30 março 2018
Sorteio de aniversário do blog Pétalas de Liberdade!

Sorteio de aniversário do blog Pétalas de Liberdade!


     Quem não gosta de sorteios, não é mesmo? Adoro os coletivos, porque nunca vou adivinhar quando a sorte está do meu lado e imagina só ganhar vários livros de uma vez só? O Próxima Primavera está participando do sorteio de aniversário do blog Pétalas de Liberdade junto com outros blogs maravilhosos. Vai perder essa chance de ganhar uns livros bem massa?


28 março 2018
RESENHA: Desaparecida - Catherine McKenzie

RESENHA: Desaparecida - Catherine McKenzie

Desaparecida
Catherine McKenzie
Editora: Leya
Ano: 2014
Páginas: 318
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Sinopse: Quem nunca sonhou em recomeçar a própria vida do zero? A jovem advogada Emma Tupper se vê diante dessa oportunidade quando volta para casa, após passar seis meses desaparecida na África. Surpresa, percebe que todos acreditam que ela estava... morta. Emma descobre que sua antiga vida foi apagada. O apartamento onde vivia acaba de ser alugado para um novo inquilino, o misterioso fotógrafo Dominic. No escritório de advocacia, no qual construía uma carreira brilhante com chances de concorrer ao cargo de sócia, sua rival Sophie se apossou não só de seus clientes e de sua sala, mas também de seu namorado, Craig. Enquanto tenta resolver o caos no qual seu mundo se transformou, Emma se questiona: ela era feliz antes de sua viagem à África? Tinha valido a pena se sacrificar tanto em nome do trabalho? Amava Craig de verdade? Queria mesmo ter aquela vida de volta? Romântico e espirituoso, Desaparecida revela a envolvente trama de uma mulher à procura de si mesma.
 

     Sabe quando o livro tem a sinopse perfeita e você já consegue imaginar que vai ter um enredo bem viciante e completo? Bem, isso aconteceu nesse livro, mas a parte ruim é que só a sinopse e a ideia do livro são boas. Li capítulos inteiros bem entediada com a quantidade desnecessária de eventos que a autora jogava totalmente sem necessidades. Sinceramente, nem sei se valeu a pena a tentativa. 

     Em Desaparecida, Emma sofre a perda de sua mãe e planeja realizar seu último desejo de quando ela estava viva: visitar a África. Nessa viagem, que ela supostamente descobriria o porquê de ter ido para lá, ela acaba ficando presa por meses sem acesso a internet nem telefone. Quando Emma finalmente consegue voltar para casa, percebe que tinham a dado como morta e desaparecida e ela precisa recuperar sua vida antiga ou apenas construir uma nova. 

"- Onde foi parar aquela Emma que fez tudo isso?
- Eu acho que a perdi na África."

     "Se você tivesse a chance de recomeçar, o que você faria?". Essa frase está presente na capa do livro, que eu honestamente achei linda demais. O grande problema é a ilusão presente nela e na sinopse do livro. Emma é uma das personagens mais indecisas que eu já conheci nessa vida. Quando ela chega da África, esperneia demais porque tudo mudou. Ela queria que não mudasse? E então ela passa quase metade do livro na fossa porque as pessoas desistiram dela e, inclusive, o namorado, que estava saindo casualmente com sua inimiga mortal da empresa de advocacia em que trabalham. 
25 março 2018
RESENHA: Simon vs. a agenda Homo Sapiens - Becky Albertalli

RESENHA: Simon vs. a agenda Homo Sapiens - Becky Albertalli

Simon vs. a agenda Homo Sapiens
Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 272
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Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu. Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos.
 

   Confesso que a motivação inicial de ler esse livro foi o lançamento da adaptação Com Amor, Simon (que está em pré estreia em alguns cinemas brasileiros), mas devo me defender dizendo que já me interessava pelo livro e por conhecer a escrita da Becky Albertalli há muito tempo por causa de inúmeras críticas positivas. Simon vs. a agenda Homo Sapiens foi um dos livros mais maravilhosos que já li até hoje e talvez ele esteja sendo já o meu queridinho de 2018. Não esperava tanto do livro, mas ele me conquistou demais e eu espero passar um pouco desse meu amor pela obra aqui pra vocês por meio dessa resenha.

