31 maio 2018
RESENHA: Outros jeitos de usar a boca - Rupi Kaur

RESENHA: Outros jeitos de usar a boca - Rupi Kaur

Outros jeitos de usar a boca
Rupi Kaur
Editora: Planeta
Ano: 2017
Páginas: 208
Classificação etária*: + 18 anos
Sinopse: Outros jeitos de usar a boca é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.
 

   Já li esse livro há algum tempo, li de uma vez só em uma ou duas horas de tão curtinho e envolvente, mas isso não significa que ele não seja forte e pesado, daqueles livros que você precisa digerir e dar uma grande respirada e ainda assim, quando termina, sente um vazio no peito. 

"toda vez que você diz para sua filha que grita com ela por amor, você a ensina a confundir raiva com carinho, o que parece uma boa ideia até que ela cresce confiando em homens violentos porque eles são tão parecidos com você"

   Os poemas de Outros jeitos de usar a boca são sobre ser mulher. O que enfrentamos, o que temos que lidar e o quanto sofremos nas mãos de outras pessoas. É mágoa pura, triturada e cuspida em palavras, a verdade nua e crua sobre abuso, assédio e violência. 

"estupro vai te rasgar ao meio, mas não vai ser o seu fim"

   O livro é humildemente dividido em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura, a cura, a dor. Comecei sentindo um gosto amargo na boca, sim. Mas terminei a dor com uma sensação de que todos deveriam ler esse livro, mulheres e homens, principalmente. 

"você tem dores morando em lugares em que dores não deveriam morar"

"você pode não ter sido meu primeiro amor, mas foi o amor que tomou todos os outros amores"
   Acima de tudo, como qualquer outro livro com temáticas pesadas, mesmo que sejam importantes, é preciso estar muito preparado pra ler. De verdade. Eu estava, eu precisava e foi um baque enorme lê-lo. Se você não se sente bem agora em ler sobre isso, não leia, mas quando se sentir bem, dê esse agrado a você mesma e conheça Rupi Kaur. Eu já quero ler os outros livros da autora. 

"a questão sobre escrever é que não sei se vou acabar me curando ou me destruindo"


*Contém conteúdo sexual, gatilhos, estupro, violência e assédio 
29 maio 2018
4 filmes que são adaptações de livros mas não aparentam ser

4 filmes que são adaptações de livros mas não aparentam ser

   Sei que você já parou pra pensar no tanto de adaptação de livros pra cinema estão surgindo por aí, né? A maioria dos filmes que são lançados vêm de um livro e eu não vou mentir que adoro isso, mas eu já sabia que bem antes desse boom das adaptações elas já existiam, só não eram famosas por serem adaptações, o que eu acho bem chato já que o crédito do autor deve ser levado em conta mesmo depois de vender os direitos da obra. Nesse post selecionei quatro filmes que você com certeza já ouviu falar ou já assistiu anos atrás. Todos eles são adaptações de livros!

1. Guerra dos Mundos


   O famosíssimo filme sobre fim de mundo com um ataque alienígena é antigo, mas você provavelmente já assistiu ou ouviu muito falar. Eu lembro de ter assistido muitos anos atrás, tipo uns dez anos mesmo e, como eu era só uma criança, foi um filme bem impactante pra mim. O Tom Cruise é o protagonista juntamente com a Dakota Fanning, que eu sou fã desde essa época mesmo. E não é que Guerra dos Mundos é um livro? O autor é o H. G. Wells e sua primeira publicação foi em 1898. Dá pra acreditar que naquele tempo alguém conseguiu imaginar e escrever um livro sobre ataque alienígena? Já quero super ler o livro, claro. 



