Um beijo e um diário inesquecível no século XIX (Um Beijo Inesquecível #7, Julia Quinn)

03 agosto 2018
   O sétimo livro da série dos Bridgertons da Julia Quinn não é muito diferente de todo o universo criado pela autora, nos apaixonando cada vez mais pelos romances de época e todos os costumes do século XIX. Dessa vez, conhecemos a Hyacinth Bridgerton, a última filha da Violet Bridgerton e a mais problemática em questão de casar. Me identifiquei demais com a Hyacinth, mas no fim acabei me perguntando se era só isso mesmo.

Um Beijo Inesquecível
Os Bridgertons #7
Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 272
Classificação etária*: +18 anos
Sinopse: Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples e de tão complicado quanto um beijo.
 

NÃO CONTÉM SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES

   Para qualquer um da família Bridgerton, Hyacinth casar é considerado quase um milagre. A menina debutou na sociedade várias vezes e sempre acabava recusando todas as propostas de casamento dos homens afortunados. O motivo? Não achava digna de nenhum deles e não queria se render a um casamento com um escroto. Bem, muito ao contrário de outras filhas de Violet Bridgerton, Hyacinth sempre foi assim. 

  Ela foi chamada de rebelde e de agir de forma inadequada sendo uma moça no século XIX. O negócio é que Hyacinth não tem papas na língua. Ela quer ter a mesma liberdade de se expressar como os homens, então se uma piada é ideal para um momento, ao invés de guardar pra ela, Hy simplesmente fala e impressiona todo mundo com seus "modos". Ela claramente mostra ser à frente de seu tempo, mas nem é só isso que me fez amar Hyacinth inicialmente. 

"Havia algo de muito divertido em Hyacinth Bridgerton. Era esperta - muito esperta -, com um ar de quem estava acostumada a ser sempre a pessoa mais inteligente do aposento. Não era desagradável, mas bastante encantadora à sua própria maneira, e ele imaginava que tivesse aprendido a dizer o que pensava de forma a ser ouvida pela família - era, afinal, a mais nova de oito."

   O romance não é nada forçado no início. Julia Quinn nos revelou a personalidade de mais uma personagem que não foi muito falada nos outros livros: a Lady Danbury, a fofoqueira da cidade. Ela e Hyacinth são como unha e carne e formam uma dupla infalível criticando romances água com açúcar todas as tardes de terça. É assim que Hy conhece Gareth St. Clair, neto de Lady D e, claro, um libertino.

   Porém a única coisa que Gareth quer de Hyacinth é uma tradução. O boy encontrou um diário escrito pela avó italiana e Hy parece a única com capacidade de poder traduzir o texto. O que chocou o moço, né? Imagina, uma moça, que só tem como dever casar, ter filhos e cuidar de eventos sociais da família, é a única que pode traduzir um livro do italiano! Hyacinth, te venero. 

   Assim, Gareth eca St. Clair se aproxima de Hyacinth numa tentativa de mostrar que 1) ele pode amar alguém e 2) ela também. Romântico e clichê? Não. Certeza que esse é o livro que eu menos gostei da série inteira até agora. Julia Quinn começa mostrando a força de Hyacinth e a coragem de viver como ela quer e da metade pro fim, sinto que ela acabou tirando a essência da menina, que sinceramente foi o que eu mais gostei nela. Além de que durante todo o livro, o mistério envolvendo o diário em italiano prendeu minha atenção para no fim me decepcionar. 

   Tirando esses detalhes, Julia Quinn cumpriu com excelência o dever dela de me mostrar como a vida no século XIX era diferente da nossa hoje em dia e que amar não envolvia apenas um sentimento, mas posse, dinheiro, dotes, comportamento na sociedade e certos detalhes. É como se em um livro de 200 páginas, Julia me trasportasse totalmente para um cenário de vestidos bufados, bailes, romances proibidos e casamentos arranjados. Já disse que amo Julia Quinn e o gênero inteiro? 

"Quero envelhecer com você, quero rir com você e suspirar para os meus amigos, reclamando que você é mandona, mesmo sabendo, secretamente, que sou o homem mais sortudo da cidade."

Palavras-chave do livro: século XIX - romance - família  

Música que me lembra o livro:



*conteúdo sexual

6 comentários

  1. Oi Clarissa! Essa série é linda demais, não é? Eu ainda não conclui, faltam três livros, mas adorei cada umas das histórias, com algumas ressalvas, claro, e uma leve decepção com "Para Sir Phillip, com Amor" que foi o que menos gostei. É uma pena que esse último livro não tenha sido tão bom quanto os demais, mas com certeza Julia Quinn é uma autora fabulosa que leva o leitor a viver as histórias com os personagens e impossível não se apegar a eles. Espero gostar dos últimos livros e não me decepcionar!
    E agora tem novas séries da autora pra amarmos também.
    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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    1. Ai, gostei desse do Phillip, mas não tanto quanto o da Eloise e Daphne hahhaa. Sim sim, com certeza, Julia é tão maravilhosa que tenho certeza que os próximos livros são ótimos sim

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  2. Oi, Clarissa
    Eu não tive problema com esse livro, gostei muito dele mas os anteriores, do Colin e da outra irmã antes desse eu não curti muito não, acho que faltou alguma coisa a mais. Mesmo assim gosto muito da série e acho que o último livro só melhora.
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com

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    1. Vish, Colin também não curti muuuito não, mas vale a pena ler a série haha

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  3. Oi Clarissa! Eu adoro a protagonista, como diz a Lu do Balaio, a Jacinta é ótima rsrsrsrs E tem a Lady D que nesse livro está demais <3 Já fiquei com saudades da série!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Jacinta hahahhahahahaha realmente difícil ler o nome dela né? Lady D deusaaa <3

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