"Um hétero que mal me conhece está me aconselhando a sair do armário. Sou praticamente obrigado a revirar os olhos."

   Nesse livro conhecemos Simon, um garoto de dezesseis anos que é gay. Ninguém sabe da sua sexualidade, mas não por ele ter vergonha ou medo de sair do armário e sim porque acha extremamente injusto gays terem que ter a fase de revelação para o mundo e os héteros não e nem liga pra revelação de fato. Ele realmente não liga muito para o que as pessoas podem pensar dele, pois é simplesmente quem ele é. Em um post do Tumblr de fofocas da escola, Simon conhece Blue, um menino anônimo que estava se revelando gay e foi aí que nosso querido Simon resolveu dar seu apoio. Simon e Blue viram amigos virtuais no anonimato. O grande problema surge quando Martin, um pseudo nerd, lê os e-mails dos dois e chantageia Simon para não divulgar todo o romance dos dois. Assim Simon vai aprender a lidar com os sentimentos dele por Blue e passar por todo esse drama. 

"Blue não é o verdadeiro nome dele. Ele é uma pessoa. Pode ser até alguém que eu conheço. Mas não sei quem. E não sei se quero saber."
23 março 2018
#PREFIROOLIVRO Extraordinário (R.J Palacio) vs. Extraordinário (2018)

#PREFIROOLIVRO Extraordinário (R.J Palacio) vs. Extraordinário (2018)

   

  Mais um post da linda coluna chamada #prefiroolivro. O nome continua totalmente sem graça, mas, explicando novamente, é uma brincadeira porque parece que em todos os filmes ou séries adaptados de livros, surge gente do bueiro pra dizer que prefere o livro. A estreia da coluna foi com a série Confess, adaptação do livro Confesse da Colleen Hoover, rainha dos romances New Adult. Dessa vez, trouxe uma adaptação beeem conhecida por todos que foi a de Extraordinário, que esteve nos cinemas há pouco tempo. Confesso que queria muito ter tido a emoção de ver esse filme lindo no cinema, mas eu estava de férias e longe da cidade onde moro e tem cinema haha. Vi umas semanas atrás pela internet mesmo e lembro até hoje do rio de lágrimas que eu chorei. Tome choro!


SOBRE O LIVRO EXTRAORDINÁRIO, DA R. J PALACIO

       Pra quem ainda não conhece a história emocionante de August Pullman, eis aqui minha sinopse totalmente parcial. Auggie é uma criança que nasceu com uma síndrome genética que, mesmo depois de várias cirurgias plásticas, o deixou com uma deformidade facial bem perceptível. O livro é centrado na primeira vez de Auggie na escola e como foi lidar com o bullying e a recepção de tantas crianças de uma vez, curiosas com o rosto dele. O livro é escrito lindamente, bem juvenil mesmo, então dá sim pra você comprar e presentear um irmão mais novo (vou seguir meu próprio conselho), um primo ou um afilhado, quem sabe. Extraordinário ensina sobre amizade, coragem e família de uma forma que te encanta de verdade. 

"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo." Auggie
        Além de conhecer e me apaixonar por Auggie, o livro é dividido em vários personagens, coisa que ficou ainda mais envolvente na escrita da R. J. Palacio e a gente pode conhecer as lutas diárias não só de Auggie, mas de amigos dele e da própria irmã dele, a Via.