2. A Menina e o Porquinho


   Esse filme foi minha infância total. Quem lembra de quando passava na Sessão da Tarde? Foi nessa época que eu fiz de tudo pra ter um porquinho também hahaha. O que eu não sabia é que na verdade A Menina e o Porquinho é um clássico infantil. Que? Charlotte's Web foi escrito em 1952 por E.B. White e é mesmo um conto infantil lido por pais. Só eu que nunca li esse livro e nem sabia da existência dele? 








3. Eu sou a Lenda


   Outro filme famoso sobre fim do mundo, que no caso eu adoro assistir. Também assisti Eu Sou a Lenda quando era criança e talvez isso tenha me traumatizado um pouco, quem já assistiu sabe o porquê haha. Amo demais o Will Smith e considero este o melhor filme dele, em que após um surto de uma doença, todo mundo morre e só sobra o personagem do Will e seu cachorro, em uma cidade vazia e deserta com algumas criaturas afetadas pela doença. Já sabia que esse filme era de um livro, mas impressionante como realmente não parece e não foi tão divulgado assim! Estou mais que louca para comprar o livro nessa versão maravilhosa da editora Aleph.



4. Ponte para Terabítia



Meu primeiro filme favorito. Meu primeiro crush ator. Meu primeiro choro assistindo a um filme. Ponte para Terabítia é muito especial pra mim. Eu tinha gravado em fita cassete! Eu amava o personagem do Josh e queria ser a Leslie, por tão incrível que ela era no filme. Chorei lagos, rios e oceanos e até hoje ainda choro. Legal foi descobrir que esse choro pode rolar também em forma de livro! Ele foi lançado em 1977 por Katherine Paterson e aqui no Brasil foi traduzido pela Ana Maria Machado, a autora de Menina Bonita do Laço de Fita. Outro livro pra entrar na minha listinha! 





Qual desses filmes você não sabia que era uma adaptação? Me fala nos comentários!
26 maio 2018
RESENHA: A Irmã de Becky Bloom - Sophie Kinsella

RESENHA: A Irmã de Becky Bloom - Sophie Kinsella

A Irmã de Becky Bloom
Sophie Kinsella
Editora: Record
Ano: 2006
Páginas: 480
Classificação etária*: Livre
Sinopse: Becky Bloom achou que casar com Luke Brandon seria uma caixinha da Tiffany cheia de felicidade. Mas, honestamente, a coisa não é um sonho como ela esperava. O problema começou na lua-de-mel, quando contou uma mentirinha minúscula a Luke, sobre uma comprinha de nada. Agora ela está com o orçamento contado, não tem emprego e, pior de tudo, sua querida amiga Suze tem uma nova “melhor amiga”. Becky está na maior deprê quando recebe uma notícia incrível: ela tem uma irmã, há muito tempo perdida, sumida, esquecida! Becky nunca esteve tão em-pol-ga-da!!! Finalmente uma irmã de verdade! Elas podem fazer compras juntas... escolher sapatos juntas... fazer as unhas juntas... Até que ela tem o maior choque da vida. Não pode ser verdade! Não é possível que a irmã querida de Becky Bloom possa... odiar compras!!! Socorro!!!
 

   Continuando com a série da ilustre Becky Bloom, o quarto livro, A Irmã de Becky Bloom é grosso e com muitas trapalhadas da minha viciada em comprar favorita. Estava com esse livro há tempos na minha estante e só agora pude dar a chance que ele merecia. 

  ESSA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES


    Rebecca Bloom, agora recentemente recuperada (ou não) de seu vício em comprar, tem que lidar com a mudança de sua vida, com sua melhor amiga mais distante que de costume, por ter encontrado outras atividades mais sua cara. Becky se sente muito sozinha até uma notícia cair como luva em sua vida, ela tem uma meia-irmã por parte de pai! Esse sempre foi o sonho de Becky, ter uma alma gêmea que possa caminhar ao seu lado por shoppings e admirar a vitrine da Gucci com ela. O único problema é que a irmã tão esperada é uma louca por economia.

