30 abril 2018
RESENHA: Quem de Nós Está Mentindo - Karen M. McManus

RESENHA: Quem de Nós Está Mentindo - Karen M. McManus

Foto: Skoob
Um de Nós Está Mentindo
Karen McManus
Editora: Galera Record
Ano: 2018
Páginas: 384
Classificação etária*: +14 anos
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Sinopse: Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol. E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus.
*Exemplar cedido em parceria com o Grupo Editorial Record
 

  Estou de olhos bem abertos para esse livro desde que ouvi falar do lançamento no começo do ano. Mais uma vez repito que quem me acompanha por aqui sabe que eu estou numa vibe bem thrillers, suspense e tragédias. Esse livro tem a proposta perfeita contendo tudo que eu esperava: um crime, vários suspeitos, investigação e adolescência. Vi algumas resenhas negativas um tempo atrás e me preparei para o pior. Bem, o livro acabou superando minhas expectativas. 

"Ela é uma princesa, e você, uma atleta - responde ele, apontando o queixo para Brownyn e depois para Nate. - E você é um crânio. E também um criminoso. Vocês todos são estereótipos ambulantes de filmes de adolescente."

  Nesse livro, cinco adolescentes vão parar na detenção por seus celulares tocarem na aula. O único problema é que apenas quatro deles saem com vida da detenção e os outros automaticamente viram suspeitos de assassinato. Uma patricinha com o namorado perfeito, a gênia da escola, o atleta famosinho e o traficante de drogas da escola. Todos eles tem segredos muito bem guardados, mas que Simon, o dono de um Tumblr de fofoca acaba descobrindo e programando a postagem, pronto para revelar esses segredos pra escola toda. Mas como se Simon morreu na detenção?

  Gente, que livro! Ele é bem grossinho e eu até fiquei assustada no começo porque logo no primeiro capítulo toda a sinopse acontece bem na cara dura. Fiquei com medo de ter enrolação no resto do livro, mas a autora soube contar essa história muito que bem. Esse é aquele tipo de livro que, por mais que seja grosso, a gente não consegue ler devagar. Eu me embriaguei com esse livro, sério. 

"Eu tento imaginar o caso - eu, Nate e duas garotas tramando um assassinato por óleo de amendoim na sala de detenção do Sr. Avery. É tão idiota que nem sequer renderia um bom filme."
28 abril 2018
Li até a página.. (O Sol é Para Todos - Harper Lee)

Li até a página.. (O Sol é Para Todos - Harper Lee)

     Esse é mais um post do projeto Próximo Capítulo, em parceria com alguns blogs literários muito legais e fofos dessa blogosfera. O tema desse mês é primeiras impressões e, por mais que minha leitura atual seja A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, decidi fazer de O Sol é Para Todos, que por coincidência parei na página 100. Claro que quero continuar e até vou depois de umas leituras programadas aqui, mas acho legal fazer minhas impressões até agora desse clássico, que faz parte do Rory Gilmore Books Project. 

Foto: Skoob

Primeira frase da página 100: 


"Desde que me lembro, passávamos todos os Natais na Fazenda Finch."

Do que se trata o livro?

O livro é em primeira pessoa, narrado pela pequena Scout, filha de um advogado. Ela e seu irmão tentam, em várias brincadeiras, desvendar o porquê de na casa perto da deles um homem viver recluso, o Boo Radley (pelo menos foi o que eu li até agora).

Sinopse:

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

O que está achando até agora?

26 abril 2018
RESENHA: Pule, Kim Joo So - Gaby Brandalise

RESENHA: Pule, Kim Joo So - Gaby Brandalise

Pule, Kim Joo So
Gaby Brandalise
Editora: Verus
Ano: 2017
Páginas: 208
Classificação etária*: +16 anos
Adicione no Skoob | Compre aqui: Saraiva  Amazon  Kindle  Estante Virtual  ||   ||   Sinopse: O que você faria se precisasse escapar da sua própria vida? Um história inspirada em dramas coreanos Marina vive em Curitiba, atormentada pelas agressões do ex-namorado. So vive em Seul, preso a uma culpa da qual não consegue se livrar. Em mundos tão distantes, mas carregando dores parecidas, a história dos dois vai se cruzar e fazer com que eles finalmente tomem o controle da própria vida, encontrando o ponto de virada que sempre buscaram. Pule, Kim Joo So é uma história ágil e original, que vai surpreender e divertir da primeira à última linha.