SOBRE O FILME EXTRAORDINÁRIO (2018)

Foto: rtve.se
    Que filme mais lindo! O que eu não chorei no livro, chorei duplamente nesse filme. Não sei vocês, mas certos livros não conseguem me fazer ver a situação do jeito que é. Por exemplo, com Auggie vemos que ele sofre bastante e teve uma vida bem difícil, que piora quando ele vai para escola pela primeira vez, mas eu não consegui imaginar muito porque meu cérebro barrava, assim como o sofrimento com A Culpa é das Estrelas, que aconteceu bem mais no filme do que no livro comigo (por mais que eu tenha me desidratado nos dois). 
21 março 2018
RESENHA: Não é um Conto de Fadas - Kim RosaCuca

RESENHA: Não é um Conto de Fadas - Kim RosaCuca

Foto: Saraiva
Não é um Conto de Fadas
Kim RosaCuca
Editora: Hyria
Ano: 2016
Páginas: 144
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Sinopse: Muito mais íntimo do que seus vídeos no YouTube, Kim RosaCuca mostra aspectos particulares em 'Não é um conto de fadas', publicado pela Editora Hyria. Este livro da youtuber, que já atingiu mais de 1 milhão de inscritos, transporta-nos para um universo que todos compartilhamos: o da ingenuidade na infância, das peripécias na adolescência, das alegrias, dos encontros e desencontros, amores, amigos, família...
*Livro cedido em parceria com a editora
 

     Já conhecia a youtuber Kim RosaCuca, mas não assistia os vídeos dela constantemente, nem sabia de sua história. A Editora Hyria me enviou três exemplares de Não é um Conto de Fadas para sorteio aqui no blog (o primeiro já foi feito, o segundo está no ar e o terceiro será feito em breve, em conjunto) e resolvi também resenhar aqui pra vocês, pois se gostarem do que falei, já podem correr lá na página do Próxima Primavera no Facebook para participar!

"Mas sabem o que acontece com as pessoas que tentam agradar todo mundo? Quanto mais elas tentam, menos conseguem."

     Não é Um Conto de Fadas é um livro autobiográfico da youtuber Kim RosaCuca, mas ao contrário de muitos outros livros assim, o foco não foi sua trajetória no Youtube e nem momentos bons de sua infância até o momento presente. Kim abre seu coração e conta que sim: a vida dela não foi nada como um conto de fadas, revelando como sua adolescência foi conturbada, resultando no que ela é hoje. 
19 março 2018
RESENHA: Estamos Bem - Nina LaCour

RESENHA: Estamos Bem - Nina LaCour

Estamos Bem
Nina LaCour
Editora: Plataforma21
Ano: 2017
Páginas: 224
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Sinopse: Marin deixou tudo para trás. A casa de seu avô, o sol da Califórnia, o corpo de Mabel e o último verão agora são fantasmas que ela não quer revisitar. O retrato de uma história em que já não se reconhece mais. Ninguém nunca soube o motivo de sua partida. Nada se sabe sobre a verdade devastadora que destruiu sua vida. Agora, ela vive em um alojamento vazio e está sozinha no inverno de Nova York. Marin está à espera da visita de sua melhor amiga e do inevitável confronto com o passado. As palavras que nunca foram ditas finalmente se farão presentes para tirá-la das profundezas de sua solidão.


      Lembro que a primeira vez que ouvi falar desse livro foi nos stories da Bruna Vieira, do Depois dos Quinze. Ela estava mostrando os livros de capas mais bonitos de uma livraria de São Francisco, na Califórnia, e eu automaticamente achei a capa desse maravilhosa. Assim que vi que foi lançado no Brasil, já sabia que leria pela perfeição da capa, mas a sinopse meio misteriosa me deixou bem curiosa também e foi assim que comecei minha leitura.

"Todos (os cobertores) estão dizendo: deite. Ninguém vai saber se você passar o dia inteiro na cama. Ninguém vai saber se ficar com o mesmo moletom o mês todo, se fizer todas as refeições vendo TV e limpar a boca na camiseta. Vá em frente, escute a mesma música sem parar, até o som perder o sentido. Você pode passar o inverno dormindo."

     O livro conta a história de Marin, que fugiu de casa depois de uma tragédia, deixando tudo para trás, inclusive sua melhor amiga (e amante) Mabel. Ela tem fantasmas do passado a atormentando todos os dias enquanto passa as férias de fim de ano sozinha no alojamento da faculdade e é uma visita de Mabel que faz com que Marin tenha ânimo de receber a amiga e ainda por cima de lidar com respostas para perguntas que nem ela mesma sabia que existiam. 