"Estou ligeiramente surpresa porque Jess não falou nada sobre ela. Se minha irmã há muito perdida tivesse uma bolsa Angel, seria a primeira coisa que eu iria mencionar. Mas talvez ela esteja tentando bancar a blasé. Entendo isso."


   Quando comecei esse livro já sabia que ia rir muito. O gênero em si já é engraçadinho e com essa pegada bem que te faz esquecer dos problemas e Becky Bloom continua a louca de pedra que conhecemos em Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, só que, aos poucos, amadurecendo. Claro que, como nos outros livros, ela acaba arranjando bastante confusão com dinheiro, compras e faturas de cartão, aliás de vários cartões de créditos. Pra que um quando se pode ter cinco?


"- Não quero pagar preços altamente inflacionados para uma corporação financeira internacional. Você acha que uma margem de lucro de quatrocentos por cento é ética?"

   A sacada da irmã de Becky foi uma história muito simples e clichê, mas muito valiosa pra Becky. Eu que estou acompanhando a série, sei que o aparecimento de Jess, a irmã que economiza cada centavo, vai muito além de umas trapalhadas e sim uma jornada de autoconhecimento. Teria Becky Bloom, a viciada em compras, percebido sua compulsividade? Fica aí o questionamento haha.


   Não gostei tanto do livro como achava que iria por causa de uns acontecimentos aí que não posso de forma alguma dizer o que foi, mas que me deixaram bem chateada e preocupada com Rebecca. Deu vontade de chacoalhar os ombros dela e mandar ela tomar uma real na vida? Sim, mas acho que faz parte da leitura haha. O final de A Irmã de Becky Bloom me deixou embasbacada e pirada para ler o próximo livro da série que, inclusive, já quero comprar no sebo!

"Mas deixa pra lá. Meu queixo se enrijece. É o que acontece na vida. As pessoas encontram novas amigas e novas irmãs. Isso se chama seleção natural!"
Delírios de Consumo na 5ª Avenida #2 - Sophie Kinsella
As Listas de Casamento de Becky Bloom #3 - Sophie Kinsella
19 maio 2018
RESENHA: Os 12 Signos de Valentina - Ray Tavares

RESENHA: Os 12 Signos de Valentina - Ray Tavares

Os 12 Signos de Valentina
Ray Tavares
Editora: Galera Record
Ano: 2017
Páginas: 392
Classificação etária*: +16 anos
Sinopse: Isadora é ariana e seu ex namorado pisciano... Inferno astral! Em busca da combinação astrológica perfeita, ela cria um blog para relatar suas experiências. Isadora descobriu da pior forma possível que o namorado a traíra. E com sua melhor amiga, ainda por cima! A estudante de jornalismo entra numa fossa sem fim. Sem nenhum estágio à vista, ela se afoga em filmes feitos para chorar, pizza e em sua mais nova obsessão: stalkear o perfil do ex namorado no Facebook. Até descobrir exatamente o que deu errado entre ela e Lucas: seus signos são incompatíveis. Basta encontrar um rapaz de libra e seu mundo entrará nos eixos novamente. Com a nova obsessão e a desculpa do trabalho final de jornalismo online, uma reportagem investigativa sob um pseudônimo, Isadora une o útil ao agradável e cria um blog para relatar a experiência: Os 12 signos de Valentina. Já que precisa encontrar o libriano perfeito, por que não aproveita e experimenta os outros signos do zodíaco para ter certeza mesmo?

 

   Faz tempo que estou de olho nesse livro e, confesso, que a capa ajudou na minha escolha para ler este querido de uma vez. Não só a capa me conquistou, mas a sinopse também com tudo que se tem direito pra eu considerar um livro favorito. Já sabia que a pegada ia ser bem Carina Rissi em No Mundo da Luna e minha paixão por ele já foi esperada quando comecei. E se tem jornalismo no meio gente, eu já leio me identificando com as coisas! 😁

"Achei que aquilo fosse suficiente para que o nosso relacionamento continuasse firme e forte pelo resto de nossas vidas, até que um de nós desenvolvesse Alzheimer e tivesse de ler o diário um do outro para manter intactas as memórias do nosso amor. É, não foi bem assim que aconteceu."