   Comecei esse livro por causa da premissa diferente, bem fora dos padrões do que eu ando lendo ultimamente e também por ser da Literatura Nacional, que eu não leio há bastante tempo. Confesso que nunca assisti realmente um drama coreano. Até comecei, mas não consegui terminar por causa da rapidez da língua e eu realmente tenho preguiça de ler legendas. Quando é inglês a língua, a legenda tá ali pra me ajudar com algumas palavras, mas sendo outra língua, cansa pra mim ter que ler já que tenho problemas de visão. Maaas, aproveitei então para ler o que eu não assisto. Esse livro promete super um enredo de drama coreano. 

"Então Marina colocou a mão na testa dele cuidadosa. Levantou o cabelo preto para avaliar o corte.E viu de perto os olhos puxados. Algo neles a algemou. Tinham lágrimas acumuladas e estavam exaustos, buscando os dela como se implorassem que Marina fosse um abrigo. Ele estava completamente no escuro."

   Marina é uma jornalista que trabalha na assessoria de um aeroporto e dá de cara com Kim Joo So no banheiro de lá. Ele parece meio fugitivo e ela acaba o levando pra casa dela, mesmo ele não falando português e ela não falando coreano. Com o passar do tempo, os dois vão se aproximando e vendo que os dois sofrem por não serem donos da própria vida, sempre sofrendo pelo passado. 
21 abril 2018
#PREFIROOLIVRO Com Amor, Simon vs. Simon vs. a agenda Homo Sapiens

#PREFIROOLIVRO Com Amor, Simon vs. Simon vs. a agenda Homo Sapiens

  Vamos lá com outro post dessa coluna nada inovadora! Pra quem ainda não sabe, na coluna #PREFIROOLIVRO eu falo o que achei do filme em relação ao livro que, na maioria das vezes, já foi resenhado aqui no blog. Não quero mostrar qual o melhor e nem muito menos julgar nada. É só minha opinião e o nome da coluna não passa de uma brincadeira, já que muita gente sempre acaba preferendo o livro do que o filme. Dessa vez fui conferir Com Amor, Simon no cinema e me apaixonei total tanto quanto me apaixonei pelo livro Simon vs. a agenda Homo Sapiens. 





SOBRE O LIVRO SIMON VS. A AGENDA HOMO SAPIENS, DA BECKY ALBERTALLI


Li esse livro faz pouquíssimo tempo, menos de um mês atrás e não foi só por causa do filme. Na verdade, vi o filme como uma oportunidade ótima de ler logo e poder conferir no cinema e vir aqui contar pra vocês. Li o Simon vs. a agenda Homo Sapiens (um nome gigante desses, ainda bem que trocaram o nome do livro aqui no Brasil pra Com Amor, Simon) em poucos dias e no último quase me isolo do Universo de tanto que parei tudo que estava fazendo pra ler. Li quase metade do livro em horas de tanto que amei a narrativa, o Simon, a premissa e o mistériozinho. 

"Mas estou cansado de sair do armário. Tudo que faço é sair do armário. Tento não mudar, mas estou sempre vivendo essas pequenas mudanças. Arrumo uma namorada. Tomo uma cerveja. E, todas as vezes, preciso me reapresentar para o universo."

Pra quem ainda não conhece o livro, Simon vs. a agenda Homo Sapiens (ou Com Amor, Simon) conta a história de Simon, um garoto normais com uma vida simples dividida entre escola, amigos e família. Só que ele tem um segredo: ele é gay. Ele descobre via Tumblr que uma pessoa da escola dele também é gay e entra em contato com ela. Blue e Simon começam a conversar anonimamente e aí vemos um romance incrível surgir com dilemas familiares e uma grande chantagem de um colega de classe de Simon que acaba lendo os e-mails dele com Blue. Conto tudo mais detalhadinho (sem spoilers) lá na resenha do livro, confere lá!


