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Lola e o Garoto da Casa ao Lado
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(Im)Perfeição
Helena Souza

"13 Reasons Why" NÃO é modinha!

09 abril 2017
"Você não pode voltar a como as coisas eram. Como você achava que eram. Tudo que você tem... é o agora."

 Não farei review da série ou algo do tipo. Se fosse qualquer outra eu faria questão de vir aqui falando sobre ela e indicando pra vocês como sempre faço com uma série nova que assisto. Vi TANTAS reviews de 13 Reasons Why ultimamente que percebo que a série realmente viralizou total. Percebi que 5 entre 10 adolescentes já devem ter assistido a série, a outra metade se recusa com a desculpa mais esfarrapada que existe. 

"13 Reasons Why virou modinha!" 

O que é modinha? Vamos pensar sobre coisas que são modinha. Seriam coisas que viralizam, certo? Como fazer vídeos para o Youtube sobre Amoeba ou misturando ingredientes e experimentando a gororoba no fim. Isso é modinha. Isso não tem um propósito. 

Uma série que, de certa forma, luta e mostra de forma acessível como palavras, atitudes e sentimentos que podem machucar alguém, não é modinha. Há muito tempo isso acontece foi preciso que algo assim explodisse. Os assuntos como suicídio, bullying/cyberbullying, estupro, agressões, ainda são tabu na nossa sociedade. Vocês não percebem isso? Quantas vezes um filme sobre combate ao bullying passa na Sessão da Tarde? Quantas vezes por ano vemos projetos contra essas atrocidades viralizarem pelo mundo? 
Eu nunca vi. 
Eu nunca vi algo tão forte que mobilizasse tantas pessoas. Creio que os produtores da série perceberam o tumulto que causariam quando a lançassem. O intuito de uma série de TV normalmente é distrair e divertir o espectador. Mas por que essa ferramenta não havia sido usada antes para conscientizar pessoas? Foi.
Um dos posts mais vistos, lidos e comentados do blog é sobre um filme chamado A Girl Like Her em que eu relacionei ao Setembro Amarelo, o mês de combate ao suicídio. Sou suspeita pra falar que muita gente me falou que se conscientizou só com meu post e foi correndo assistir o filme e levou um tapa na cara. Aconteceu isso comigo. A Girl Like Her é uma versão mais leve de 13 Reasons Why, só que a menina grava todas as coisas que acontecem com ela. É pesado, é triste e é esclarecedor. 
Quando assisti ao filme e escrevi o post, quis que o máximo de pessoas possíveis tivesse a oportunidade de assistir ou apenas ler o que escrevi. Não tive muito sucesso, claro. Mas fico extremamente feliz com a repercussão de 13 Reasons Why. Nós precisávamos de algo que mostrasse que bullying não é tabu. Suicídio não é motivo de chacota. Existem milhares de adolescentes pelo mundo que sofrem todos os dias diversos tipos de agressões, sejam físicas ou verbais, que machucam. E poucos procuram ajuda. 

"Qual a dificuldade em pedir ajuda?" 

Acho que a pergunta ideal seria a seguinte: 

"Como ela (a pessoa) vai conseguir verbalizar tudo que sente e pedir ajuda quando não se é mostrado apoio?" 

Essa é a dificuldade. Ainda mais quando o assunto é um tabu imenso que não é discutido. Na escola de Hannah Baker, os projetos contra o bullying e suicídio só começaram a serem feitos após a morte da mesma. Mas por quê? Por que não fizeram isso antes? Ah, mas isso teria mudado alguma coisa? Sim. Teria mudado, sim. É difícil encontrar alguém que não tenha sofrido bullying na infância e/ou adolescência. 
Dói? Imensamente. 
E sabe o que é pior? Não fazem nada. Vejo com meus próprios olhos atualmente, em 2017 mesmo, até crianças com brincadeiras maldosas. Uma vez perguntei ao meu irmão pequeno se ele não falou para a professora que o "amiguinho" o bateu. 

"Eu disse, mas a tia não fez nada."

