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As novas faces da literatura nacional e a luta dos escritores brasileiros

29 julho 2017
Vários autores se sentem prejudicados com a desvalorização de seus esforços para serem reconhecidos no País

     A literatura nacional é, atualmente, uma luta pela valorização dos autores que, com ou sem apoio, desejam realizar seus sonhos no mundo da escrita. As dificuldades começam com o preconceito e com a falta de apoio de editoras, que privilegiam os autores estrangeiros e preferem lançar versões traduzidas dos sucessos de fora do País. No entanto, os escritores ainda tentam um reconhecimento e acabaram tendo mais oportunidades com a ascensão da internet e a criação de diversas formas de publicação de obras autorais online, como o Kindle Direct Publishing, da Amazon e aplicativos e sites para postagem que, de certa forma, facilitaram a valorização do que é escrito no Brasil. No entanto, a luta pelo reconhecimento ainda continua.
   Há quem diga que a leitura é uma ação indispensável na vida de qualquer ser humano. A quantidade de informações disponíveis em um livro é imensa e chega a ser importante que a prática de ler seja implementada já na infância. Os livros infantis, geralmente finos, são folheados por crianças que, muitas vezes, ainda não sabem ler. Os pais costumam ler as poucas páginas na hora de dormir e aquelas narrativas sobre princesas, dragões e animais falantes ajudam os pequenos a sonhar alto, perdoar, cuidar e respeitar o próximo. João e Maria, Cinderela, Os Três Porquinhos, Pinóquio e muitas outras histórias fazem parte, até hoje, do imaginário de crianças e jovens ou adultos que cresceram ouvindo sobre lobos malvados, bruxas que devoram criancinhas e mentiras que deram errado. Todas essas obras, por incrível que pareça, são de autores estrangeiros.
Ariano Suassuna (1927-2014). Fonte: eBiografia.com
     A literatura brasileira demorou a ser consagrada no País. Saindo do século XVIII, com Machado de Assis e indo até mesmo a década de 90 do século seguinte, ela foi marcada pela publicação de obras, que ainda fazem sucesso, como as de Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector. Essas obras tinham cunho revolucionário, romântico ou com conteúdo regional e hoje, são mais utilizadas durante o ensino em escolas por todo o Brasil. É esse conteúdo que causa certo estranhamento por inúmeros jovens que deveriam apreciar as obras publicadas no Brasil décadas atrás, que são, muitas vezes, escritas de modo formal e com um vocabulário rebuscado, o que dificulta a leitura e compreensão do público mais novo.
     É por aí que parte o preconceito de algumas pessoas com o que é feito no Brasil. Isso não acontece apenas com a escrita,A mas com músicas, filmes e séries produzidas no País. A população sempre valorizou mais o que vem de fora, e isso vem de muito tempo atrás, estando presente até mesmo em fases da literatura brasileira. Na primeira fase do Modernismo, por exemplo, Oswald de Andrade criou, em 1924, o movimento Pau-Brasil, defendendo a criação de uma poesia construída com base na revisão crítica do passado histórico e cultural brasileiro e na aceitação e valorização dos contrastes da realidade do País. “Se os alemães não leram Guimarães Rosa, Euclides da Cunha ou Machado de Assis, quem perde são eles”, disse Ariano Suassuna em entrevista ao GLOBO. Mas ainda assim, em pleno século XXI, autores brasileiros procuram ser reconhecidos pelo conteúdo que escrevem, mas sofrem tanto pelo reconhecimento do público quanto com o apoio de editoras.
   Isabela “Bella” Crestan, 31, publicou seu romance “Sob o Olhar Grego” em 2016 depois de procurar uma editora que atendesse suas especificações financeiras e editoriais. Foi assim que ela conheceu Alternativa Books, que é voltada para novos escritores. Para publicar um livro, o custo chega a ser imenso e alguns autores brasileiros sofrem com a dúvida de aceitar a proposta de tal editora e, depois de firmar contrato, acabar saindo no prejuízo se a venda for menor que a demanda solicitada no pacote. “O investimento inicial foi baixo e, com as vendas, consegui recuperar o valor que investi na revisão. Mas até agora não consegui reembolsar o valor investido na gráfica, que foi praticamente o dobro da revisão”, diz ela. O processo de publicação de seu primeiro livro foi complicado e as vendas ficaram entre família e parentes. A dificuldade de muitos autores nacionais que estão iniciando é conseguir conquistar um público que compre seu produto e confie na qualidade do que lerá, o que é complicado quando a literatura nacional não é devidamente valorizada. “Para qualquer negócio ser bem-sucedido, é necessário conhecer seus clientes, os locais de venda, as formas de promoção e o mercado. Basicamente, é o que eu tenho feito. Isso me fará uma negociadora melhor no futuro”, completa Bella.