SOBRE O FILME COM AMOR, SIMON (2018)

Foto: A Gambiarra
Meus planos eram resumidos a ver esse filme na estreia, mas dei viagem perdida. O filme estava em cartaz, mas não tinha entrado no sistema então fui pra casa desapontadíssima, mas na última quarta feira fui muito animada mesmo já sabendo tudo que aconteceria. Gente, que filme mais LINDO! Tudo, filmagem, roteiro adaptado, trilha sonora e claro: os atores. Não consigo ver Simon como outra pessoa além do Nick Robinson. Ele é o Simon perfeito e cumpriu minhas expectativas para com o personagem. Ficou tudo muito fiel.
19 abril 2018
RESENHA: A Menina Que Não Acredita em Milagres - Wendy Wunder

RESENHA: A Menina Que Não Acredita em Milagres - Wendy Wunder

A Menina Que Não Acredita em Milagres
Wendy Wunder
Editora: Novo Conceito
Ano: 2016
Páginas: 327
Classificação etária*: +14 anos ||
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Sinopse: Campbell tem 17 anos. Ela não acredita em Deus. Muito menos em milagres Cam sabe que tem pouco tempo de vida, por isso quer viver intensamente e fazer tudo o que nunca fez, no tempo que lhe resta. Mas a mãe de Cam não aceita o fato de perder a filha, assim, ela a convence a fazer uma viagem com ela e a irmã para Promise um lugar conhecido por seus acontecimentos miraculosos. Em Promise, Cam se depara com eventos inacreditáveis, e, também, com o primeiro amor. Lá encontra, finalmente, o que estava procurando mesmo sem saber. Será que ela mudará de ideia em relação à probabilidade de milagres? A Menina que não Acredita em Milagres vai fazer você rir, chorar e repensar sua conduta de vida.
 

   Faz tempo que esse livro está nos meus desejados. Na verdade, foi justamente no lançamento, em 2016, e só agora consegui ler. Acho que esse tempo todo fez com que eu criasse expectativas que nem de longe foram suficientes para o que eu imaginei e para o que a própria sinopse nos indica. Na verdade, até eu ler eu achava que fosse uma Campbell, já que não acredito em milagres também. Um livro bem no estilo de um dos meus favoritos, Quase uma Rockstar, mas não foi.


"Se existe um poder superior fazendo origami do Universo, ele me odeia."

   Em A Menina Que Não Acredita em Milagres, a protagonista Campbell tem câncer em estado terminal e já tentou todos os tratamentos possíveis, nos melhores hospitais. Sua mãe, nunca desistindo da filha, descobre que uma cidadezinha no Maine tem a fama de acontecimentos milagrosos. Campbell, a mãe e a irmã largam a Flórida e embarcam em uma viagem até o desconhecido em busca de um milagre.

"Também não acreditava na Imaculada Conceição, mas você poderia arranjar um monte de problemas se admitisse para alguém que achava que a Virgem Maria provavelmente só tinha engravidado, assim como vinte por cento dos adolescentes da Flórida. Essa era uma ideia que você deveria guardar para si mesma. Porque outras pessoas precisavam de milagres. Outras pessoas acreditavam em mágica."
14 abril 2018
RESENHA: O Clube dos Oito - Daniel Handler

RESENHA: O Clube dos Oito - Daniel Handler

O Clube dos Oito
Daniel Handler
Editora: Seguinte
Ano: 2018
Páginas: 400
Classificação etária*: +16 anos || Adicione no Skoob - Compre aqui (Saraiva - Amazon - Ebook)
Sinopse: Como um grupo de jovens estudantes bem-educados acabou se envolvendo num escândalo que chocou um país? Por que tantos especialistas em comportamento juvenil têm algo a dizer quando o assunto é o Clube dos Oito? Até quando inúmeras manchetes de jornal e programas de TV sensacionalistas vão explorar o caso nos mínimos detalhes? Para fazer com que a verdade venha à tona, Flannery Culp, a dita líder do Clube, decide tornar público o diário que manteve ao longo do seu desastroso último ano de ensino médio. Agora que está presa por cometer um assassinato, a garota tem tempo de editar o que escreveu e revisitar a rotina que levava ao lado de seus sete melhores amigos. A narrativa de Flan, permeada de professores da pior índole, um amor não correspondido, aulas complicadas e jantares pomposos, comprova que ela pode até ser uma adolescente criminosa — mas, pelo menos, é uma adolescente criminosa muito inteligente.
*Exemplar cedido em parceria com a Companhia das Letras