É aí que tudo começa. Precisamos de 13 Reasons Why. Mas não só dessa série. É preciso debate, conscientização e apoio. Cansou de ver cenas de 13 Reasons Why na sua timeline do Facebook? Bem, isso não é modinha. Isso é viralizar o que é preciso. Próxima vez que você revirar os olhos por ver mais uma vez uma imagem que diga “Hey, it's Hannah. Hannah Baker. Don't adjust your... whatever device you're hearing this on. It's me, live and in stereo. No return engagements, no encore, and this time, absolutely no requests. Get a snack. Settle in. Because I'm about to tell you the story of my life. More specifically, why my life ended. And if you're listening to this tape... you're one of the reasons why. I'm not saying which tape brings you into the story. But fear not, if you received this lovely little box, your name will pop up. I promise*" pense naquela pessoa que você pode nem conhecer, mas que PRECISA ouvir a história da Hannah.
Precisa de ajuda. 
Precisa de apoio. 
Precisa de você. 

Precisamos de mais 13 Reasons Why. Não a série. Precisamos discutir. Devemos isso a todos aqueles e aquelas que desistiram da própria vida por medo, por falta de ajuda e de apoio. Sim. Somos todos Hannah Baker e ao mesmo tempo um porquê. Mas o que você vai fazer sobre isso? Vai marcar a série como assistida e dizer que já assistiu a série da menina que deixa 13 motivos que a fez tirar sua própria vida? Só isso? Tem certeza? Se você é Hannah Baker e/ou se você é um porquê, você precisa ajudar. 

Conhece Amanda Todd? Conheci a história dela um ano após sua morte e seu vídeo upado no Youtube onde ela contava a sua história. Até hoje lembro dela e penso em como tudo deu errado e poderia ter dado certo. Simples ações mudam assim como as grandes. Eu sugiro que comecemos agora o que já deveríamos ter começado há muito tempo. 

Bullying/cyberbullying não é besteira. 
Agressões não precisam ser revidadas. 
Assédio não é pedido. 
13 Reasons Why NÃO é modinha. 
É um pedido de ajuda.


* "Ei, é a Hannah. Hannah Baker. Não ajuste o seu... qual quer que seja o dispositivo que você está ouvindo isto. Sou eu, ao vivo e em stereo. Sem promessas de retorno, sem bis, e desta vez, com absolutamente sem atender a nenhum pedido. Pegue um lanche. Acomode-se. Porque vou te contar a história da minha vida. Mais especificamente, por que minha vida terminou. E se você está ouvindo essa fita, você é uma das razões. Eu não direi em qual fita eu conto sua história. Mas se você recebeu essa linda caixinha, seu nome vai aparecer. Eu prometo."



CLIQUE NA FOTO PARA LER O POST SOBRE A GIRL LIKE HER E O MÊS DE COMBATE AO SUICÍDIO

  1. Wowww, que textão maravilhoso! Eu acho que 13 Reasons Why pode ser qualquer coisa, menos modinha. Ficou sim muito conhecida, mas por ótimos motivos, os de conscientização e até mesmo de apoio. Ainda não assisti, mas acho que todo mundo deveria ver, pra abrir os olhos e ver que isso realmente acontece, não é coisa de Hollywood, parar pra pensar nos nossos atos. Deveriam mostrar coisas do tipo em todas escolas. Me lembrou um pouco o filme Cyberbullying, com a Emily Osment, que trata de assuntos parecidos, mas de forma bem leve. Um dia, se tudo der certo, esse tipo de coisa nunca mais vai acontecer #oremos

    Beijoss
    http://tipsnconfessions.blogspot.com

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    1. Isso! Já ouvi falar muito desse filme, mas sempre esqueço de procurar! Acho que vou colocar na minha lista de filmes pra ver, porque preciso!!

      Beijão!!

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  2. Oe!
    Esse negócio de "tal coisa é modinha, não vou consumir" é um desfavor e uma hipocrisia. As pessoas que dizem que 13 reasons why é modinha pra diminuir a série, certamente não usam All Star nem Nike. Netflix? Outra modinha, não pode usar.
    Tudo bem criticar a série dede que com argumentos embasados, nenhuma obra está livre de defeitos, mas criticar por ser modinha é muita palha assada.
    Mas sabe, isso é comum. Sempre que algo que desmitifica tabu viralizar, vão tentar deslegitimar! É assim que funciona nessa sociedade pós-moderna!
    É tenso que as pessoas fechem os olhos pra algo tão relevante.
    Conheci a história da Amanda no meu primeiro ano do ensino médio, dai passei a tarde toda vendo vídeos sobre suicídio na internet. A maioria romantizava melancolia e transtornos psicológicos, mais atrapalhava que ajudava.
    seessemundofossemeu.blogspot.com

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    1. Simmm, Thai! Concordo contigo super. As pessoas precisam perceber que é necessário falar sobre isso e debater!