    Estamos Bem é bem misterioso em si. Não sabia bem o que estava acontecendo com Marin no começo, mas amei a escrita meio poética da autora, que me deixou fascinada pelo conjunto de palavras que eram pesadíssimas, mas tão verdadeiras. Vemos uma protagonista que fugiu de casa e não sabemos os motivos, mas vemos claramente os sintomas de depressão, ansiedade e síndrome do pânico. E é com a chegada da tal melhor amiga que tudo muda. 
16 março 2018
5 livros com personagens femininas

5 livros com personagens femininas

      Dando continuidade no projeto Próximo Capítulo, com mais algumas blogueiras, o tema do mês é em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que foi dia 8 de março, mas sim, libero o post bem depois porque todo dia é dia de mostrar a nossa força e luta diária. Então, escolhi cinco livros que li em que uma personagem mulher me chamou atenção por sua bravura diante dos acontecimentos do livro.



1- Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
Romance Britânico | RESENHA AQUI

Elizabeth Bennet (Orgulho e Preconceito)
Acho que não dá pra não colocar a Lizzie nesse post. Orgulho e Preconceito foi o último livro que resenhei aqui no blog e me impressionou demais o fato de a protagonista viver no século XIX e já ter alguma ideia do feminismo. A gente sabe que no passado, as mulheres tinham apenas o dever de reger a casa e ser participante da sociedade, enquanto o homem era encarregado de todo o resto e devia ser elogiado pela mulher. Lizzie, em 1800 e bolinhas, já desafiava Mr. Darcy e se recusava a aceitar certas obrigações daquela época, como um casamento. Não posso dar spoilers, claro, mas minha cena preferida de Orgulho e Preconceito é quando Lizzie levanta a cabeça (se não a coroa cai) e nega uma situação, deixando sua mãe extremamente chateada, que chega a ameaçar não ser mais mãe de Lizzie, por ter uma filha tão mal educada e sem jeito - o que hoje podemos dizer que é independente. 

2- Paola, de Sorrisos Quebrados (Sofia Silva)
Drama | RESENHA AQUI

Esse foi um dos meus livros favoritos de 2017 e a bravura da protagonista Paola, me impressiona até agora, quando lembro da leitura. Em Sorrisos Quebrados, vemos que Paola é uma mulher extremamente frágil em relação a sua saúde mental. Tudo isso porque estava em um relacionamento abusivo e com muita violência. Ela escapou de seu antigo casamento com sequelas além das psicológicas e tem cicatrizes no rosto que a lembram todos os dias que sobreviveu a pior fase de sua vida. Foi aí que eu vi que mesmo em torno de tanto medo, Paola aos poucos conseguiu se abrir para novos horizontes e deixar que aquela ferida fosse apenas um símbolo de coragem e não de tristeza.

Hazel Grace (A Culpa é das Estrelas)

3- Hazel Grace, de A Culpa é das Estrelas (John Green)
Young Adult | Romance | Sick-lit

Impossível não falar da Hazel Grace. Só quem leu ou assistiu ao filme, sabe o quanto ela sofreu com seu câncer. Não penso apenas na personagem, mas em todas as mulheres e homens que lutam diariamente contra o câncer e tantas vezes pensam que nunca viverão a vida normalmente. Hazel foi corajosa e arriscou a vida por seu último desejo: saber o final de seu livro favorito, acompanhada do majestoso e fofo Augustus Waters. Só Deus sabe as lágrimas que derramei pela Hazel, ao ver que desde tão pequena ela já é uma guerreira. 


14 março 2018
RESENHA: Orgulho e Preconceito - Jane Austen

RESENHA: Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Orgulho e Preconceito (Razão e Sensibilidade & Persuasão)
Jane Austen
Editora: Martin Claret
Ano: 1813 (edição de 2015)
Páginas: 631
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Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

"É verdade universalmente conhecida que um homem solteiro e muito rico precisa de uma esposa."

