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O Apanhador no Campo de Centeio
J. D. Salinger

2

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RESENHA: O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger

04 novembro 2017
O Apanhador no Campo de Centeio
J. D. Salinger
Editora: Editora do Autor
Páginas: 207
Ano: 1951 (essa edição é de 1999)
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Sinopse: À espera no centeio (O Apanhador no Campo de Centeio na edição brasileira) narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova York. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso. No regresso a casa, decide fazer um périplo adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha) e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça. Foi este livro que criou a cultura-jovem, pois na época em que foi escrito, a adolescência era apenas considerada uma passagem entre a juventudade e a fase adulta, que não tinha importância. Mas esse livro mostrou o valor da adolescência, mostrando como os adolescentes pensam.

   A primeira vez que ouvi falar de O Apanhador no Campo de Centeio foi em algum filme aí que se passava no ensino médio americano. Esse é um dos clássicos que o pessoal lá precisa ler para as aulas, assim como A Moreninha ou Iracema são para nós brasileiros. Sempre tive um sonho de ler esses clássicos da literatura estrangeira e, depois de ver Gilmore Girls, fiquei mais louca ainda e resolvi participar do projeto Rory Gilmore Books Project, em que temos que ler os mais de 300 livros lidos pela Rory ao longo da série (esse é o quinto livro da lista que leio e resenho aqui no blog). O Apanhador no Campo de Centeio é um dos primeiros a serem falados na séries e assim, resolvi começar por ele e me impressionei bastante. Esse é definitivamente o livro que eu quero ter na minha estante e que eu desejei ter lido na minha adolescência. 

“Sou o maior mentiroso do mundo. É bárbaro. Se vou até a esquina comprar uma revista e alguém me pergunta onde é que estou indo, sou capaz de dizer que vou a uma ópera. É terrível. Por isso, quando disse ao velho Spencer que tinha de ir ao ginásio apanhar o meu equipamento, era pura mentira. Nem costumo deixar a droga de meu equipamento no ginásio.”

   Em O Apanhador no Campo de Centeio, Holden Caulfield conta sua própria história, ou melhor, a história de sua expulsão no colégio para meninos que costumava frequentar. Holden foi reprovado em todas as matérias (menos inglês) e foge do colégio para rever e conhecer algumas figuras da sua adolescência antes de ter que lidar com as consequências de sua expulsão. O que Holden faria quando seus pais descobrissem? Na sua jornada de 1 semana, ele encontra freiras, taxistas, ex professores, uma ex namorada e sua irmã mais nova para assim decidir o que faria de sua vida.

“Só porque eles se acham fabulosos, pensam que todo mundo também os acha fabulosos, e que a gente está doido para fazer-lhes um favor. De certo modo, até que é engraçado.”

   No começo, achei o livro bem parado, apesar de ter uma escrita bem fluida. Não é que ele tenha sido paraaado, mas não tinha ainda algo que me prendesse, sabe? O livro foi lançado em 1951, mas J. D. Salinger fez questão de deixar a narração de Holden cada vez mais adolescente e “atual”. Juro que se eu não tivesse procurado a data da edição, nunca arriscaria que o livro é de antes da década de 70! Em meio a palavrões, gírias e costumes bem americanos dos adolescentes até hoje, Holden passa por situações complicadas e até cômicas até o fim de sua jornada em Nova York.

“Juro por Deus que, se eu fosse um pianista, ou um autor, ou coisa que o valha, e todos aqueles bobalhões me achassem fabuloso, ia ter raiva de viver. Não ia querer nem que me aplaudissem. As pessoas sempre batem palmas pelas coisas erradas.”

   Achei bem bonito o ensinamento por trás das ações de Holden. Ele errou pra caramba, mas reconhecia o que tinha errado e procurava consertar. Acho que posso considerá-lo um dos personagens mais honestos que já conheci. Gostei muito dele. 

“Sei que o Allie já morreu! Você acha que eu não sei? Mas mesmo assim posso continuar gostando dele, não posso? Pomba, só porque uma pessoa morreu não quer dizer que a gente tem que deixar de gostar dela... Principalmente se era mil vezes melhor do que as pessoas que a gente conhece, e que estão vivas e tudo.”

   Li que O Apanhador no Campo de Centeio foi considerado o livro que deu “início” a adolescência como fase da vida. Antes, ela não era vista como fase e com o Holden e todos os seus pensamentos expostos, ações irresponsáveis e provas de que a adolescência é sim uma fase, acabaram considerando mesmo. Holden fala sobre sexualidade, consumo de álcool e drogas e a temática do livro todo engloba bem a psicanálise e essa coisa toda de comportamento e até depressão. Acho isso f*da demais! Holden realmente é um típico adolescente e me identifiquei demais com algumas linhas de pensamento e ações dele. Quanto às minhas expectativas para o livro, foram todas contrariadas. Gente, eu jurava que ia ser um livro chato sobre um apanhador num campo de centeio, seja lá o que isso for. Mas o real significado do título do livro foi revelado pelo Holden quase no fim, e fez com que eu desse 4 estrelas pelo livro, e não apenas 3 como eu esperava. Fez total sentido e me fez gostar ainda mais do Holden. Ele é único e, mesmo tendo reprovado em quase todas as matérias, provou pra quem leu que você não precisa de notas para provarem o quanto você é maravilhoso, inteligente e único. 

“O homem que cai não consegue nem mesmo ouvir ou sentir o baque do seu corpo no fundo. Apenas cai e cai. A coisa toda se aplica aos homens que, num momento ou outro de suas vidas, procuram alguma coisa que seu próprio meio não lhes podia proporcionar.”

"A característica do homem imaturo é aspirar a morrer nobremente por uma causa, enquanto que a característica do homem maduro é querer viver humildemente por uma causa". 

  1. Oie Clarissa.

    Sou louca para ler esse livro e assim como você também achava que ele seria bem difícil de ler, mas agora vi que até que poder viável.

    Ótima resenha

    bjs
    http://www.auniversitaria.com/

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  2. Acho que eu nunca tinha lido uma resenha sobre esse livro, mas lembro da Rory falando dele na série. Parece beeeem mais legal do que eu imaginava, esperava algo super engessado e filosófico, e parece mais atual, sei lá. Acho que uma hora dessas vou dar uma chance pra ele, apesar de não ser beeem a minha cara x)

    Boa semana!
    tipsnconfessions.blogspot.com

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  3. Clarissa menina que resenha legal. Nunca li esse livro e li poucas resenhas dele, mas as suas impressões me fizeram ter uma noção geral do enredo. Esse livro é bem famosos e divisor de águas como você destacou.
    Parabéns pela leitura e pelo texto. Beijos e sucesso nesse projeto de leitura Rory. Lembre-se que ela (a personagem) leu essa quantidade enorme de livros em anos de vida, então leia aos poucos e escolha outros além do projeto, que te chamem atenção ok!!

    Leituras, vida e paixões!!!

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