31 julho 2018
TAG dos 50% literária

TAG dos 50% literária




Faz bastante tempo que quero responder essa TAG e venho adiando tanto que nem acredito na minha capacidade de procrastinação. Como o nome da TAG é 50%, seria postada tecnicamente em Junho, metade do ano, sobre as minhas leituras até agora, mas estamos quase em Agosto, que é literalmente amanhã. Nunca é tarde pra postar né?


29 julho 2018
Os vídeo-games em um 2045 distópico (Jogador Nº 1, Ernest Cline)

Os vídeo-games em um 2045 distópico (Jogador Nº 1, Ernest Cline)

   Eu provavelmente não acreditaria se alguém me dissesse que eu viciaria tanto em Jogador N°1 a ponto de não conseguir ir dormir sem saber o final. A ficção científica barra distopia me conquistou tanto pela linguagem mais jovem, que foi impossível não me envolver e me perguntar como seria viver naquele mundo. Um 2045 em que as pessoas não precisassem mais do contato humano, pois no OASIS, você pode ser quem você quiser, e ir pra quantos mundos você quiser. Tudo anonimamente. Tudo com o óculos de realidade virtual. 

23 julho 2018
Cada amanhã, um "eu" diferente (Todo dia, David Levithan)

Cada amanhã, um "eu" diferente (Todo dia, David Levithan)

   O que você faria se acordasse amanhã sendo outra pessoa, desde o momento de seu nascimento? Cada dia, um novo corpo, um novo gênero, um novo estilo, nova família, nova escola, novos amigos, um novo "eu". A proposta de Todo Dia é bizarra se pensarmos na realidade, né? O young adult foi adaptado para o cinema e eu, como viciada em adaptações para as telonas, já fui tratar de ler o livro antes de conferir o filme. Drama + drama e um romance impossível montam o cenário perfeito de um amor desconstruído.

20 julho 2018
Um mundo de realezas e prostituição no século XIX (A Duquesa, Danielle Steel)

Um mundo de realezas e prostituição no século XIX (A Duquesa, Danielle Steel)

   Seguindo o que falei neste post, quero começar a escrever sobre os livros que li sem ter o compromisso de chamar de resenha. Nada mecânico. Nada específico sobre o livro, além do que me fez ler e sobre o que li, que acho que seria importante saber que está no livro e que pode te interessar. O que A Duquesa me trouxe? Todo um universo da prostituição desconhecido pela maioria de nós. 

A Duquesa
Danielle Steel
Editora: Record
Ano: 2018
Páginas: 335
Adicione no Skoob - Compre aqui: Saraiva  Amazon  Kindle
Classificação indicativa: +14 anos (não contém conteúdo sexual explícito)
Sinopse: Angélique Latham cresceu no esplendoroso Castelo Belgrave, na Inglaterra, e foi criada sob a tutela e o carinho do pai, o duque de Westerfield. Aos 18 anos, ela é a menina dos olhos do duque, mas, assim que ele morre, seus meios-irmãos mais velhos lhe viram as costas, abandonando-a completamente. Porém, com sua inteligência aguçada, uma beleza arrebatadora e um baú de dinheiro que seu pai lhe deu em segredo no leito de morte, ela fará de tudo para sobreviver. Sem conseguir arrumar emprego por não ter uma carta de referência, mesmo depois de um tempo trabalhando como babá, Angélique tenta a sorte em Paris. E é lá que o destino coloca em seu caminho uma prostituta, vítima dos maus-tratos de Madame Albin. Ao ajudar a jovem, Angélique vê uma oportunidade: abrir um bordel de luxo para atender aos homens mais abastados da cidade e onde pudesse proteger essas mulheres. Logo, o elegante Le Boudoir, um lugar onde os homens poderosos podem satisfazer seus desejos mais secretos com as companhias mais sofisticadas, se torna a sensação de Paris. Mas, vivendo na iminência de um escândalo, Angélique conseguirá algum dia recuperar seu lugar no mundo? Da Inglaterra do século XIX, passando por Paris e Nova York, Danielle Steel retrata uma época de luta das mulheres em uma sociedade predominantemente masculina ao contar a história inspiradora de uma cativante dama de espírito revolucionário.