      Confesso que fiquei ansiosíssima para ler esse livro assim que li a sinopse. Quem me acompanha por aqui sabe que estou numa vibe muito investigação criminal, assassinato, thrillers e dramas com mortes. Vai saber o que tá acontecendo né? E esse livro promete quase tudo isso e ainda por cima com adolescentes. Até agora, uma hora depois de ter finalizado a leitura, não sei dizer se foi uma leitura boa ou sem pé nem cabeça. 

"Talvez isso soe péssimo, mas gostaria de propor um brinde à esperança de sobreviver à escola. Minha irmã chorava o tempo todo de tanto estresse quando estava no último ano. Acho que esse tipo de coisa pode ser um teste às amizades, por isso quero propor um brinde a sermos cuidadosos e tentarmos chegar lá."

   Em O Clube dos Oito, conhecemos Flannery Culp, uma adolescente aparentemente normal (que comete um assassinato), que gosta de sair com os amigos e festejar. Ela e os amigos formam o tão famoso Clube dos Oito, com jantares especiais com muita bebida, drogas, sexo e curtição e, este está sendo julgado por assassinato. Esse livro é uma ficção, claro, mas Flannery narra da prisão, que todo o livro é seu diário escrito antes e até o momento do crime, adicionando revisões em acontecimentos do passado. 

   Não tem nenhum mistério em O Clube dos Oito. Antes mesmo de começar a ler, sabemos que Flannery Culp é uma assassina. O que nos faz querer ler? Saber quem ela matou, por que ela matou e se ela merece nossa piedade e compaixão. É assim que ela começa mostrando as primeiras páginas do diário dela, com observações escritas por ela na cadeia. Achei bem diferente esse estilo de narrativa e isso me prendeu demais. O problema aí foi o seguinte: as sequências da narração. A própria Flan fala que não se importa com o que faz sentido o ou não, pois é um diário. Isso é perceptível bem da metade pro fim, quando eu passei a ler uma página inteira sem entender quem é quem, quem disse o que, quem diabos estava narrando (mesmo sabendo que era o diário da Flannery) e por que tanto lenga lenga. 
11 abril 2018
Quando fui chuva

Quando fui chuva


   Saí correndo pelas escadas, abri a porta e senti os primeiros pingos de chuva molharem minha cabeça. Corri de olhos fechados, sentindo todos os respingos da chuva. Meu coração disparado me lembrava da loucura que eu estava fazendo. Mas não era loucura pra mim. Procurei em todos os lados. Não o encontrei. Em todos os bares, todos os clubes, nas esquinas, nas avenidas mais movimentadas. Eu não te encontrei. Minha certeza absoluta em te encontrar tornou-se mais uma razão de uma provável loucura. Continuei andando. Meus sapatos encharcados, minha blusa transparente e minha respiração descompassada me lembravam a cada segundo que tudo isso era por você. Sabe quando você disse que não desistiria de nós? Eu me lembro de ter sorrido. Você provavelmente achou que eu não tinha acreditado. E não acreditei, mas no fundo eu sabia que faria o mesmo por você. E é por isso que continuo aqui quando o frio já fez meus lábios ficarem roxos e meu corpo ficar tremendo, e no fundo eu sei que você desistiu de mim

    Você me esqueceu. E a chuva continua a me lembrar que eu não te esqueci.


21 de Junho de 2015, 23:46, EU.

P.S: era pra ser uma quase crônica bem fictícia e de fato foi, mas quase três anos depois encontro esse texto no fundo das minhas notas do celular. ler isso foi tiro no meu estômago, disparado por mim mesma, a eu de três anos atrás que jamais imaginaria que se identificaria com cem por cento dessas palavras. só queria compartilhar esse fato estranho com você.
P.S: o título é uma música linda da maria gadú que vem definindo minha vida ultimamente, escutem
09 abril 2018
RESENHA: O Conde Enfeitiçado (Bridgertons #6) - Julia Quinn

RESENHA: O Conde Enfeitiçado (Bridgertons #6) - Julia Quinn

O Conde Enfeitiçado
Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 304
Classificação etária*: +18 anos || Adicione no Skoob - Compre aqui (Físico | E-book)
Sinopse: Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz. No sexto livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn mostra, em sua já consagrada escrita cheia de delicadezas, que a vida sempre nos reserva um final feliz. Basta que estejamos atentos para enxergá-lo.


