RESENHA: Aos Dezessete Anos - Ava Dellaira

09 julho 2018
Aos Dezessete Anos
Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Ano: 2018
Páginas: 448
Classificação indicativa*: +14 anos
Sinopse: Quando tinha dezessete anos, Marilyn viveu um amor intenso, mas acabou seguindo seu próprio caminho e criando uma filha sozinha. Angie, por sua vez, é mestiça e sempre quis saber mais sobre a família do pai e sua ascendência negra, mas tudo o que sua mãe contou foi que ele morreu num caidente de carro antes de ela nascer. Quando Angie descobre indícios de que seu pai pode estar vivo, ela viaja para Los Angeles atrás de seu paradeiro, acompanhada de seu ex-namorado, Sam. Em sua busca, Angie vai descobrir mais sobre sua mãe, sobre o que aconteceu com seu pai e, principalmente, sobre si mesma.
*exemplar cedido em parceria com a Companhia das Letras 
 

   Ler esse livro foi como um choque de realidade. Uma fusão entre sonhos e desencantos. Visões de mãe e filha, ambas com 17 anos quando descobriram que a vida não é como parece ser. Aos Dezessete Anos me inspirou e me fez olhar para a nossa realidade de outra forma. Que livrão, meus amores!

"O curioso na beleza é que de modo algum nega a existência de sofrimento, injustiça, dor. Ela se mantém firme por direito próprio, como sua própria verdade."

   Nesse livro, o narrador conta a história de Marilyn e Angie, mãe e filha, que conheceram o amor de formas inusitadas. Marilyn, aos 17 anos, amava fotografar, mas era modelo de comerciais, o sonho de sua mãe, quando conhece James Bell, seu vizinho. Logo eles se aproximam e se apaixonam. 17 anos depois, a filha de Marilyn, Angie, se questiona sobre onde estaria seu pai. Teria ele morrido em um acidente de carro como a mãe contou? Ela pega a estrada com seu ex namorado para descobrir o paradeiro de sua família, enquanto aprende que a vida não é fácil e nem muito menos o amor

   Tá, sei que ele tem super cara de Young Adult e até é um mesmo, mas eu sinceramente achei mais com cara de drama. As duas personagens principais são cativantes e eu sinceramente não sei qual eu gostei mais. Uma ama fotografia e fala bastante desse futuro, enquanto outra se sente deslocada do mundo. É um livro que mistura passado e presente com duas gerações diferentes, na mesma idade.

"Sempre penso que fotografar é como agarrar uma imagem das mãos do tempo, antes que seja perdida. Uma foto pode ser guardada, compartilhada, presenteada. Pode se renovar aos olhos de cada um que a vê."

   Além de ter um conteúdo meio clichê, o livro aborda muito o racismo. Angie é negra e foi frequentemente vítima do racismo, até mesmo quando sua mãe a levava para escola e perguntavam se ela era adotada, por Marilyn ser branca. E é aí que a jornada de Angie começa, ela quer voltar a cidade onde sua mãe conheceu seu pai e poder ver esse lado afro-americano que ela nunca teve contato, mesmo fazendo parte de sua identidade. 

   Ava Dellaira me encantou muito na forma de escrita. Já quero ler o outro livro dela bem babado (Carta de Amor Aos Mortos). Aos Dezessete Anos é um livro com conteúdo pesado, mas ela fez que ele se tornasse fácil para adolescentes entenderem também. Ele fala de duas mulheres com dois amores e sonhos que foram ou serão realizados apenas se o passado for revisitado e, assim, superado. Angie fez uma autodescoberta sobre si mesma e me fez tentar me entender também. 

"Quantas das sete bilhões de pessoas no mundo têm dezessete anos? Quantas estão grávidas, quantas ainda se sentem crianças? Quantas estão olhando para o mesmo sol? Quantas estão boiando no mar? Quantas estão lamentando o amor perdido, quantas estão se apaixonando pela primeira vez?"

Palavras-chave do livro: 


Inspiração - Autoconhecimento - Jornada - Família - Ancestrais - Sonhos - Futuro - Fotografia

*violência, conteúdo sexual


14 comentários

  1. Oi Clarissa, tudo bem? Eu acho a premissa desse livro muito boa e a história parece se desenvolver de uma forma fluída, mas infelizmente a sinopse não me atraiu. Já li resenhas e tento mudar de ideia, mas não tenho vontade de ler o livro, apesar de tratar de temas polêmicos e muito importantes.
    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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    1. Quem sabe um dia você tem vontade de ler? Vale super a pena se você se interessar pelo assunto

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  2. Hey Clarissa! Tudo bom?
    Não conhecia esse livro, mas gostei bastante da premissa dele.
    Acho muito bacana quando numa história gerações passam por situações parecidas e que geram muito aprendizado.
    Obrigada pelo comentário.
    Volte sempre!

    ~ miiistoquente

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    1. Isso! Muito legal essa relação meio passado-presente!

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  3. Oi, Clarissa
    Eu recebi esse livro também e até comecei a ler mas não me senti tão envolvida, tanto que parei e ainda não terminei. Eu gostei mais do ponto de vista da Marilyn, só que eu achei a narrativa da autora parada demais, mas pretendo terminar.
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com/

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    1. Entendo, me senti assim em algum momento do livro, mas logo me interessei a a leitura fluiu. Espero que consiga terminar e goste tanto quanto eu!

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  4. Eu li o outro livro dessa autora, alguns anos atrás, e me apaixonei pela escrita. Eu achei a proposta desse livro muito interessante, amo histórias que trazem relações familiares, ainda mais quando é de mãe-filha. E sem contar que a cada resenha que leio, mais animada fico. Os Delírios Literários de Lex

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    1. Quero muitooo ler outros livros dela! Isso, dá pra se identificar bastante também <3

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  5. Amo quando um livro aborda problemas reais, fiquei bem entusiasmada para ler esse livro. Obrigada pela dica!

    www.kailagarcia.com

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    1. Os temas são super reais, eu até comecei a entender melhor várias coisas com os pontos de vista dele!

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  6. Oi Clarissa, eu gosto de um bom clichê e saber que o livro é mais que isso já em anima.. Gostei da premissa e da capa, acho que vou curtir!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Beeem mais que um clichê e bem gostoso de ler também!!

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  7. Não gosto muito de livros em que envolva imenso cliché porém este livro não me parece ser muito meloso assim. Vou adicionar à minha lista, na dúvida. beijinho

    Dezoito

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    1. Não tem quase nada de clichê sabe? Eu achei bem leve e diferente!

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