 


   Talvez você tenha costume ou já tenha lido romances de época e tenha visto como o século XVIII ou XIX tinha suas particularidades. Famílias ricas ou pobres, dotes, terras, bailes de debutantes, grandes casamentos, muitos filhos, criados e escravidão. Eu mesma já li vários e me delicio nos romances de Julia Quinn ao ver como tudo era tão diferente séculos atrás. Eu era acostumada a ver como moças puras e inocentes encontravam homens que a desejaram pela primeira vez. Essa é a narrativa de vários romances de épocas - que não deixam de ser incríveis por mais clichê que seja.

   Mas existia prostituição naquela época? Bem, e você acha que a prostituição é uma coisa nova? Eu pensava! Mesmo tendo participado de uma reportagem sobre prostituição, eu não imaginava que dois séculos atrás, mulheres se aventuravam para conseguir dinheiro e sobreviver em uma sociedade com seu lado negativo priorizando certa classe social. 

   Angélique, rica e filha de um duque da Inglaterra, certamente não fazia ideia de que o outro lado da sociedade sofria de alguma forma diferente de ser criado ou babá. Quando seu pai morreu, sua herança foi diretamente para os filhos homens, por lei. Angélique ficou apenas com uma quantia que o pai deu pra ela em segredo, sabendo da sociedade machista do século XIX. Sem muito dinheiro, sem família e sem nada a oferecer, ela começa a trabalhar como babá para uma família com 4 crianças. Depois de um tempo, acaba sendo demitida injustamente e, sem recomendações, fica sem opções de se manter.



   Sem uma carta de recomendação, Angélique não consegue emprego em toda Londres. Nem Paris. E é por lá que ela conhece uma moça, que acabou nas mesmas condições que ela por não ter recomendações e se rendeu à uma prostituição que só privilegiava os cafetões e donas de bordéis. Então é aí que Angélique contraria toda sua criação e se aventura no mundo da prostituição, abrindo o melhor bordel de toda a Paris, um local lindo, justo e que fazia com que ela e todas as meninas injustiçadas tivessem uma boa quantia mensal.

   Não vejo muitos livros em que personagens são prostitutas por aí. É aquela coisa que eu mesma fui capaz de ver em várias entrevistas (para uma reportagem da faculdade): a sociedade ama a prostituição secretamente e odeia a prostituta. Ela é chamada de todos os nomes ruins, mas elas vão continuar existindo. Não é dinheiro fácil. Não é uma escolha feita por querer e sim por necessidade. Fico feliz que lendo esse livro já sabia um pouco sobre a prostituição em 2018 e em como funciona. Mas dentre as moças que se prostituem no livro, vi todas as que tive oportunidade de ler sobre na reportagem que participei. Não importa se é no século XIX ou século XXI. Todas querem melhores condições de vida em um sistema que não dá possibilidade pra isso. 

   A sociedade privilegia um lado e despreza o outro. Talvez você esteja do lado privilegiado, talvez não. Talvez amanhã você acorde e, como Angélique, sua vida de privilégios seja tirada de você. O que você faria? Me inspirei muito com a coragem da filha do duque, que não se deixou abalar em momento algum e, mesmo sendo mulher em um mundo mil vezes mais machista do que é hoje, foi lá e abriu o próprio empreendimento, em uma tentativa de ajudar mulheres que eram roubadas por seus cafetões, machucadas e estupradas, e que achavam que isso é consequência da vida que tiveram que levar.



  A Duquesa fala de família, coragem, força feminina e prostituição. Apesar do tanto que falei por aqui, Danielle Steel ainda tem muito a contar com a história de Angélique e várias pessoas que passaram por sua vida. A sinopse do livro é realmente bem grande e eu pensei que tinha spoilers ou estava entregando a história toda. Acredite em mim quando digo que tem muito mais. Terminei a leitura com uma sensação de que precisava falar sobre esse livro. A gente costuma ver muitos pontos de livros nos livros, mas acho que acaba se tornando repetitivo demais e não nos damos a oportunidade de conhecer pontos de vista como este. Danielle Steel, me segure, que eu leio todos os teus 8373285 livros (ela tem livro que só!).

P.S: Me falem o que acharam desse estilo de resenha! Sempre quis escrever assim e me sinto mais eu, sabendo que falei tudo que senti que deveria ser falado sobre o livro. Vou procurar dar o melhor pra ser eu mesma por aqui agora e postar o que eu quero de verdade. E ah, quando sair a revista, posto por aqui pra vocês darem uma olhada na matéria sobre prostituição e na minha coluna de literatura!