  Mais um livro incrível da Júlia Quinn que eu me impressiono com a qualidade. Sei que a série Bridgertons é apaixonante, mas a cada livro me apaixono ainda mais! Eu não tinha muitas expectativas pra esse livro, em que Francesca Bridgerton é a protagonista da vez, mas acabei me envolvendo muito com a história. 

  Francesca Bridgerton casou-se com John Stirling, o Conde X e estava complemente apaixonada por ele. Enquanto isso, o primo de John, Michael Stirling, sentia o coração disparar a cada olhar inocente e amoroso de Francesca. Dois anos depois, John morre e deixa Francesca abalada e viúva em uma sociedade que não aceitava muito bem esse estado de luto. Seu porto seguro seria Michael, seu melhor amigo, mas ele não sabe lidar com seus sentimentos cada vez mais reprimidos, em respeito ao luto da mulher que ama.

"Eu estou sempre observando você - respondeu ele, com uma expressão soturna. E assim ela ficou com aquilo na cabeça para refletir pelo resto da noite."

  Achei a temática sensacional. Que diferente essa situação de luto né? Eu, inicialmente, não consegui me conectar emocionalmente com a história, já que sei que deve ser horrível ser viúva tão cedo e ter que se casar com outra pessoa depois. Mas desde o começo tive um apreço incrível pelo Michael Stirling, um devasso incurável mas muito honesto e apaixonante. Ele é certamente um dos meus personagens favoritos da série e não pisou na bola como os outros. Acho que as ações de Michael, as boas e ruins, condizem totalmente com a felicidade de Francesca, que vinha em primeiro lugar.
07 abril 2018
RESENHA: Londres é nossa - Sarra Manning

RESENHA: Londres é nossa - Sarra Manning

Londres é nossa
Sarra Manning
Editora: Galera Record
Ano: 2017
Páginas: 266
Classificação etária*: +14 anos
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Sinopse: Uma divertida e acelerada carta de amor a Londres, a garotos e a alucinantes noites em claro Sunny sempre foi um pouco ingênua, até meio molenga. Mas quando recebe a foto de seu namorado beijando outra garota em seu celular, ela sabe exatamente o que fazer: encontrá-lo e terminar tudo. Só que... será que Mark não tem uma explicação para isso tudo? Eles estavam indo tão bem... Agora, Sunny precisa achar o rapaz em pleno sábado à noite em uma das cidades mais movimentadas do mundo. O que antes parecia uma tarefa simples virou uma verdadeira corrida maluca por Londres. No caminho, Sunny conhece um condutor de riquixá, grupo de dragqueens, sua banda girl power favorita e, principalmente, os Goddard – os gêmeos (primos) franceses mais misteriosos e descolados de Londres.

    Comprei esse livro bem baratinho na Bienal de Pernambuco, ano passado e nem foi apenas pela capa ser maravilhosa, mas pela sinopse ter chamado minha atenção. Me pareceu um young adult bem divertido, mas preciso confessar que li 50% do livro com raiva das atitudes da protagonista e me até o negócio de tudo acontecer em uma noite me estressou. Deixa eu contar pra vocês direitinho!

"Nada de festas. Pode reunir alguns amigos, mas não coloque nenhum convite no Facebook. Não quero chegar em casa e descobrir que quinhentos adolescentes drogados destruíram completamente a casa. Tenho certeza de que o seguro não cobre algo do tipo."

    Sunny é uma garota normal que achava que o centro de sua vida era seu relacionamento com Mark, um playboyzinho famoso de Londres. É no dia da narrativa inteira do livro que a vida de Sunny muda em 24 horas. Literalmente. Ela recebe uma mensagem com uma foto de Mark beijando outra menina e se põe nos ônibus de Londres à procura do namorado traidor. No caminho ela acaba encontrando dois primos franceses que a acompanham nessa jornada e nesse pra lá e pra cá até encontrar Mark.