     Devo dizer que finalmente estou postando a resenha desse clássico, que todo mundo leu menos eu. Tá bom, é exagero, mas quase todos os blogs literários que eu vejo já resenharam Orgulho e Preconceito e eu sequer conhecia a escrita e história da Jane Austen, rainha dos romances. E foi assim que comprei essa edição maravilhosa da Martin Claret, que conta com Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade e Persuasão, na Bienal de Pernambuco do ano passado. Paguei um preço bem carinho levando em consideração que agora ele está bem mais barato na internet, mas valeu a pena sim!

"O seu amigo, Sr. Darcy, logo chamou a atenção do salão pela figura elegante e alta, as belas feições, o porte nobre e a notícia, que passou a circular cinco minutos depois da chegada, que dispunha de uma renda de dez mil libras por ano. (...) até que seus modos causaram certo descontentamento, que virou a maré da sua popularidade; pois descobriram todos que ele era orgulhoso, se achava superior aos presentes, e que não podiam agradar-lhe."

    Elizabeth Bennet é a mais excluída entre todas as suas irmãs e vê sua vida mudar quando o Sr. Bingley, sua irmã, seu cunhado e seu melhor amigo, Mr. Darcy, se mudam para Longbourn, atraindo a atenção da família Bennet. É de extrema importância que o mais adequado dos dois solteiros disponíveis, fosse apresentado a mais meiga das meninas, Jane Bennet. Em um baile, Jane se encanta pelo Sr. Bingley, enquanto a nossa protagonista, Lizzie Bennet, não aceita a atitude rude Sr. Darcy, que era quieto e completamente desaforado com ela. Em um certo triângulo amoroso, Lizzie Bennet se dá conta que nem sempre os homens "adequados" são os melhores de coração e aprende uma lição incrível sobre o orgulho e preconceito. 
09 março 2018
RESENHA: O Menino do Pijama Listrado - John Boyne

RESENHA: O Menino do Pijama Listrado - John Boyne

O Menino do Pijama Listrado
John Boyne
Editora: Seguinte
Ano: 2007
Páginas: 190
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Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.
 

       Não sei nem com que coragem vou escrever essa resenha. Acabei de terminar o livro e enquanto escrevo isso aqui não faço ideia do que posso dizer a seguir. Os sentimentos estão confusos e existe uma dor no meu peito real que eu juro que tentei não sentir, mas foi impossível. Como vocês que acompanham o blog devem ter percebido, estou lendo uns livros bem baseados em fatos reais, tragédias e crimes. O Menino do Pijama Listrado é o segundo livro com temática sobre Holocausto que leio na vida e mesmo depois de ter lido O Diário de Anne Frank, continuo sem conseguir me preparar psicologicamente para ler algo assim.

"Quando fechava os olhos, tudo ao seu redor parecia simplesmente vazio e frio, como se ele estivesse no lugar mais solitário do mundo."

      Bruno é um menino sábio, teimoso e apaixonado por explorar. Ele tem apenas 9 anos, mas ele não gosta que digam isso, pois se acha grande o suficiente. Ele e sua família são obrigados a se mudar da Alemanha para um lugar que ele sequer sabia que podia ser tão monótono e triste. Isso porque ele não fazia ideia do porquê que estava ali e nem o motivo pelo qual seu pai é tão importante por ali. Certo dia, olhando pela janela de seu quarto, avistou um campo de concentração e, claro, não soube o que é aquilo, mas foi explorar, conhecendo assim Shmuel, um judeu que vira seu melhor amigo. É assim que ele percebe que a vida fora e dentro da cerca pode ser bem diferente, como ele jamais imaginara,

     Minhas primeiras impressões sobre esse livro foram as melhores. Ele é narrado em terceira pessoa, mas de uma forma tão juvenil, fofa e gostosa de ler, que me senti sinceramente com 10 anos de idade lendo um paradidático da escola. A narrativa vai se construindo na inocência de Bruno e nas suas relações com a família e os amigos e o grande desastre que foi se mudar de Berlim, onde estavam todos que ele amava. 