Palavras-chave do livro: prostituição - drama - família - realeza 

Música que me lembra o livro:


19 julho 2018
Algumas mudanças... e um desabafo real

Algumas mudanças... e um desabafo real



   Acho que faz bastante tempo que eu não venho aqui conversar com vocês e o que eu venho contar é algo que eu venho pensando há muito tempo. Tenho o Próxima Primavera desde 2016 e ele é o meu lugar favorito dessa internet. Amo saber que escrevo o que amo e faço tudo isso porque amo o mundo da leitura. Passei por tanta coisa nesses 2 anos e eu não podia estar mais orgulhosa do que conquistei, mesmo sem nenhum centavo no bolso vindo daqui. Como a Rafaela do Leitura Terapia falou no Instagram dia desses, a gente faz isso porque ama e não por retorno financeiro ou seguidores, mesmo sabendo que isso significa mais reconhecimento, que nós, obviamente, queremos sim. 

   Mas não é o tipo de reconhecimento "sou famosa" e sim aquele que alguém olha para o que você faz e se sente inspirado, sente vontade de acompanhar e no nosso caso sente vontade de ler. Vocês não imaginam a emoção que é uma mensagem de alguém que você sabe que não tem o costume de ler, falando que amou uma indicação nossa. Acho que nem precisa ser digital influencer de livros pra saber essa sensação. É aquela que você sabe que alguém também sentiu o que você sentiu enquanto lia ou assistia alguma coisa. Esse sempre foi o meu propósito por aqui. Foi por isso que criei o blog, por isso que foquei a maioria dos posts em conteúdos literários. Mas sempre tem um "mas". 

   Com um tempo, aproximadamente 2 anos, eu cansei. Soube disso quando admiti à minha psicóloga que me sinto na obrigação de inspirar e indicar, escrevendo sobre os livros que eu leio de um jeito mecânico. Isso não é um problema, mesmo que pareça. Sabe o que é? A parte de eu ter cansado. Do que eu cansei exatamente? De escrever resenhas opinativas puxadas pro resumo que parecem todas iguais. Leio muitos blogs literários (amo todos, claramente) e em todos vejo resenhas lindas e incríveis sobre obras e todas elas contém opinião + resumo dos livros e isso é uma resenha literária. Mas, para mim, não funciona mais na parte de escrever.

   As minhas resenhas favoritas aqui no blog são algumas que eu escrevi com o coração e eu nem mesmo considero resenhas no fundo do fundo. Não são resenhas. Eu simplesmente escrevi o que senti quando li aquele livro, o que aquele livro trouxe pra minha vida, se me inspirou, se me fez pensar no assunto, se me fez chorar e se aquele assunto daquele livro precisa ou não ser falado. Fiz isso com Sorrisos Quebrados, da Sofia Silva e essa é talvez minha resenha favorita de 2018 até agora. E lendo os livros, eu não penso no que eu poderia dizer para vocês sobre a obra em si que os fariam dar uma chance à leitura, sabe? Não penso na diagramação, nem na capa, nem nos personagens em especial de primeira. Eu penso na história. No que tem na história que precisa ser lido. E eu penso e penso e quando abro o post para escrever, não sai. Eu tenho medo de escrever por não ser uma resenha e sim talvez uma matéria do tipo coluna de jornal/revista. 


   Então, decidi que iria tentar. Eu leio porque amo ler. E mais ainda, amo ler porque amo ser transportada para outra vida, com outras experiências que já vivi ou nunca vivi e é incrível parecer estar na pele de outra pessoa. Hoje eu posso ser uma princesa, ou uma heroína, ou uma lady, ou uma adolescente, ou uma mulher divorciada, uma criança, um duende. Eu posso ser qualquer coisa, em qualquer lugar. E, a partir de agora, é isso que eu quero trazer aqui. Se são resenhas? Bom, isso aí você decide. Mas, claramente, serão postagens sobre um livro de cada vez, falando sobre o motivo pelo qual amei tanto a leitura (ou não amei - lembremos do lado negativo) e o porquê de você poder também dar uma chance à ela. É assim que eu me sinto apaixonada pela escrita ao mesmo tempo que dos livros e eu quero que vocês sintam isso daí e queiram também sentir o que eu senti.
16 julho 2018
Minha incrível e fofa mochila de cachorrinhos da Ella Store

Minha incrível e fofa mochila de cachorrinhos da Ella Store

   O post de hoje é bem diferente do que eu costumo escrever por aqui. Recebi uma mochila linda da loja online Ella Store e vim contar pra vocês sobre ela. Tá, você deve estar pensando que é só mais um post patrocinado ou de parceria. Gente, GENTE, eu vim aqui falar minha opinião séria sobre a loja porque acho que vocês deveriam conhecer os produtos vendidos lá!