Foto: Próxima Primavera

   Se a própria sinopse fala que Sunny é ingênua, acho que posso dizer aqui que ela é sim mil vezes ingênua, que chega a ser irritante. Será que tem adolescente que realmente age assim? O livro começa quando os pais de Sunny viajam e deixam a casa só pra ela, e claro, ela faz uma festa enorme e deixa a casa uma bagunça enorme com paredes sujas e móveis quebrados. Ela deixa a casa para sair com os amigos na manhã seguinte e aí descobre que o namorado estava beijando outra. A explicação do namorado? Ela me beijou, eu não a beijei mesmo estando com as mãos enterradas na bunda dela. Sunny o perdoou, pois ela sabia que ele não o trairia na noite em que perderia sua virgindade com ele. Ai, meu Deus. Tenho que continuar?

05 abril 2018
Um papo sobre parcerias com editoras, 100 resenhas postadas e determinação

Um papo sobre parcerias com editoras, 100 resenhas postadas e determinação

    Esse post vai ser um pouco diferente, creio eu. Já faz bastante tempo que venho direcionando o conteúdo do blog ao mundo literário exclusivamente, mas sinto saudades de abrir a página de postagem e simplesmente ir escrevendo e conversando com vocês. Uma conversa quase unilateral, é verdade, mas os comentários de vocês me fazem perceber que não é bem assim. É bem mútuo o negócio. Então, de vez em quando, vou chegar aqui e falar sobre algo que seja importante compartilhar, claro. Dessa vez eu senti a necessidade de fazer isso depois de dois acontecimentos importantes na minha vida e na minha trajetória com o Próxima Primavera. 

    O primeiro acontecimento que gostaria de conversar com vocês é a danada das parcerias com editoras. Se você me acompanha desde o começo (tem muita gente, nem acredito), sabe que eu nunca fui de considerar o blog como algo além de hobby, mas do ano passado pra cá, entrei na faculdade de Comunicação Social e vi que o que eu faço vai além de hobby. Eu tenho uma obrigação boa com vocês de ajudar a fazer crescer aí dentro dos coraçõezinhos de vocês a vontade de ler. Era esse meu objetivo e vai continuar sendo por o tempo que for necessário. Eu escrevo aqui porque amo escrever, amo ser compreendida, mas ainda por cima amo saber que estou contribuindo de verdade para a valorização da literatura mundial. O maior prazer que eu tenho é ver que alguém comprou um livro por minha indicação, ou que sentiu tanta emoção lendo minha resenha que foi correndo comprar. E olha que eu não recebo nada monetário por isso, o que eu recebo é alegria, sabe? Eu amo ter isso na minha vida. 


     E o que é uma parceria com uma editora senão uma troca mútua de divulgação? Divulgação que vai me fazer ler alguns livros e repassar pra vocês o que achei, do jeitinho que eu sempre faço (que mal parece uma resenha e sim um testemunho do que eu senti lendo)! O que mais me deixa triste é a desvalorização da nossa profissão. Sempre agradeço no stories do Instagram (@proximaprimavera) e mostro parcerias com editoras que eu amo e que sempre sonhei em ser parceira, mas o que eu recebo além de parabéns são frases como "quero ser blogueira pra ganhar livros" ou "como que cria um blog pra eu ficar ganhando livros também?". Pode ser ou não na inocência, mas eu levo como algo além. Como se a coisa mais simples do Universo fosse abrir o Blogger ou Wordpress e escrever sobre um livro que li e BUM os Correios vem entregar livros de graça na minha casa. 
03 abril 2018
RESENHA: A Garota do Calendário (Setembro) - Audrey Carlan

RESENHA: A Garota do Calendário (Setembro) - Audrey Carlan

A Garota do Calendário (Setembro)
Audrey Carlan
Editora: Verus
Ano: 2016
Páginas: 144
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Sinopse: Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser. Em setembro, Mia será obrigada a dar o cano no cliente do mês, pois um problema urgente de família exige sua atenção. Ela vai voltar para Las Vegas e ficar cara a cara com o passado, num reencontro que pode reabrir feridas antigas.