Anna Todd. Fonte: Josdiana Ciaravolo/ Getty Images
     É por isso que muitos autores se aventuram por métodos de publicação de forma independente, a fim de driblarem o drama que vem junto com o sonho de publicar seu livro com uma editora. “Não se iluda, pois, ao menos que seja uma escritora estourada no País, nenhuma grande editora irá fazer o que você deseja”, Isabela desabafa. Alguns escritores começaram suas carreiras postando seu trabalho nas redes sociais, procurando primeiro conquistar um público fiel, que realmente se interessa pelo seu trabalho, para depois investir na publicação de forma física. De forma online, a plataforma Wattpad é a mais popular entre os iniciantes na escrita. O site e o aplicativo para celular, disponibilizam de forma fácil e prática diversos livros, sejam eles escritos profissionalmente ou apenas como hobby. Depois da fama gigantesca da britânica Anna Todd, que ficou famosa escrevendo no Wattpad a fanfic (história para fãs) “After” sobre a banda One Direction, milhares de outros aspirantes a escritores se inspiraram na trajetória dela para conseguir o tão famoso reconhecimento. Depois de Anna Todd, a plataforma se empenhou cada vez mais a “descobrir” novos talentos da escrita e premiam anualmente as histórias mais lidas e votadas com o Wattys Awards.
   Mesmo com o Wattpad, alguns autores nacionais procuram uma inserção mais profissional no mercado editorial e se veem prejudicados com a imensa atenção que as maiores editoras brasileiras dão para os escritores estrangeiros. É por isso que, pela escassez de métodos rentáveis, se renderam à nova criação da Amazon, que possibilita a rápida postagem de livros, no formato e-book, para venda na loja virtual. O Kindle Direct Publishing (KDP) auxilia autores do mundo inteiro com a possibilidade de postar o arquivo de seus livros e, sem custos prévios de admissão, vendê-los na loja mundial da Amazon online. Quem está interessado nessa forma de publicação pode contratar por indicação da empresa capistas, diagramadores e editores com custos adicionais, mas a publicação em si é grátis e independente, contanto que o livro seja registrado previamente pelo International Standard Book Number (ISBN), sistema que identifica os livros por título, autor, país, editora e edição. Além da forma de venda dos e-books normais, eles também podem se encaixar no Kindle Unlimited, um plano mensal que funciona como aluguel de livros para quem possui o aparelho leitor de e-books da Amazon, Kindle, e que também rende monetização para o autor. “O KDP abre portas. É simples, fácil e de graça. Com essa ferramenta, leitores conseguem encontrar nossos livros e enfim se interessarem. Porque o que mais falta para nós, autores nacionais, é uma divulgação de boa qualidade”, diz Rebecca Romero, autora da série “Empire State” e utilizadora do Kindle Direct Publishing. Ela já escrevia histórias aos seis anos inspirada em suas leituras da “Turma da Mônica”, mas começou a escrever livros aos 14 anos e sempre foi incentivada pela sua mãe. “Demorou para eu acreditar que poderia dar certo ser escritora no Brasil. Eu não via editoras apoiando autores brasileiros”, conta. 
   Por causa da desvalorização dos escritores brasileiros e da falta de apoio, é realmente necessário inovar e buscar seus próprios métodos. Fora da internet, outras formas de publicação como a Cartonera, também possibilitam a publicação de forma independente e artesanal. O método consiste em usar o papelão de caixas descartáveis coletadas nas ruas ou compradas diretamente com os catadores de papelão por um valor superior ao oferecido por empresas de reciclagem. Ele é reutilizado como capa de livro, sendo cortado e pintado à mão em oficinas ou ateliês. Assim, os livros acabam saindo à baixo custo com a participação de diversos setores da sociedade no processo. “Essa ideia surgiu na Argentina por causa de uma crise financeira. Os autores tiveram a ideia de fazer publicações de baixo custo com o papelão”, explica David Henrique, 22, escritor e fundador da editora Lara Cartonera, que já publicou diversos títulos, incluindo os dele. Conhecido popularmente como Biriguy, ele trabalha com Literatura desde os 12 anos, recitando poesias autorais ou de outros autores. “A literatura é a válvula que bombeia meu sangue”, relata. Nascido em Belo Jardim, interior de Pernambuco, David lutou para que fosse reconhecido e, inclusive, participou do Festival de Inverno de Garanhuns, em 2010, quando percebeu que já profissionalizava sua relação com a poesia e Literatura. “Sou esse escritor independente que tenta sobreviver da sua arte”, finaliza Biriguy.
    Por outro lado, alguns leitores ainda acham que a literatura nacional continua sendo desvalorizada a ponto de não terem dado uma oportunidade aos autores brasileiros simplesmente pelo sucesso que os estrangeiros fazem em todos os países. “As pessoas até me falavam sobre livros brasileiros, só que eu não dava a mínima para eles e achava que o conteúdo não seria tão bom quanto os outros que eu lia”, afirma a estudante Aline Barbosa, 14 anos.
    Nessa difícil tarefa de mostrar o que realmente é escrito no Brasil, os autores não estão sozinhos. De uns anos para cá, a quantidade de blogs literários aumentou e os autores conseguiram mais uma oportunidade de poder divulgar seu trabalho. Parcerias são fechadas à critério dos autores, mas a maioria consiste em uma troca igualmente valorizada. Os autores enviam suas obras, de forma física ou em e-book, para os resenhistas que leem e falam sobre elas nos blogs e em outras redes sociais, procurando assim alcançar o maior número de pessoas que possam se interessar pelo gênero literário escrito pelo autor. Como agradecimento, muitos autores valorizam o trabalho dos blogueiros e contribuem com divulgação, marcadores e livros para sorteio. “Como blogueiro conheço cada vez mais autores que buscam seu espaço no mercado editorial, que costuma fechar as portas para eles sem ao menos dar uma chance de apresentar sua obra”, diz Márcio Silva, blogueiro no “Um Baixinho nos Livros”.
   Muitos autores acabam desistindo ao ver que o mercado editorial é mais complicado do que aparenta ser. Alguns, no entanto, provam que mesmo não tendo muito retorno, estão fazendo o que amam e esperam com esperança que, em um futuro próximo, possam ser reconhecidos pela qualidade do que escrevem. “Escrevo por necessidade. Sem a escrita, minha vida seria infeliz. Acho que tenho sorte. Em pouco tempo, consegui tantas parcerias, em que 99% aprovaram meu livro e minha escrita. Na época de Machado de Assis, não havia isso e ele vivia do funcionalismo público. Acho que avançamos muito”, explica Isabela Crestan.