   Minha mochila é da minha cor favorita de todos os tempos. Esse verde/azul água que ninguém nunca consegue dizer exatamente o que é. É muito raro encontrar bolsas e mochilas dessa cor, então assim que vi fiquei mais que louca pra ter e sair por aí toda trabalhada na minha cor e nos cachorrinhos fofos. 



SOBRE A MOCHILA


   Ela chegou bem embalada e organizada, sabe aquele pacote que a gente fica com pena de abrir? Exatamente. O material é bem grosso e resistente e todos os zíperes também são bem firmes sabe? Daqueles que você sabe que não vai ficar quebrando e te estressando depois. Pra não dizer que estou falando por cima, usei a mochila em diferentes ocasiões com diferentes pesos. Primeiro levei alguns livros pra casa e logo vi que ela fica bem nas costas e não machuca. O material, por ser grosso, também ajuda muito pra deixar ela ainda mais bonita nas costas. Na segunda vez, fui hardcore e coloquei bastante peso. Fui arriscar mesmo, sem saber se ela aguentaria. Não é que a bendita aguentou e ainda por cima não me cansou? 


   Além disso, claro, várias pessoas vieram me perguntar onde comprei minha bolsa. Ah, me diz se é fácil encontrar mochilas fofinhas por aí? 

  Ficou interessado? Achou legal e quer ver outros modelos? Esse modelo tá em promoção agorinha, por R$ 39.90. Apenas isso! 



SOBRE A ELLA STORE


   A Ella Store é uma loja online de bolsas e mochilas femininas. Iniciamos nossos trabalhos em 2011 na internet mesmo, tentamos buscar sempre as novidades e os melhores preços de bolsas e mochilas no mercado, todos os produtos da loja atendem ao publico feminino, algumas opções unisex como mochilas executivas. Com mais de 1000 modelos de bolsas disponível para envio imediato, entregas em até 2 dias* nossa loja se tornou conhecida como A LOJA DE BOLSA DA INTERNET e é o que estamos tentando nos aperfeiçoar e cada vez mais oferecer um melhor atendimento e produto a vocês.

  Realmente gostei muito da minha mochila. Tanto que deixo ela encostada no móvel do meu quarto beeeem decoração dele. Nesse próximo semestre, vou sair pelo campus da faculdade amando minha mochila sim, senhores.

SITE: http://www.ellastore.com.br/
FACEBOOK: https://www.facebook.com/EllaStoreBrasil
INSTAGRAM: https://www.instagram.com/ellastorebrasil/
BLOG: http://www.ellastorebrasil.com.br/
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14 julho 2018
RESENHA: O Milagre da Manhã - Hal Elrod

RESENHA: O Milagre da Manhã - Hal Elrod

O Milagre da Manhã
Hal Elrod
Editora: BestBolso
Ano: 2016
Páginas: 196
Classificação etária: Livre
Sinopse: Conheça o método simples e eficaz que vai proporcionar a vida dos sonhos — antes das 8 horas da manhã! Hal Elrod explica os benefícios de acordar cedo e desenvolver todo o nosso potencial e as nossas habilidades. O milagre da manhã permite que o leitor alcance níveis de sucesso jamais imaginados, tanto na vida pessoal quanto profissional. A mudança de hábitos e a nova rotina matinal proposta por Hal vai proporcionar melhorias significativas na saúde, na felicidade, nos relacionamentos, nas finanças, na espiritualidade ou quaisquer outras áreas que necessitem ser aprimoradas.


   Ultimamente venho sentindo que meus dias não são tão proveitosos quanto eram no passado. A faculdade vem consumindo meus ossos e lidar com ela, blog e leituras passou a ser mais difícil do que eu jamais tinha pensado. Vi um vídeo da Pam Gonçalves sobre como a vida dela mudou depois de ler esse livro, que eu nunca tinha ouvido falar. Dia desses resolvi começar e só parei depois de ler tudinho. 