   Em Os 12 Signos de Valentina conhecemos Isadora, estudante de Jornalismo, que está na fossa pelo fim de um relacionamento de seis anos. Em um dia de bebedeira, uma moça da faxina acaba falando que sua relação nunca ia dar certo se ela é ariana e o namorado pisciano. Inferno astral! Curiosa, Isadora acaba se envolvendo com o mundo dos signos e faz disso seu projeto da cadeira Jornalismo Online, na faculdade. É assim que surge Os 12 Signos de Valentina, um blog onde Isadora, com o pseudônimo de Valentina, relata como foi sair com cada um dos doze signos do zodíaco e sua procura pelo seu cara perfeito. 

   Incrivelmente fofo e delicado. Aquele tipo de romance que é romântico, mas sem blá blá blá e com pouco clichê. A ideia de todo o livro é impressionante, meio Gossip Girl dos relacionamentos e signos. Eu quase viro a louca dos signos (mesmo sem acreditar) de tanto que Isadora me convenceu sobre o poder de cada signo. E não é que muita coisa fez sentido?

"Eu me sentia quase como a Hannah Montana, só que sem os bilhões de dólares na conta, uma voz incrível, todo aquele twerking e o noivo mais gato que ela poderia ter encontrado"

   Além do romance, ri bastante com as trapalhadas de Isadora/Valentina, crushei muito cada carinha dos signos e ainda quis dar umas sacolejadas na Isadora, pra ela parar de ser trouxa. Continuo me segurando aqui para não dar spoilers, mas a Ray Tavares conseguiu me fazer amar esse livro, que digo que tem a fórmula perfeita: história louca e viciante, personagens bem construídos, cenas cômicas e um desfecho bem cara de new adult. Aliás, que desfecho, meus amores. Achei que eu ia ter que endoidar ou encontrar a Ray pra perguntar um negócio que te consome a cada página do livro. Mulher, tu quase me mata! Gosto muito de ver que a Literatura Nacional está ganhando mais visibilidade e merece porque tem cada livro que ó, é que nem Os 12 Signos de Valentina, me seguraram da página 1 até a última em uma tarde.

"Astrologia não é destino, é possibilidade"
17 maio 2018
Safe de Harlan Coben no Netflix

Safe de Harlan Coben no Netflix


   Muita gente já está falando desse hino de série e eu não posso ser a única que não vai falar. Tirei meus dias de recesso por motivos médicos pra dar uma conferida em Safe, nova série do Netflix dirigida pelo ilustre Harlan Coben. Se você nunca ouviu falar neste homem, saiba que ele é maravilhoso. Tive a oportunidade de ler apenas um livro dele e demorei semanas para me recuperar do baque que eu levei com um suspense maravilhoso do começo até o fim. Por isso mesmo que eu sabia que ia amar Safe. Não tem como não gostar!


   Era bem óbvio que Harlan ia trazer toda a glória de um bom suspense para a série de 8 episódios, mas justamente por saber o estilo do autor, saí apostando em cada personagem desse suspense que conta a história do sumiço de uma menina da classe alta, filha de um cirurgião. Toda a vizinhança rica é levada junto para a história, já que cada um está envolvido de alguma forma, seja com o desaparecimento ou com crimes ligados a ele. 

Essa é a bendita que some a série inteira e me deixou roendo as unhas pra saber que danado ela estava aprontando!