Fonte: Eduardo Muylaert/ Folhapress

     No entanto, nas maiores livrarias do País, quem merece toda a atenção são os youtubers brasileiros famosos. Pode parecer contraditório, mas, na maioria delas, o maior destaque em frente às lojas são livros lançados pelos influenciadores digitais. De um lado, há quem considere isso uma valorização da literatura nacional, pois, se estão ali expostos logo na frente, significa que são os mais vendidos e procurados pelo público. Outras pessoas consideram apenas uma jogada de marketing, visto que se estão fazendo sucesso nas telas, também chamam atenção fora delas. Enquanto isso, milhares de escritores estão procurando seu espaço no País e, mesmo depois de ter lançado várias obras, ainda não conseguiram ter seus livros expostos nas livrarias mais famosas do País. “Quando aprendermos a valorizar o nosso produto, este deixará de ser bruto e se transformará em preciosidade”, diz Cecília Costa, blogueira no “Mundo Literário da Cecy”.


*Reportagem escrita por mim para a disciplina Técnicas de Redação 2017.1 do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
  1. Eu acho o ato de ler tão importante, e acho que deve ser cultivado desde cedo, seja por livros nacionais ou estrangeiros. Acho que aqui no Brasil a literatura ainda está ganhando espaço, mas com a internet acontece tudo mais rápido. Falta sim um pouco de chance nas grandes editoras, pra elas incentivarem os autores daqui. Uma vez conheci uma autora de livros infantis que CRIOU a própria editora porque nenhuma outra quis publicar o livro dela :/
    Ah, adorei a tua reportagem :D

    Bom domingo :)
    http://tipsnconfessions.blogspot.com

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    1. Com certeza! Que inspirador o que essa autora fez. Acho que não devemos nos deixar levar pela desvalorização da área e sim inovar como ela fez! Obrigada, Raquel!!