"'Por que há tantas pessoas do seu lado da cerca?', perguntou ele. 'E o que vocês estão fazendo aí?'"
07 março 2018
TAG: Acumulador de Livros

TAG: Acumulador de Livros

     Faz bastante tempo que não trago uma TAG aqui no blog e dentre as várias que tenho salvas por aqui, escolhi a Acumulador de Livros, que vi séculos atrás no blog Galáxia dos Desejos e fiquei louca pra responder. É sempre bom pensar um pouco nas perguntas e trazer indicações de livros ao mesmo tempo, né? haha. 

1- Acumulador - Qual livro que você deveria se livrar, mas por alguma razão não consegue? (Orgulho de ter lido? Foi presente? Ainda quer ler? Tem algum laço afetivo?).


Esse livro eu comprei em um estande de livros baratos no shopping. Eu estava bem na minha vibe de começo de paixão por thrillers e investigações criminais na época. Creio que comecei no livro errado porque esse é extremamente técnico e cansativo. Não  consigo trocar, vender ou algo assim porque a diagramação é linda e eu ainda tenho esperanças de que vou ler!







2- Colecionador compulsivo – Qual livro ou edição você sonha em ter? (livro raro, autografado, primeira edição).


Sério, quando eu finalmente comprar essa edição vou dormir com ela! Eu sou completamente apaixonada pela Anne Frank e esse é meu livro favorito atualmente e desconfio que nenhum vá ultrapassar ele, mas essa edição divina que imita o próprio diário dela é meu sonho. Espero muito poder comprar ainda esse mês!








3 – Caos confortável – Qual livro da sua estante foi o mais acolhedor?


Eu já disse aqui várias vezes que fielmente acredito que tem livros que você lê na hora certa e que até parece que escreveram pra você ou se baseando na sua experiência. Aconteceu isso comigo ano passado várias vezes, mas a leitura mais acolhedora foi Sorrisos Quebrados, que me inspirou tanto que eu nem consigo explicar. Devo muito à Sofia Silva!







05 março 2018
RESENHA: Casos de Família - Ilana Casoy

RESENHA: Casos de Família - Ilana Casoy

Casos de Família
Ilana Casoy
Editora: DarkSide Books
Ano: 2016
Páginas: 560
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Sinopse: A pedido da editora, Ilana Casoy mergulhou em suas anotações particulares que está de volta com mais uma luxuosa reedição de suas obras, incluindo os inéditos fac-símiles de seus cadernos secretos. Primeira autora nacional da DarkSide®, Ilana traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no desenrolar dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público. Em “Arquivos Richthofen” o leitor vai acompanhar o comportamento dos três assassinos — as contradições e os erros decisivos; a distância de Suzane ao relatar os fatos, o descontrole de seu namorado Daniel na reprodução simulada do crime, os depoimentos e técnicas de investigação da polícia, dos médicos legistas, peritos e especialistas, que não deixaram outra alternativa aos culpados que confessar os assassinatos brutais. A grande novidade fica por conta da transcrição inédita do emblemático debate entre acusação e defesa, com o objetivo de oferecer os detalhes do julgamento nunca publicados. Em “Arquivos Nardoni” o mergulho é em um dos casos criminais mais polêmicos já ocorridos no Brasil, que contou com um qualificado trabalho da polícia técnico-científica — única “testemunha” do crime. Ilana reconstrói os cinco dias do julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella de Oliveira Nardoni, condenados pelo assassinato dela. A autora foi colaboradora do Ministério Público, que, com a ausência da confissão dos réus, trabalhou com provas periciais irrefutáveis para confrontar a versão do casal no tribunal do júri.
 

     Segura o coração que essa resenha foi muito esperada por mim e por bastante gente no Instagram. Pra quem ainda não sabe, eu sou a louca dos thrillers e investigações criminais, então quando soube da existência desse livro, coloquei na minha lista de desejados do Skoob e esperei eternamente uma promoção e ela finalmente chegou! Passo horas vendo reportagens de crimes e tragédias do Fantástico no Youtube e o caso da Suzane Richthofen já me interessava há muitos anos, motivo que só aumentou meu desejo em ter esse livro maravilhoso!