    Os personagens me cativaram demais à ponto de eu desejar que nenhum deles tenha feito algo errado, como sabemos a partir do primeiro episódio. Tem a menina sumida, o pai amoroso que a procura em cada canto da cidade, o melhor amigo dele fofíssimo que ajuda colocando a vida em risco, o namorado da menina sumida que me encabulou, uma família que caiu de paraquedas em uma confusão, a policial de caso com o pai amoroso, a outra nova policial que age esquisito, uns vizinhos malucos.. Gente, tanto personagem maravilhoso! Desconfiei de cada umzinho, até do próprio protagonista porque vai que Harlan Coben resolve usar suas cartas para nos surpreender assim? Tive personagens favoritos, me apaixonei por vilões, quebrei a cara com apostas de investigação e, no fim, quebrei a cara de novo. Tudo bem, eu realmente achei que a resolução da série ia ser mais simples, mas realmente cada coisinha se liga a outra que se liga a outra e PAM! Daí, quando você acha que já tá bom Harlan, ele diz que não e BUM! uma surpresinha pra você que passou 8 episódios vidrado na série. 

   Só sei de uma coisa: quero mais. Mais suspense a là Harlan! Netflix chama esse homem mais vezes, vai. Além de que a pegada de Safe é bem Netflixzada, alguns momentos achei umas cenas parecidas com Santa Clarita Diet, outro original incrível. Enquanto a próxima série não é lançada (que tenha outras, amém), fico aqui com meu consolo, pelo menos a gente tem um tantão de livros maravilhosos dele lançados! 

A policial e nosso querido cirurgião-pai. Meu OTP da série, não sei se shippo, só sei que shippo



Safe - Netflix (2018)
Direção: Harlan Coben
Temporadas: 1 (com 8 episódios)
Média de tempo: +- 40 min
Elenco: Michael C. Hall e Amanda Abbington
Sinopse: Tom é um cirurgião pediátrico que cuida sozinho de suas filhas, Jenny e Carrie, após sua esposa vir a falecer. No entanto, sua vida muda drasticamente quando uma delas desaparece a caminho de uma festa. Agora, esse pai desesperado inicia uma investigação para descobrir o paradeiro da menina, fazendo com que segredos de pessoas próximas comecem a ser revelados.



15 maio 2018
RESENHA: História da Vida - Edmac Trigueiro

RESENHA: História da Vida - Edmac Trigueiro

História da Vida
Edmac Trigueiro
Editora: Novo Século
Ano: 2015
Páginas: 112
Classificação etária*: Livre
Adicione no Skoob - Compre aqui: Travessa  Amazon  Kindle
Sinopse: Em História do Universo, a interface predominante foi com a Física e a Cosmologia. Neste segundo livro, o diálogo constante será com a Biologia Evolucionária. O Universo e a Vida são cheios de mistérios. O ser humano, desde a pré-história, sempre sonhou em desvendá-los. Somos muito privilegiados por vivermos no séc. XXI, época em que já estamos bastante próximos de descobrirmos os grandes mistérios da origem e da evolução da vida, cujo véu, posto pelas religiões e pela mitologia, é, agora, desvelado pela Ciência.

 

    Recebi esse livro do autor Edmac Trigueiro já faz um tempo e só esses dias pude pegá-lo e conhecer um pouco sobre a biologia, que eu tanto temia. 

"Este livro é sobre a História da Vida. De certa forma, é a continuação do primeiro, História do Universo, mas uma continuação diferente, porque é uma história mais simples do que a primeira. É um livro que vai contar como a vida começou e como evoluiu à luz da ciência."

   Confesso que estava com um pouco de medo de ler essa obra. Medo de meu ranço pela Biologia ser maior do que minha vontade de aprender sobre a evolução, assunto que sempre me interessou. Meu negócio é que minha história com a Biologia começa na minha 8ª série, quando fui parar em uma escola obcecada por resultados e meuS livroS dessa matéria tinham um número 3 na capa, isto é, aprendi genética e evolução aos 13 anos (quando deveria ter sido no 3º Ensino Médio) e odiava, sempre tirava 2 ou 3 e acabei quase reprovando nessa matéria. 