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  2. Clarissa, uma boa reportagem essa. Infelizmente, ainda a muito o que se caminhar para os autores nacionais ganhem seu espaço. E até aqueles que consideramos ter um público sofrem com essa desvalorização; hoje sempre que compro um livro pela internet colocou 1 nacional que estou afim de ler. Estou dando meu passo para ajudar esses talentos. E torço para que cada vez mais vejamos livros de verdade desses autores. xD
    www.papuff.com

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    1. Obrigada!!! Isso, devemos apoiar esse pessoal que merece a devida atenção! Eu também estou comprando e lendo livros nacionais agora na mesma quantidade que leio os de fora <3

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  3. Oi, gostei muito da sua escrita!! Sabe eu ando meia desligada, com toda essa torcida pelos autores nacionais, eu nem notava tanta diferença. Ai esses dias, refletindo sobre o assunto, cabei vendo que a maioria dos livros que lia, não era nacional, como o da Amanda T. Meu livro favorito, é After (toda a série). Mas, culpo as editoras por não darem tanta oportunidade para os autores nacionais, eu tenho uma amiga, muito chegada, que é escritora, a Sabrina Saucedo, que na verdade acabou retirando seus livros da amazon. Ela escreve muito bem, escreveu dois livros incríveis e mesmo assim, não encontra nenhuma oportunidade para publicar os livros com as editoras. O Wattpad com toda a certeza, abriu uma porta para os futuros escritores se aventurarem. Conheci um livro no wattpad que amei, e me viciei logo de cara haha alguns meses depois, uma editora encontrou o livro dela e o publicou, agora Our Fall está em formato físico e eBook.
    Agora ando refletindo mais ainda, porque quero também publicar um livro, e tenho certeza que vai ser difícil, mesmo tendo conteúdo bom. Aliás, bora citar mais uma autora: FML.Peper é brasileira e arrasou nos livros dela!! Desculpa escrever tanto haha acho que me empolguei.
    Ah, antes que eu me esqueça! Te indiquei para uma Tag lá no blog ❤ acho o blog muito fofo ❤❤
    Beijos ❤
    Jardim de Palavras

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    1. Obrigada, Melissa! Verdade viu, nem percebemos as vezes a gravidade do problema até focar e olhar ao nosso redor. Acho que tanto as editoras como os leitores tem ambos uma grande parcela de culpa também... Eu já ouvi falar demais na FML Pepper e pretendo ler muito em brevee <3

      Obrigada pela indicação!

      Beijoss

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  4. Oi Clarissa! Que post bacana o seu, eu conheço alguns autores que publicam de forma independente e que eu adoro acompanhar o trabalho deles. Mas editora é uma empresa e como tal irá sempre pensar no mercado e no retorno financeiro. Ainda bem que muitos blogueiros valorizam o trabalho dos escritores nacionais e sempre torço para as parceria serem boas para os dois lados.

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Isso. Acho que essa via blogueiros-autores nacionais dá muito certo e pode ajudar os dois lados <3

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  5. Oi! Amei o post e é um alerta para todos os leitores. Muitas vezes nos dedicamos a ler um livro estrangeiro e esquecemos os nacionais. Esse ano estou bem feliz, 90% das minhas leituras são de autores nacionais e tem muita gente talentosa por aí. Falta a valorização! Bjos ❤

    Click Literário

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    1. Isso aí! Fico impressionada com a quantidade de talentos incríveis que não são reconhecidos nesse país :(

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  6. Oi, Clarissa!
    Nossa, amei seu post. Eu mesma leio muito livro internacional, mas estou tentando ao máximo ler mais nacionais.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do Sorteio de Férias: cinco livros, um ganhador!
    Concorra ao livro Depois do Fim autografado

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    1. Obrigada! Estamos na luta aqui hahhaa

      Beijoss

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  7. Ei Cla, ótima postagem.
    Eu confesso que leio muito pouco livro nacional pelas experiências ruins que já tive.
    Muitos livros brasileiros descrevem lugares e utilizam nomes internacionais e isso me incomoda
    bastante. Quase sempre o autor não viajou para esses lugares e a descrição fica forçada.

    Mas sei que há muitos autores bons. Eu quero muito ler o livro do Gustavo Ávila e da FML Pepper, mas reconheço que meu interesse para por aí. Acho que é um preconceito que eu preciso mudar.
    O Brasil tem pouca cultura no que diz respeito à leitura, apesar do número de leitores crescendo, ainda é um número baixo comparado à outros países. Eu não sei se a culpa do pouco reconhecimento é o preconceito, ou o pouco interesse das editoras, ou dos autores mesmo, porque eu sempre vejo muito barraco de alguns autores quando seus livros são criticados. Não sei bem...

    Mas enfim, rs.
    Já tô te seguindo também!
    Adorei seu blog!
    Beijos linda.

    Literatura Estrangeira

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  8. OI, Clarissa!
    É sempre bom poder conversar sobre a literatura nacional e as formas que temos de dar mais força aos autores nacionais em suas lutas para provarem o seu valor e conseguir conquistar o espaço que merecem na área editorial. O caminho é sempre cada um dar um pouco do seu tempo, como leitor para indicar, ou apresentar um autor que não esteja tão destacado na mídia, ou nas livrarias! Esse é o nosso compromisso e deveríamos fazer um esforço maior para movimentar a literatura brasileira com o amor que temos, muitas vezes, para apresentar um livro estrangeiro! Vamos à luta!
    Abraços,
    Drica.