"Em algum momento, esse casal decidiu, esse casal ali [apontando para Suzane e Daniel], que agora está distante, mas está distante agora, decidiu que precisava fazer alguma coisa. Que precisava dar um passo a mais. E qual era o passo a mais? Eliminar o casal Richthofen, eliminar Manfred e Marísia, esse é um segredo que não se compartilha, isso é algo que não se fala, mas como ninguém percebeu?"


    Em Casos de Família, Ilana Casoy conta em detalhes os dois crimes que chocaram o Brasil. Na primeira parte, o assassinato de Manfred e Marísia Von Richthofen, pelos irmãos Cravinhos e arquitetado pela filha do casal Suzane Von Richthofen. Nesse caso, Ilana descreve quase como uma história com um final trágico, um romance em que os pais eram os vilões, segundo os dois amantes que queriam ficar juntos. É assim arquitetado o plano de assassinato dos pais da herdeira Suzane, que foram mortos de forma fria e calculista e tudo foi feito para que parecesse um assalto. Na segunda parte do livro, Ilana assiste o julgamento de outro crime chocante: o assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos de idade, pelo pai Alexandre Nardoni e sua madrasta Anna Carolina Jatobá. O casal já tratava Isabella mal e em uma briga surtaram, Jatobá asfixiou Isabella e a jogou do andar do prédio, o que também era pra parecer um assalto. É nesse livro que analisamos em detalhes a frieza para cometer tais atos e o quanto o ser humano é capaz de fazer fora de si. 


   Comecei com muita fé que iria conseguir ler o livro inteiro sem interrupções. Eu já havia assistido o vídeo da Bel sobre esse livro e já sabia que ela tinha dito que pulou o crime da Suzane, pois tinha achado pesado demais. E é verdade. O livro começa com Ilana narrando todo o crime, como se fosse uma narradora observando tudo, a história foi resultado de inúmeros depoimentos colhidos, que são detalhados também no decorrer do livro. Não consegui cumprir o que queria e acabei parando logo no começo do livro. A autora descreveu mesmo como o crime aconteceu e eu tive ânsias de vômito ao ler as descrições dos corpos, feita pelo IML. 
02 março 2018
RESENHA: A  Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

RESENHA: A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard


A Rainha Vermelha
Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Ano: 2015
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Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.
 

 Demorei tanto pra ter esse livro, que o fato de eu ter dado cinco estrelas até agora me impressiona. Essa foi minha tentativa de ler uma distopia com pedacinhos de fantasia e, agora que já me familiarizei com o gênero, mal posso esperar para continuar a trilogia e ler mais livros parecidos com esse.


"Os agentes são prateados, e os prateados não têm nada a temer de nós, vermelhos."


   Mare Barrow tem sangue vermelho em uma sociedade onde a população é dividida pela cor do sangue. Os vermelhos são injustamente inferiores aos prateados, que têm poderes e são postos acima de todos. Em uma tentativa de fugir do recrutamento (a ida à guerra, quando você está desempregado), Mare acaba conseguindo ser criada no palácio real e lá descobre que é uma criatura especial nesse mundo dividido de vermelhos e prateados. Ela se alia a Guarda Escarlate, um grupo terrorista em defesa do mundo igualitário, e passa a ter que lidar com dois príncipes de índoles totalmente apostas, ficando não só em um triângulo amoroso, mas vendo toda a sua vida ficar em risco.

    Quase abandonei A Rainha Vermelha. O primeiro capítulo não me prendeu e eu sinceramente achei que os outros capítulos iriam ser assim meio chatos e sem graça. Agradeço por ter ido em frente e continuado, pois no segundo capítulo eu já queria respostas e imaginava o quanto esse livro me revelaria sobre os vermelhos e prateados. 


"Esta é a verdadeira distinção entre prateados e vermelhos: a cor do sangue. Esta única diferença os torna mais fortes, mais inteligentes e melhores que nós."


por aqui...

algumas parcerias e informações