   Mas qual o motivo disso? E por que estou contando minha história com a Biologia? Bem, levando em consideração que o ambiente em que descobri a Biologia foi o pior possível, acabei tendo uma má impressão sobre ela no meu tempo escolar inteiro. Mas é só sair da escola que assuntos que você nunca pensou que ia se interessar, surgem na sua mente. E como foi que a gente surgiu? Como foi a evolução? Aí você pensa "ah, mas você teve professores que tentaram te ensinar isso!". Não. Não assim.

"A Terra é a casa da vida. A casa de Luca. A fisionomia da Terra mudou muito desde sua origem, há 4,6 bilhões de anos, e continua mudando, agora em um ritmo mais lento."

   Li História da Vida como se estivesse lendo um romance. Não teve um momento em que não gostei da leitura e descobri coisas (quase tudo já que nada foi aprendido na escola) que jamais pensei que tivessem acontecido e são tão importantes e fazem quem somos hoje, literalmente. Meu desejo hoje é ter tido algo assim que me ensinasse de forma dinâmica sobre a evolução e Darwin, que eu já gosto tanto. 

"Neste segundo livro, o personagem principal será Darwin, o cientista que produziu a maior revolução na Biologia: a descoberta do mecanismo através do qual as espécies se modificam ao longo do tempo."

   Se você é de exatas, humanas ou saúde, deve conhecer a nossa história na Terra. Sendo estudante ou não sendo estudante. Tendo que prestar o ENEM esse ano ou não. Do mesmo jeito que é importante saber sobre guerras, geografia e presidentes, a gente tem que saber sobre ciência e biologia, sim! E sabe o que mais? Me deu uma vontade louca de procurar documentários sobre e ler mais livros assim...

13 maio 2018
RESENHA: Fala sério, mãe! - Thalita Rebouças

RESENHA: Fala sério, mãe! - Thalita Rebouças

Fala Sério, Mãe
Thalita Rebouças
Editora: Rocco
Ano: 2004
Páginas: 172
Classificação etária: Livre
Adicione no Skoob - Compre aqui: Saraiva  Amazon  Kindle  Estante Virtual
Sinopse: Mãe e filha. Que relação complicada essa! Amor, carinho, compreensão e, claro, muitas, muitas brigas. Brigas importantes, brigas bobas, brigas memoráveis. Só variam conforme a idade. Boletim, namorados, arrumação do quarto, legumes, viagens, festas, hora de chegar das festas... tudo é motivo para essas pelejas domésticas. Para Angela Cristina, elas são apenas carinho e preocupação. Para Maria de Lourdes, são chateação materna mesmo. Na primeira metade do livro, os textos mostram o ponto de vista da mãe. Mas depois do primeiro beijo, aos 12 anos, é Maria de Lourdes (ou Malu, como ela prefere) quem assume a narrativa. Fala sério, mãe! é uma coletânea de crônicas bem-humoradas do cotidiano dessas duas personagens, que pode ser lida aleatoriamente ou como um romance em pílulas, em ordem cronológica, da barriga aos 21 anos.
 

   Quero começar esse post pedindo mil perdões por estar tão ausente do blog e das redes sociais, tive uns dias bem corridos na faculdade e assim que tudo acalmou uma virose horrível atacou em mim e estou até agora meio doentinha. Mesmo assim, consegui terminar Fala Sério, Mãe, um livro que sempre quis ler por causa da fama e pela escrita incrível da Thalita Rebouças, que já sou apaixonada. Esse já é o meu favorito dela e, sinceramente, quero ter todos os livros dessa série. 

"É essa chatice toda vez que eu saio. Antes de pôr o pé na rua, a ditadora decretou, eu tenho de deixar meu quarto um brinco. Passei a vida inteira ouvindo minha mãe me esculhambar por causa da bagunça do meu quarto-doce-quarto, mas jurava que a ladainha fosse melhorar quando eu estivesse mais crescidinha. Que nada!"