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  9. Oi, Clarissa. Eu já pensei em fazer um post desse tipo, como tema a literatura nacional também, mas vendo outro viés. Primeiramente parabéns pela iniciativa e não posso deixar de citar o quanto sua escrita foi maravilhosa. Concordo que infelizmente as grandes editoras não tem dado tanto especial a literatura nacional, por isso vemos tantos livros bons apenas digitais nas plataformas wattpad e kindle. É um problema que está escancarado no Brasil mas ninguém faz absolutamente nada para mudar, é uma pena porque se perde muito trabalho bom por simples falta de investimento.
    Beijo!
    http://www.leitoraencantada.com/

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  10. Oi Clarissa.
    Um ótimo texto. Atual e bom para se refletir.
    O mercado literário brasileiro é bem difícil e muito disputado. Acho que a literatura nacional já conseguiu dar uma boa desenvolvida em seu potencial e uma boa melhoria em relação a aceitação por parte de leitores e editoras, mas é claro que ainda estamos engatinhando nesses aspectos. Ainda há muito para se fazer para que nossos autores cheguem ao patamar almejado.
    Bjus
    www.docesletras.com.br

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  11. Oi, Clarissa! Sua matéria ficou muito boa. O tema escolhido é bastante pertinente e concordo bastante com as questões que você trouxe. É algo que realmente precisamos refletir e discutir, tendo em vista que o cenário não é um dos melhores. Sobre os livros de Youtubers, como você disse, existem várias opiniões. Eu só não falo que eles "roubam" o lugar de escritores nacionais, porque no final das contas eles funcionam como produtos que podem injetar grana na Editora para que depois possa ser investido em outros livros. Mas por outro lado existe uma cultura muito forte dos brasileiros leitores em buscar por literatura estrangeira, como você disse, isso vem desde o início na literatura brasileira. Aí entramos numa bola de neve infinita: as editoras não investem em livros nacionais porque "não vendem", mas as pessoas também não consomem tanto a literatura nacional porque as editoras não investem tanto no nacional como nos estrangeiros. O mercado editorial brasileiro é muito complicado, mas espero que esse panorama possa mudar através do diálogo e "abertura" da cabeça dos leitores e editoras brasileiras para o que temos em nossa terra.

    beijos

    Psicose da Nina | Instagram
    Colunista no Estante Diagonal

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  12. Que texto MARAVILHOSO, parabéns! É a pura verdade, concordo com você, as pessoas valorizam mais o que vem de fora do que as coisas do nosso país e muitas vezes os autores brasileiros são reconhecidos lá fora. Acabei de ler um livro de Felipe Pena sobre Literatura e vi muitos pontos importantes destacados por você em sua reportagem, amei mesmo.

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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  13. Oi Clarissa,
    Nossa que texto incrível!! Amei o post!!
    Blog Entrelinhas

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  14. Menina que post incrivel .Falou tudo!!!

    Eu tenho desejo de ser escritora e sei que não é nada facil publicar um livro.
    Realmente nós blogueiros acabamos sendo uma peça chave para ajudar autores nacionais terem um pequeno destaque .Infelizmente nós brasileiros engolimos muito a literatura de fora ( e não me excluo dessa lista))

    Beijão

    Meu mundinho quase perfeito

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  15. Que matéria espetacular!!!
    Acredito que muitos blogueiros e escritores que passarem por aqui, ou que lerem essa reportagem, vão se enxergar nessas palavras. Infelizmente os youtubers ganham um espaço cada vez maior e com mais facilidade, enquanto que nós blogueiros e meros escritores, ficamos um pouco mais "apagados" em meio às mídias sociais e seu mercado. Eu conversei com uma agente literária certa vez, que me contou que mesmo não parecendo há uma forte crise no mundo literário e as verbas arrecadadas são poucas, e por isso eles acreditam que os livros dos influênciadores digitais são essenciais pois trás visibilidade e atinge os que apenas assistem vídeos, trazendo para o universo literário. Mas ainda assim é meio decepcionante, por que essas pessoas "ocupam" o lugar de outras pessoas muito mais talentosas. Eu fico chateada mas não desisto, não...

    Parabéns pela escrita! <3
    Se puder aparece lá no meu cantinho, um enorme beijo da Karol.
    http://www.palavrasambulantes.com/2017/07/lembrai-me-de-que-foi-reciproco.html

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