É possível amar alguém sem nunca tocá-lo? (A cinco passos de você, Rachel Lippincott)

18 abril 2019
   Assim que soube que A Cinco Passos de Você estrearia nos cinemas, corri atrás do livro pra chegar na sala de cinema já ciente do que esperava e também pronta pra analisar o que achei pra contar pra vocês. O negócio é que isso já faz um tempinho, mas ando tão atarefada que só consegui falar no Instagram, mas nunca é tarde pra escrever a resenha oficial, né?



A Cinco Passos de Você
Rachael Lippincott, Mikki Daughtry e Tobias Iaconis
Editora: Globo Alt
Ano: 2019
Páginas: 288
Sinopse: Stella Grant gosta de estar no controle. Ela parece ser uma adolescente típica, mas em sua rotina há listas de tarefas e inúmeros remédios que ela deve tomar para controlar a fibrose cística, uma doença crônica que impede que seus pulmões funcionem como deveriam. Suas prioridades são manter seus pais felizes e conseguir um transplante – e uma coisa não existe sem a outra. Mas para ganhar pulmões novos, Stella precisa seguir seu tratamento à risca e eliminar qualquer chance de infecção, o que significa que ela não pode ficar a menos que dois metros de distância – ou seis passos – de outros pacientes com a doença. O primeiro item é fácil para ela, mas o segundo pode se provar mais difícil do que ela esperava. O único controle que Will Newman deseja é o de sua própria vida. Ele não dá a mínima para o novo tratamento experimental para o qual foi selecionado e não aguenta mais a pressão de sua mãe para que melhore. Prestes a completar dezoito anos, ele mal pode esperar para finalmente se livrar das máquinas e hospitais, usando o pouco de vida que ainda lhe resta para conhecer o mundo. Stella e Will são muito diferentes. Ao mesmo tempo, a doença que os une não é a única coisa que têm em comum. Eles têm que ficar a seis passos um do outro, mas, conforme a conexão entre os dois aumenta, a vontade de burlar a distância física parece insuportável. Um grande amor vale um passo roubado?

   Em A Cinco Passos de Você, Stella Grant é uma jovem que sofre de fibrose cística e a cada ameaça de infecção precisa voltar ao hospital para internação. Com anos e anos de idas e vindas a hospitais e médicos, Stella compartilha sua vida e sua experiência no Youtube para outros jovens com a doença vejam que não a impede de viver sua vida. Em uma de suas estadias no hospital acaba conhecendo o espirituoso Will, que, ao contrário de Stella, espera viver sua vida ao máximo, apenas esperando o fim chegar. Uma amizade cresce entre os dois, mas por causa dos dois terem a mesma doença e a infecção do Will ser grave, precisam ficar a seis passos de distância.  

"Se eu vou morrer, gostaria de viver primeiro. E daí posso morrer."

  Tá, a premissa é extremamente clichê. Qualquer pessoa que leia já sabe o que vai acontecer e como  vai acontecer, sendo um sick-lit que se preze. A grande questão é que A  Culpa é das Estrelas é o ícone mundial de sick-lit e qualquer filme com essa temática lançado depois de ACEDE é imediatamente colocado na comparação. Não dá pra comparar os dois não. Eu não curto muito o gênero, sendo bem sincera, mas confesso que me rendo aos filmes e os livros - quando acho que vá ter conteúdo a mais, como foi o caso. 

   Além de todo o drama doença-romance e todo clichê envolvido, não dá pra esquecer do mais importante pra mim: a lição de vida. Todo filme assim tem uma né? E é justamente essa parte que te deixa embasbacado no final da leitura. A Cinco Passos de Você continua sendo um clichê nesse quesito também, mas a introdução de outros personagens no meio do livro fizeram com que eu gostasse realmente do que estava lendo

"Nesse momento eu sei que, mesmo sendo uma ideia absurda, se eu morrer aqui, não vou morrer sem ter me apaixonado"

   O livro é curto, simples de ler e beeem adolescente mesmo com diálogos curtos e de fazer você suspirar, se for fã de clichês amorzinhos. Tem família, amizades, romancezinho e é bem atual pela Stella ser youtuber, dá pra sentir que quiseram focar nisso também. Não chorei lendo, confesso. Mas leituras assim meio tristes, românticas meio bestinhas e um pouco inspiradoras, às vezes são justamente o que precisamos e funciona demais entre leituras pesadas. O que eu achei da adaptação do livro/roteiro*? Vou ter que escrever outro post só disso aí viu!

"Se a morte é o começo e o fim ao mesmo tempo, qual o verdadeiro começo, então?"

*O filme não é uma adaptação do livro. Na verdade, o livro é uma adaptação do roteiro do filme - de antes de ser produzido. Estranho né?

3 comentários

  1. Oie!

    Que interessante, achei que o filme era uma adaptação do livro, rs.
    Confesso que não sou muito fã de livros de romance adolescente, acho todos muito clichês e previsíveis, porém, para filmes, eu já curto, rs. Especialmente quando quero apenas assistir algo mais pra distrair mesmo. Foi assim com A Culpa é das Estrelas,que gostei mais do filme do que do livro kk

    bjao
    Início de Conversa

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  2. Muito bom, também achei que era uma adptação.

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  3. Muito bom! Procurava algo assim mais clichê para ler. Gostei muito da sua resenha e me convenceu a ler o livro hehe

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