   Angela Cristina e Maria de Lourdes tem uma relação normal entre mãe e filha, as duas brigam por motivos fúteis e tem típicas falas que nós mesmos já proferimos mil vezes nessa vida. Em Fala Sério, Mãe, Angela, uma jornalista, conta como foi dar luz a Maria de Lourdes até o momento em que ela se tornou responsável pela própria vida e pôde contar ela mesma para os leitores como foi ter uma mãe como Angela. Malu precisa lidar com problemas adolescentes como estudos, amigas, namorados, viagens, primeira vez e tudo isso com uma mãe super protetora.

"Tenho certeza, Maria de Lourdes, de que vamos ter uma relação linda, cheia de carinho, amizade, compreensão e diálogo. E eu juro  que vou fazer de tudo para criar você da melhor forma possível."

   Sério, não tem como não se identificar com Malu. Ela é qualquer adolescente brasileira, gente. Vocês provavelmente conhecem essa obra e também o filme que foi lançado esse ano, com a Larissa Manoela e a Ingrid Guimarães, mas o livro é um amontoado sem fim de risos e identificações. Lendo esse livro constatei que todas as mães são iguais e que não importa o quanto a gente reclame, elas só estão fazendo o melhor pra nós. 

"Não gosto de salada. Quem come mato é vaca e eu sou criança. C-R-I-A-N-Ç-A!"

   Esse livro me acompanhou na minha virose e o culpo pelo meu humor restante nessa semana que passou. Impossível não rir de Angela, mãe de Malu. Thalita Rebouças conseguiu descrever minha mãe e todas as outras mães (penso eu) perfeitamente e quanto à Maria de Lourdes? Levando em conta que todos nós já passamos pela fase dramática da adolescência, achei fiel demais. Fui Malu em muitas partes e também não fui. Gosto de livros assim que me mostrem coisas loucas que não fiz na adolescência e as consequências disso. Não que eu me arrependo de não ter ido à festas, fugido de casa e essas coisas. Me orgulho do que escolhi pra mim, mas gosto de ler sobre como teria sido fazer isso, até as broncas e castigos que não cheguei a me meter haha. Claro que algumas reações da Angela não foram muito agradáveis ao meu ver e tinha horas que eu queria dar um tapa na Malu pra ela deixar de ser mimada. 


  Enfim, Fala Sério, Mãe é aquele livro de poucas páginas, mas com muitas cenas engraçadas, bem conteúdo família e extremamente necessário. Eu queria muito ter lido esse livro aos 13 anos, tenho certeza que me ajudaria a entender muita coisa que passei depois dessa idade! Inclusive, sem spoilers, o último capítulo do livro aconteceu comigo muito recentemente e é muito lindo saber que a maturidade chega e a gente entende todos os "fala sério, mãe" que dissemos na vida. 

"Por essas e outras razões que uma amiga minha diz que aquela rede de proteção que botamos nas janelas não é para crianças não caírem. É para as mães não se jogarem lá embaixo."

P.S: Perceberam o novo design do blog? Meu sonho era deixar ele bem profissional (se você entrar na página inicial da pra ver direitinho) por fora, mas por dentro mais simples. Espero que tenham gostado. Eu amei e tá bem acessível pra explorar muitos livros!

04 maio 2018
5 autoras que quero ler

5 autoras que quero ler

    Aposto que vocês tem alguns autores que sempre leem sobre ou escutam elogios e a cada vez que falam mais você sente necessidade de ler. Bem, tenho vários casos desse tipo e nesse post reuni cinco autoras que mais quero ler e os livros que pretendo começar de cada uma.

1) Nora Roberts


Já vi inúmeros blogs falarem da Nora Roberts e sempre acho uns livros mais antigos dela bem baratos, mas quero começar com esse livro por tanto ler resenhas, sou bem influenciável quando o livro é legal e a resenha é boa.