"Meu passado não é igual ao meu futuro"

   Hal Elrod sempre foi um homem de sucesso. Batalhava e focava em seus objetivos e assim conseguia realizar seus sonhos e metas. Depois de um acidente quase fatal e a crise econômica americana, ele passou a ter dificuldades em ter sucesso no que fazia e a depressão despontava. Ele começou a tentar o próprio método chamado O Milagre da Manhã, aplicando uma hora de sua manhã para desenvolvimento pessoal. 

   Eu já sabia que todo o seu humor diário e vontade de ter um dia bom começa do jeito que você acorda e bem, eu quase não acordo todos os dias de tanto sono e preguiça. Hal usa exemplos próprios e de milhares de pessoas que se juntaram e resolveram acordar 1 hora mais cedo todos os dias e dedicar esse tempo a si mesmas para se autodescobrirem e começarem o dia com foco em seus objetivos. 

"Não há nada a temer, pois você não pode fracassar - apenas aprender, crescer e tornar-se melhor do  que jamais foi."

  Ainda não testei o método e depois dessas férias com certeza vou começar o teste de 30 dias do Milagre da Manhã, aos poucos, e vendo o que muda na minha disposição diária. O livro é curto, simples e te dá vontade de dar um pulo da cama e começar a traçar seus objetivos. Ele também tira esse mito de que autoajuda é para fracassados e sim para pessoas que querem se desenvolver em  alguma área, tirando conhecimento de quem já passou pelo que você passa. Hal Elrod me inspirou a tentar mudar como o meu dia começa e assim ver as consequências positivas disso na minha vida. Podem ter certeza que assim que eu começar faço um post aqui no blog. Melhorando ou não, vou expor por aqui porque, assim como Hal repete no livro, não adianta reclamar que não se sente motivado se você não tenta mudar seus hábitos diários que interferem na sua motivação. 

"Se você está cercado de pessoas preguiçosas, de mente fraca e que só dão desculpas, inevitavelmente, se tornará como elas."
"Pessoas extraordinárias visualizam não o que é possível ou provável, mas sim o que é impossível. E visualizando o impossível elas começam a vê-lo como possível." 
09 julho 2018
RESENHA: Aos Dezessete Anos - Ava Dellaira

RESENHA: Aos Dezessete Anos - Ava Dellaira

Aos Dezessete Anos
Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Ano: 2018
Páginas: 448
Classificação indicativa*: +14 anos
Sinopse: Quando tinha dezessete anos, Marilyn viveu um amor intenso, mas acabou seguindo seu próprio caminho e criando uma filha sozinha. Angie, por sua vez, é mestiça e sempre quis saber mais sobre a família do pai e sua ascendência negra, mas tudo o que sua mãe contou foi que ele morreu num caidente de carro antes de ela nascer. Quando Angie descobre indícios de que seu pai pode estar vivo, ela viaja para Los Angeles atrás de seu paradeiro, acompanhada de seu ex-namorado, Sam. Em sua busca, Angie vai descobrir mais sobre sua mãe, sobre o que aconteceu com seu pai e, principalmente, sobre si mesma.
*exemplar cedido em parceria com a Companhia das Letras 
 

   Ler esse livro foi como um choque de realidade. Uma fusão entre sonhos e desencantos. Visões de mãe e filha, ambas com 17 anos quando descobriram que a vida não é como parece ser. Aos Dezessete Anos me inspirou e me fez olhar para a nossa realidade de outra forma. Que livrão, meus amores!

"O curioso na beleza é que de modo algum nega a existência de sofrimento, injustiça, dor. Ela se mantém firme por direito próprio, como sua própria verdade."

   Nesse livro, o narrador conta a história de Marilyn e Angie, mãe e filha, que conheceram o amor de formas inusitadas. Marilyn, aos 17 anos, amava fotografar, mas era modelo de comerciais, o sonho de sua mãe, quando conhece James Bell, seu vizinho. Logo eles se aproximam e se apaixonam. 17 anos depois, a filha de Marilyn, Angie, se questiona sobre onde estaria seu pai. Teria ele morrido em um acidente de carro como a mãe contou? Ela pega a estrada com seu ex namorado para descobrir o paradeiro de sua família, enquanto aprende que a vida não é fácil e nem muito menos o amor

   Tá, sei que ele tem super cara de Young Adult e até é um mesmo, mas eu sinceramente achei mais com cara de drama. As duas personagens principais são cativantes e eu sinceramente não sei qual eu gostei mais. Uma ama fotografia e fala bastante desse futuro, enquanto outra se sente deslocada do mundo. É um livro que mistura passado e presente com duas gerações diferentes, na mesma idade.