   Esse com certeza foi o volume com mais emoção de toda a série A Garota do Calendário. Nos outros oito livros, vemos um clima bem típico de romances eróticos, mas já em Setembro, devorei o livro inteiro em menos de 2 horas! 

"Mesmo quando seu rosto estava vermelho, sua fala arrastada e seus olhos cinzentos, ele me amou, e eu contava com aquele sentimento para seguir em frente. Na maior parte do tempo, deu certo." (Mia sobre seu pai)

ESTA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS DOS OUTROS LIVROS 

   Nesse livro, Mia Saunders precisa lidar com a piora do estado de saúde do seu pai e com muito perigo, devido ao atraso de seu pagamento ao seu ex namorado agiota. Enquanto isso, ela tenta manter a calma e pensar no melhor para si mesma. Não tem muito o que falar sobre esse livro sem dar spoilers. Depois de oito livros, Mia me pareceu mais madura e sofrendo as consequências psicológicas de ter passado por uns maus bocados durante todos os volumes da série. 

"Mais que tudo, eu queria acreditar nas promessas dele. Pela primeira vez na vida, deixei tudo nas mãos de Deus, do universo e de quem mais quisesse ouvir o meu pedido para que as pessoas que eu amava saíssem dessa situação sãs e salvas."
01 abril 2018
RESENHA: Todo dia a mesma noite - Daniela Arbex

RESENHA: Todo dia a mesma noite - Daniela Arbex

Todo dia a mesma noite: a história não contada da boate kiss
Daniela Arbex
Editora: Intrínseca
Ano: 2018
Páginas: 236
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Sinopse: Daniela Arbex reafirma seu lugar como uma das jornalistas mais relevantes do país, veterana em reportagens de fôlego - premiada por duas vezes com o prêmio Jabuti - ao reconstituir de maneira sensível e inédita os eventos da madrugada de 27 de janeiro de 2013, quando a cidade de Santa Maria perdeu de uma só vez 242 vidas. Foram necessárias centenas de horas dos depoimentos de sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde - ouvidos pela primeira vez neste livro -, para sentir e entender a verdadeira dimensão de uma tragédia sobre a qual já se pensava saber quase tudo. A autora construiu um memorial contra o esquecimento dessa noite tenebrosa, que nos transporta até o momento em que as pessoas se amontoaram nos banheiros da Kiss em busca de ar, ao ginásio onde pais foram buscar seus filhos mortos, aos hospitais onde se tentava desesperadamente salvar as vidas que se esvaíam. Foi também em busca dos que continuam vivos, dos dias seguintes, das consequências de descuidos banalizados por empresários, políticos e cidadãos.
 

     Está sendo extremamente difícil sentar e escrever sobre esse livro que me deixou de luto. Venho adiando o dia de escrever esta resenha ao máximo, mas chega uma hora que a gente tem que enfrentar e falar tudo, mesmo que o tudo que eu sinto não possa ser colocado em palavras. Esse livro era um dos meus desejados desde o lançamento, não só por eu ser apaixonada pelo jornalismo e estudá-lo na faculdade, mas também por ter sido muito afetada anos atrás, aos 12 anos de idade, por uma tragédia enorme que aconteceu naquele 27 de Janeiro de 2013. Ler esse livro foi como estar inserida de alguma forma em Santa Maria.

"Em menos de dez minutos, Homero descobriu que ele e a esposa haviam perdido tudo o que possuía valor na vida que construíram juntos. Não tinham a menor ideia de como continuar sem as filhas."

     Em 2013, todos os jornais falavam da tragédia que aconteceu lá em Santa Maria, no Sul do país. A boate Kiss pegou fogo com centenas de universitários, que tentavam se divertir após suas cansativas rotinas. Daniela Arbex entrevistou profissionais envolvidos naquele dia, familiares, vítimas e moradores de Santa Maria e reconstituiu os acontecimentos daquela noite de forma emocionante, mostrando que as sequelas desse dia ainda serão sentidas para sempre. 

"Era preciso continuar atendendo, mesmo após saber que o filho estava entre as vítimas. Naquele momento, os feridos precisavam dele por inteiro. Mais do que nunca, o médico teria que desempenhar seu papel."

por aqui...

algumas parcerias e informações