Quando crianças, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac adoravam fazer casamentos de mentirinha no jardim. E elas pensavam em todos os detalhes. Depois de anos dessa brincadeira, não é de surpreender que tenham fundado a Votos, uma empresa de organização de casamentos bem-sucedida. Mas, apesar de planejar e tornar real o dia perfeito para tantos casais, nenhuma delas teve no amor a mesma sorte que tem nos negócios. Até agora. Com várias capas de revistas de noivas no currículo, a fotógrafa Mac é especialista em captar os momentos de pura felicidade, mesmo que nunca os tenha experimentado em sua vida. Por causa da separação dos pais e de seu difícil relacionamento com eles, Mac não leva muita fé no amor. Por isso não entende o frio na barriga que sente ao reencontrar Carter Maguire, um colega de escola com o qual nunca falara direito. Carter definitivamente não é o seu tipo. Professor de inglês apaixonado pelo que faz, ele cita Shakespeare e usa paletó de tweed. Por causa de uma antiga quedinha por Mac, fica atrapalhado na frente dela, sem saber bem como agir e o que falar. E mesmo assim ela não consegue resistir ao seu charme. Agora Carter está disposto a ganhar o coração de Mac e convencê-la de que ela é capaz de criar suas próprias lembranças felizes.

2) Agatha Christie



Eu mesma a louca por thrillers, suspenses e romances policiais nunca li Agatha Christie. Como pode? Sei que quero ler primeiro Assassinato no Expresso Oriente e nem sei se é uma boa escolha para um começo com a autora, mas quero. 

Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano. O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.

3) Lisa Kleypas


Lisa é minha meta para depois de terminar de ler Os Bridgertons, da Julia Quinn. Acho o estilo bem parecido, por mais que realmente se pareçam um pouco por serem do mesmo gênero.

Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas. A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon. Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar. Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu? Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você prender o fôlego até o final.

02 maio 2018
RESENHA: A Sutil Arte de Ligar o F*da-se - Mark Manson

RESENHA: A Sutil Arte de Ligar o F*da-se - Mark Manson

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se
Mark Manson
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 224
Classificação etária*: +16 anos
Adicione no Skoob - Compre aqui: Saraiva  Amazon  Kindle
Sinopse: Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço. Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva - sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. É um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. É insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o foda-se.
 

   Quando vi o lançamento desse livro, já fiquei animada porque olha que título e capa mais chamativos! Gosto bastante de livros assim, que não sejam auto-ajuda, mas também que sejam daqueles que mostram que a gente deve sim levantar a bunda da cadeira e fazer as coisas se quer chegar em algum lugar. Se você, como eu, também achou que esse livro é assim... Errou!

   Este livro não vai ensiná-lo a subir na vida ou alcançar seus objetivos, e sim a errar e perder sem se destruir por isso. Vai ensiná-lo a fazer um inventário de sua vida, identificar os itens mais importantes e então eliminar todo o resto. Vai ensiná-lo a fechar os olhos e confiar que é possível escorregar e não sofrer nada grave. Vai ensiná-lo a direcionar sua atenção para evitar desperdiçá-la. Vai ensiná-lo a nem tentar.
   Como disse, esse livro foi diferente do que pensava e me fez pensar bastante no que dar importância ou simplesmente ligar o foda-se, já que nos preocupamos com coisas demais que, às vezes, não acrescentam em nada na nossa vida além de nos trazer preocupação, ansiedade, transtornos e até depressão. Como não posso falar muito do livro, deixo alguns (vários) quotes que achei interessantes. 

Sutileza no1: Ligar o foda-se não significa ser invulnerável, mas se sentir confortável com a vulnerabilidade.

A ideia de ligar o foda-se é um jeito simples de reorientar nossas expectativas e descobrir o que é ou não importante na vida. 

por aqui...

algumas parcerias e informações