"Sempre penso que fotografar é como agarrar uma imagem das mãos do tempo, antes que seja perdida. Uma foto pode ser guardada, compartilhada, presenteada. Pode se renovar aos olhos de cada um que a vê."

   Além de ter um conteúdo meio clichê, o livro aborda muito o racismo. Angie é negra e foi frequentemente vítima do racismo, até mesmo quando sua mãe a levava para escola e perguntavam se ela era adotada, por Marilyn ser branca. E é aí que a jornada de Angie começa, ela quer voltar a cidade onde sua mãe conheceu seu pai e poder ver esse lado afro-americano que ela nunca teve contato, mesmo fazendo parte de sua identidade. 

   Ava Dellaira me encantou muito na forma de escrita. Já quero ler o outro livro dela bem babado (Carta de Amor Aos Mortos). Aos Dezessete Anos é um livro com conteúdo pesado, mas ela fez que ele se tornasse fácil para adolescentes entenderem também. Ele fala de duas mulheres com dois amores e sonhos que foram ou serão realizados apenas se o passado for revisitado e, assim, superado. Angie fez uma autodescoberta sobre si mesma e me fez tentar me entender também. 

"Quantas das sete bilhões de pessoas no mundo têm dezessete anos? Quantas estão grávidas, quantas ainda se sentem crianças? Quantas estão olhando para o mesmo sol? Quantas estão boiando no mar? Quantas estão lamentando o amor perdido, quantas estão se apaixonando pela primeira vez?"

Palavras-chave do livro: 


Inspiração - Autoconhecimento - Jornada - Família - Ancestrais - Sonhos - Futuro - Fotografia

*violência, conteúdo sexual


07 julho 2018
RESENHA: A Hora da Estrela - Clarice Lispector

RESENHA: A Hora da Estrela - Clarice Lispector

A Hora da Estrela 
Clarice Lispector
Editora: Rocco
Ano: 1977 (edição de 2008)
Páginas: 88
Classificação indicativa: Livre
Sinopse: A história da nordestina Macabéa é contada passo a passo por seu autor, o escritor Rodrigo S.M. (um alter-ego de Clarice Lispector), de um modo que os leitores acompanhem o seu processo de criação. À medida que mostra esta alagoana, órfã de pai e mãe, criada por uma tia, desprovida de qualquer encanto, incapaz de comunicar-se com os outros, ele conhece um pouco mais sua própria identidade. A descrição do dia-a-dia de Macabéa na cidade do Rio de Janeiro como datilógrafa, o namoro com Olímpico de Jesus, seu relacionamento com o patrão e com a colega Glória e o encontro final com a cartomante estão sempre acompanhados por convites constantes ao leitor para ver com o autor de que matéria é feita a vida de um ser humano.
 

  Demorei um pouco no meu projeto de ler livros da Literatura Brasileira, mas aqui estou eu, cumprindo minha promessa e desejo. Não sei o que me fez escolher A Hora da Estrela como primeiro livro e Clarice Lispector como primeira autora, acho que por ter visto colegas de classe fazendo um curta do livro. Fico extremamente feliz de ter começado e de ter tido a oportunidade de conhecer minha quase xará Clarice, mas não sei se foi o livro certo para começar.

"Ah que medo de começar e ainda nem sequer sei o nome da moça. Sem falar que a história me desespera por ser simples demais. O que me proponho a contar parece fácil e à mão de todos. Mas a sua elaboração é muito difícil. Pois tenho que tornar nítido o que está quase apagado e que mal vejo. Com mãos de dedos duros enlameados apalpar o invisível na própria lama."

  Em A Hora da Estrela, conhecemos dois personagens principais, cada um em um universo literário diferente. O narrador-escritor, que escreve e narra a história de Macabéa, e a própria, uma nordestina que vai morar no Rio de Janeiro, mas é bem ignorante sobre o mundo e passa por umas situações bem loucas.

  Gosto é gosto, mas clássico é clássico? Acho que não. A Hora da Estrela foi o último livro escrito pela ilustre Clarice Lispector, um dos maiores nomes da Literatura Brasileira. O que você diria para alguém que não gostou do livro? Se for algo como insulto, nem diga. Eu gostei de A Hora da Estrela, sim. Me vi em Macabéa em muitos momentos, entendi o que Clarice, por meio do escritor Rodrigo S. M., quis ilustrar.

