & The Six me deu uma visão VIP de como grande maioria das bandas de rock que já existiram ou existem tem altos dramas que vão além de dinheiro, diversão e talento. É uma leitura indispensável pra quem curte livros assim!

"Na estrada não dá tempo de pensar na vida real. É meio que um botão de pausa que congela tudo ao redor"

Comentários