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  3. Oi Clara,
    Muito importante seu post. Pessoal acha que gostar de algo que é 'modinha' é ofensivo e nem sempre. A série, por exemplo, aborda um assunto importatíssimo e está lindamente cumprindo o papel de abrir os olhos daqueles que acham que o assunto é mimi e frescura. Ótimo texto.

    tenha um ótimo final de semana.
    Fizemos algumas mudanças no Obsession Valley, e com isso mudamos o nome. Venha conhecer o Canto Cultzíneo!
    Nana - Canto Cultzíneo

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    1. Isso! Modinha não é sinônimo de fracasso ou bobeira!! A série precisava mesmo viralizar do modo que viralizou...
      Beijos, Nana!

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  4. Oi!
    Acho que você disse tudo!
    Assisti, não li o livro, mas sinto a série ajuda muito e o assunto precisa ser discutido!! Espero que agora as pessoas comecem a falar mais sobre o assunto e mudar seus atos.
    Beijão
    www.a-toca.com

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    1. Exato!! Precisamos mudar nossos atos!! Beijos!

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  5. Oi.
    Gostei bastante do post.
    Faz pouco tempo que li o livro e eu ameii! Na minha opinião deveria ser uma leitura obrigatória para alunos de ensino médio.
    Ainda não assisti a série, apesar de ter ficado um pouco chateada por ter uma grande diferença do livro e principalmente de algumas cenas que eu tanto esperava assistir, conclui que ainda não estou prepara para encarrar a série, mas estou realmente encantada por ver as pessoas assistindo! Se este for o melhor meio de fazer as pessoas caírem na real eu apoio com todo o meu coração.
    Espero muito que pessoas assistam ainda mais, essa série tem um propósito!
    Beijos,
    Keth.
    Blog: www.parbataibooks.blogspot.com.br

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    1. Sim, todos os adolescentes deveriam ler e debater sobre esse livro no ensino médio!! O propósito da série deve ser levado em conta <3

      Beijos!

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  6. Vamos lá,a série e também o livro são super necessários,mas entendo o que querem dizer quando chamam de "modinha",isso significa que todo mundo foi ver e ao invés de se conscientizar e se propor a ajudar o próximo,a maioria dessas pessoas são hipócritas e apontam os dedos para criticar a série toda,dizendo que é frescura,que a Hannah era idiota,só queria chamar atenção e tal,pelo menos foi isso que eu entendi.
    Enfim,gostei muito a sua reflexão e acho que você tocou nos pontos essenciais e todos deviam ler esse post.
    Beijos ^.^
    Little Wonders

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  7. Sabe aquele único post que vc se sente confortável DE VERDADE em ler?
    Trato depressão há mais de dez anos, e posso garantir que não é nem m pouquinho fácil.
    A série bateu na porta aqui de casa, acho que, na hora certa. Desde que casei, há dois anos, tento explicar ao boy como é ter depressão e como é conviver com tudo que sofri na adoelescencia.. eu era o combo completo de chacota na escola, era baixinha, cordinha, usava óculos, era tímida, estudava demais, não tinha amigas, quase nunca tinha grana pra lanche, meu cabelo tinha vida própria e pra completar tinha/tenho uma doença que não tem cura e que era causa de muuuuuuuuuuuuuuuitas brincadeiras.
    tentei por anos convencer pessoas que o que eu sentia não era frescura muito menos vontade de chamar atenção, mas como, né
    Voltando a série, obriguei o boy assistir pra ele ver o quanto uma mente pode sofrer, por coisas que aparentemente são tolas, e já notei mudanças. Espero convencer muitas outras pessoas vejam e mudem ao menos 40 por cento.

    Sobre outra questão da série, não consigo romantizar nenhum dos personagens, não suporto olhar na cara de nenhum deles. Entrei numa conta do insta sobre a série e senti enjoos em ver meninas chamando o justin de crush, e não eram poucas. Fico me questionando se só eu consigo pensar assim rsrs obrigada pelo post maravilho e desculpa pela carta rs


    http://bookecoffee.blogspot.com.br/

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