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Extraordinário - R. J. Palacio

11 agosto 2017
Extraordinário
R. J Palacio
Editora: Intríseca
Ano: 2013
Páginas: 320
Adicione no Skoob - Compre aqui --Sinopse: O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.




"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo." Auggie


      Extraordinário sempre foi aquele livro que parecia que todas as pessoas do mundo tinham lido, menos eu. Lembro que eu via o pessoal lendo durante a aula e, na verdade, ele não chamava minha atenção. Juro que não sei o porquê disso, mas sempre que me perguntavam se já li esse livro, eu dizia que não e que nem sentia vontade de ler. Finalmente chegou o momento e agarrei a oportunidade. Todo mundo já tinha me dito que é pesado, forte e emocionante. Não achei isso tudo não e me sinto estranha por isso. 

"Na semana que vem vou começar o quinto ano. Como nunca estudei em um colégio de verdade, meio que estou total e completamente apavorado. As pessoas acham que não fui à escola por causa da minha aparência, mas não é isso. É por causa de todas as vezes que fui operado. Vinte e sete desde que nasci."

     Em Extraordinário, August (Auggie) Pullman tem uma deformação facial devido a uma rara mutação dos genes e por isso passou por centenas de cirurgias para melhorar o problema. Nada foi resolvido e August tentava o mínimo de contato possível com as outras pessoas, já que sabia que chamaria atenção e, consequentemente, levaria a um certo bullying. Toda a rotina de Auggie muda quando sua mãe resolve o colocar em uma escola e lá ele passa por uns maus bocados para finalmente entender seu propósito no mundo e se aceitar como uma pessoa normal, primeiramente. 

     Quando comecei a ler, lembro que já disse que não estava gostando tanto quanto as pessoas pareciam ter gostado quando me falavam do livro. O August é um amor de pessoa, mas a cada página lida, eu me sentia cada vez mais triste. Não pelo August especificamente, mas na famosa bad. Ao contrário de qualquer outro livro que eu tenha lido com essa temática, o August parece fazer mais bullying com ele mesmo do que as outras pessoas com ele. Isso me chocou de cara. Eu me sentia mal lendo o próprio criando explicações para o pessoal passar do outro lado da rua quando veem o rosto dele. E isso parece nunca melhorar, na verdade, piora quando ele vai para a escola.

"Preceito de setembro do Sr. Browne:
Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil."

     É aí que eu lembrei de como crianças podem ser cruéis. Sempre falamos que elas são os seres mais puros que existem, pois nenhum mal as alcançou ainda. Mas gente, não é verdade. É só aparecer alguém que não está no padrão de beleza social que a maldade começa. E sim, BULLYING NÃO É E NUNCA FOI BRINCADEIRA. Cito aqui uma certa maldade que os "colegas" de August inventaram: ninguém poderia tocá-lo, pois adquiriria a tal da peste. O pior pra mim foi a vontade de entrar no livro e mandar todo mundo se danar e contar tudo pro diretor. Entregar todas as almas. Uma pena que nenhuma criança (incluindo eu, na minha época) tem coragem de fazer isso, e quem tem vê as coisas piorar depois. 

    Eu gostei da diversidade na parte das visões de quem está próximo de August. A irmã dele Via, tem uma parte importante contando sua versão das complicações de August, mas também fala dos sues próprios problemas e da dificuldade que é ter um irmão como o August. É lindo ver ela tentando defender seu irmão! Também tem partes com as visões dos amigos de August e até da Via também. Acho que me fez imaginar melhor as cenas. 

    Sobre o final, não imaginei nada daquilo. Achei bonito e emocionante e acho que não foi exatamente o que August merece, mas foi muito bonito. Terminei o livro disposta a repensar minha classificação para a leitura, pois foi uma leitura lenta, mas com muitas palavras bonitas. 

"Ela beijou meu rosto todo. Beijou meus olhos, que eram muito caídos. Beijou minhas bochechas, que pareciam afundadas demais. Beijou minha boca de tartaruga."
  1. Oi, Clarissa!
    Eu adorei esse livro. Não tinha parado pra pensar do jeito que você falou que o August... Interessante seu ponto de vista.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Concorra ao livro Depois do Fim autografado

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    Respostas
    1. Eu só conseguia pensar nisso, Luiza. Creio que por eu ter lido um lido parecido antes desse.
      Beijoss

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  2. Oie!
    Eu quero ler esse livro já faz tempo, e lembrei só esses dias por causa do filme. Acho que o tema bullying é amplo e cada autor tem uma visão diferente, o personagem parece bem marcante e eu não sou lá das que ficam mais comovidas com livros, então acho que vou ficar menos surpresa do que você. Concordo que as crianças podem ser bem cruéis, porque provavelmente elas não entendem o quão impactante são as suas ações e falas, então acho essa parte a mais "chocante" de se ler x)

    Bom fim de semana :)
    tipsnconfessions.blogspot.com

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    1. Acho que você vai gostar. Ele não é como todo mundo fala, pelo menos não foi pra mim. Mas foi uma boa ter lido sabe? E sim sim, foi chocante de ler :(

      Pra você também, Raquel!!

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  3. Oi Clarissa!

    Eu ainda não li, mas me sinto do mesmo jeito que você se sentia antes, parece que todo mundo leu, menos eu rsrsrs... mas em breve isso vai mudar. Eu ganhei ele mês passado, então logo lerei. Sobre a resenha, gostei bastante! Esse tema do bullying acho tão importante ser retratado porque é algo que sempre existiu, mas parece que hoje é pior. Não sei se é porque as pessoas estão cada vez mais paranóicas em relação a estética, ou é porque cada vez mais as pessoas não respeitam as outras, enfim, é um tema que deve ser sempre discutido, principalmente em casa com quem tem filhos pequenos, afinal é do início que se ensina. A criança pode fazer algo desse tipo, mas se não tiver um adulto por trás para chamar a atenção e mostrar que isso não se faz, que é errado tratar assim o coleguinha, ela nunca vai parar, nunca terá limites. E infelizmente, muitos pais se duvidar acham legal esse tipo de comportamento. Sociedade cada vez mais inversa, infelizmente.

    Beijos

    Vivian

    Saleta de Leitura

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