  Macabéa é desastrada, confusa e uma menina bem azeda. Não teve estudos, mas sabe datilografar. Não consegue ver nada além de seu próprio presente, em que ela vive um dia após o outro sem nem prestar atenção em nada. Às vezes não toma banho, gosta de ouvir propagandas no rádio, não come direito, deseja comer hidratante facial por ele parecer bonito nas propagandas dos jornais. Macabéa é meio esquisita, mas é muito normal ao mesmo tempo.

"A pessoa de quem vou falar é tão tola que às vezes sorri para os outros na rua. Ninguém lhe responde ao sorriso porque nem ao menos a olham."

  No tempo presente do livro, o narrador-escritor fala como é difícil escrever sobre Macabéa e escrever algo no geral. Achei incrível esse lado de mostrar como é difícil dar vida à um personagem. É louco pensar que Clarice penou pra escreveu uma história sobre um escritor que penou pra escrever uma história sobre Macabéa. Bato palmas pela originalidade! Não bato palmas para a chatice que esse narrador falava. Gente, a história de Macabéa, seus amores e ilusões, seu súbito interesse em um futuro brilhante e até o final da história, tudo me encantou. Menos a narrativa.

  Demorei muito pra terminar A Hora da Estrela. Não por Macabéa. Não por Clarice. Mas se tornou chato ler a narração mórbida, sem graça e parada do Rodrigo S. M. que era certamente um escritor angustiado até com o próprio amor pela escrita. Talvez eu tenha começado pelo livro errado, mas não desistirei de Clarice.

"Pois a vida é assim: aperta-se o botão e a vida acende. Só que ela não sabia qual era o botão de acender."
03 julho 2018
RESENHA: Sorte Grande - Jennifer E. Smith

RESENHA: Sorte Grande - Jennifer E. Smith

Sorte Grande
Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Ano: 2018
Classificação etária: +14 anos
Sinopse: Desde que perdeu os pais, Alice não acredita na sorte. Mas ela acredita no amor. De seus tios, de seu primo Leo, de seu melhor amigo, Teddy. Quando precisa decidir o que dar a Teddy em seu aniversário de 18 anos, a ideia parece chegar naturalmente: um bilhete de loteria. Com todos os números importantes para ambos: número dos anos que estiveram juntos, datas importantes e endereços marcantes. Quando a combinação se prova vencedora e o menino ganha quase 150 milhões de dólares, os dois se envolvem em um redemoinho de loucuras juvenis, interesseiros e sonhos de infância realizados. Tudo estaria perfeito, não fosse um beijo trocado no auge das comemorações. Um beijo que mudaria tudo. Mas o dinheiro não pode comprar o amor. Mas será que pode dar uma ajudinha?
 
*exemplar cedido em parceria com a editora Galera Record

   Já pensou o que você faria se ganhasse na loteria? Aposto que já. Viagens, carros, casas e muito dinheiro. Agora, já parou pra pensar no quanto sua vida mudaria e as pessoas ao seu redor também? A proposta desse livro é tão gostosa, mas ao mesmo tempo me pegou de surpresa. É viciante, curto (mesmo o livro sendo grossinho) e bem young adult. 

"Você escolhe uma coisa, e sua vida segue de um jeito.
Você escolhe outra , e tudo sai completamente diferente."

   Alice e Teddy são melhores amigos desde que ela foi adotada pelos pais de seu primo, Leo, que era amigo de Teddy. Ela se considera uma pessoa mais que azarada, já que perdeu os dois pais e o número 13 sempre esteve muito relacionado a isto. É no aniversário de Teddy de 18 anos que Alice resolve o presenteá-lo com um bilhete de loteria, de brincadeira, para simbolizar a maioridade. E não é que Teddy acaba levando o prêmio? Agora Alice tem que lidar com seus sentimentos por ele e, ao mesmo tempo, o que seu melhor amigo se tornou. 

   É um drama bem real sobre primeiros amores, juventude e sorte. Alice é uma protagonista muito fofa, que mesmo com um passado traumático, tenta seguir sua vida e esquecer o crush. Mas como esquecê-lo quando ele é seu melhor amigo, ganhou na loteria com um bilhete que ela comprou e ainda a beijou? 


   Gostei demais da proposta que o livro trouxe de riqueza rápida e o quanto o dinheiro pode nos transformar e também as pessoas próximas da gente. O livro pode ser viciante, mas as mais de 400 páginas são recheadas de eventos bem inusitados na vida do nosso "casal" protagonista, nas suas aventuras de jovens adultos. Amizades, amor, viagens, escolhas de faculdade e dinheiro. O que mais falar de Sorte Grande?

"Passei muitos anos tentando fazer a coisa certa pelos motivos errados. Agora quero fazer a coisa certa por mim."

    Acabei a leitura com meu coração aquecido, como ele fica sempre que leio algum livro que me deixa pensativa. O livro carrega um conteúdo também sobre voluntariado e adoção, que deixou tudo mais entrelaçado. Não consigo apontar algo negativo dessa obra linda, tirando o fato de a protagonista, mesmo sendo maravilhosa, parecer repetir o mesmo discurso o livro todinho, enquanto julga e julga o nosso recém bilionário ganhador da loteria. Acho que falta se colocar no lugar do amiguinho, Alice. Sorte Grande é pra você que quer uma leitura simples e bem cara de drama adolescente com uma pitada de comédia e assuntos sérios bem comentados.


01 julho 2018
RESENHA: O Sol na Cabeça - Geovani Martins

RESENHA: O Sol na Cabeça - Geovani Martins

O Sol na Cabeça
Geovani Martins
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2018
Páginas: 122
Classificação etária*: +16 anos
Sinopse: Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI. Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais. Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade.
[Exemplar cedido em parceria com a editora]
 

  O que dizer desse livro que engoli tão rapidamente e quis tanto falar aqui pra vocês sobre ele? Li O Sol na Cabeça faz umas semanas e só agora consegui escrever pra vocês. Se não notaram, ando meio sumida das redes sociais e do blog por causa da faculdade que quase me assassina, mas o semestre acabou e isso significa que estou de volta. Vamos lá falar desse livro divino?

"Eu nunca cherei. Lembro de quando meu irmão chegou do trabalho boladão, me chamou pra queimar um com ele nos acessos. Queria ter uma conversa de homem pra homem comigo, senti na hora. A bolação dele era que um amigo que cresceu com ele tinha morrido do nada. Overdose. Tava pancadão na bike, se pá até indo de missão comprar mais, quando caiu no chão. Já caiu duro. Overdose."

  Esse livro é um compilado de contos sobre a realidade brasileira. Aquela que você sabe que é real, mas está bem longe de saber o que realmente se passa nesse lado do país. Os treze contos vão de reais a reflexivos, com personagens cativantes e uns finais impactantes. 

  Como não é apenas uma história a ser contada, mas treze, e não quero fazer uma resenha gigante, vou contar no geral o que achei de O Sol na Cabeça. Confesso que desde que vi que seria lançado já coloquei na minha listinha, pois leria de certeza. Amo livros assim que, de certa forma, abrem nossos olhos para pontos de vista que são deixados de lado na contação da história do cotidiano brasileiro. Estudo sobre isso na faculdade e quero não só ler mais livros assim como também poder escrever sobre algo da mesma forma. 



"Nunca esquecerei da minha primeira perseguição. Tudo começou do jeito que eu mais detestava: quando eu, tão distraído, me assustava com o susto da pessoa e, quando via, era eu o motivo, a ameaça."

  Das treze narrativaszinhas do livro, minha favorita é o conto "O cego", que conta a história de um moço cego que precisa lidar com a falta de oportunidades na nossa sociedade, ele acaba tendo que contar sua história nas ruas para as pessoas e decide tomar uma decisão em relação à isso. O conto me aproximou demais das pessoas que vemos todos os dias nas ruas que nos param para contar suas dificuldades e pedir uma ajuda. Depois da leitura desse conto, comecei a parar de verdade para falar com cada um deles e ajudar como posso. É muito fácil julgar essas pessoas e assumir que elas usam esse dinheiro para alimentar um vício, mas você tirou um tempo para ler ou ouvir o ponto de vista do lado de lá? Para mim, esse é o objetivo de todos esse contos. 

  Gostei mais de um que de outros e confesso que deixei os de drogas para ler no final, todos juntos e um atrás do outro. Achei essa forma melhor para mim, mas ler na ordem também causa o mesmo impacto que ler aleatoriamente, juro. Acho bom e esse lado dos livros de contos, se você não se sente pronto para ler sobre certo assunto agora, lê outros e depois vê se dá pra voltar pra esse! O Sol na Cabeça é real, puro e sobre um lado do Brasil que precisa ser visto.


*linguagem imprópria, consumo de drogas

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