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After
Anna Todd

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O Visconde Que Me Amava
Julia Quinn

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Novembro, 9
Colleen Hoover

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Meu Deus, Mas Que Cidade Linda
Rodolfo Melo

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Olhos Vendados
Faye Kellerman

O dia bizarro em que eu "quase" dei adeus ao mundo #STAG

16 março 2017


           O post de hoje faz parte de um projeto do QG dos Blogueiros em parceria com o Swonkie e o Voozer. Assim que vi a proposta já pensei em participar de imediato mesmo que não soubesse uma história que é marcante na minha vida. Ao pensar em situações engraçadas lembrei logo do Dia Em Que Eu Quase Morri. Juro que se eu lembrasse da data exata faria ser um feriado na minha vida em que eu agradeceria por estar viva. A maior coincidência foi ver que uma das fotos para usar no post ilustravam quase que exatamente o acontecimento. Então presta atenção aí na historinha e tenta não rir!

Pra quem não sabe, eu sou de Pernambuco e a sensação do Recife é o parque de diversões bem topster (to pegando umas gírias que meu Deus) chamado Mirabilândia. Lembro que eu tinha uns 12 anos de idade quando fui pela primeira vez com a escola. Sim, levavam como "excursão" pra passar uma tarde no Mirabilândia no tempo de Halloween em que era bem típico de parques de diversões ter coisas com monstros e tal. A história que eu vou contar aconteceu na minha terceira vez no parque. Eu tinha uns 14 anos de idade quando fui para o Mirabilândia com a minha escola "nova" da época e claro que me juntei com umas amigas minhas para ir nos brinquedos mais badalados do parque. Nas outras vezes em que fui por lá, fiquei só nos básicos por medo absurdo de cair de um brinquedo hardcore - era o que tinha por lá. Uma pena que assim que coloquei os pés no lugar em um dia qualquer de 2013, minhas amigas me fizeram estrear o dia em um brinquedo que jurei de pés juntos que nunca iria. O tal Thunder. Pra você ter ideia de como é o Thunder, é só dar uma olhada na foto do post. É esse bendito brinquedo aí sendo que ele não ficava totalmente assim de cabeça pra baixo. Chegava a quase isso. Eu me tremi, pedi a Deus que eu não morresse naquele momento, e, me tremendo sentei na cadeira e comecei a rezar. O brinquedo começou a girar e eu segurava a proteção com a maior força que já fiz em toda a minha vida. Foi F#DA! Ele é bem aterrorizante de fora, mas lá dentro nem dá medo e é bem legal até. Depois dele eu estava preparada para todos os outros brinquedos, já que o Thunder era o pior e mais famoso. Pulando um pouco para o momento clímax da história: passava-se das 18:30 e as luzes do Mirabilândia brilhavam e brilhavam.

"Vamos no Thunder de novo?"

Assenti antes de raciocinar. Era de noite! Imagina ver Recife de cima à noite? Pulei pra fila enooorme e quilométrica e esperei por infinitos 20 minutos até ficar quase na catraca esperando a minha vez. Quando esse momento chegou eu já podia sentir a adrenalina na veia. Ir no Thunder de dia e de noite é uma experiência completa do pack de iniciante. Antes que a última rodada antes de mim parasse, senti um pingo no meu braço. Ignorei e continuei encarando o grande brinquedo girando láaa no céu. Outro pingo. Mais pingos. Sim, começou a chover. Grande coisa né? Bem, devo falar de uma conversa que tive com minha mãe no mesmo dia antes de sair de casa.

Mãe: Cuidado, sempre segure sua bolsa. Ligue pra mim qualquer coisa e pelo amor de Deus não vá em nenhum brinquedo se tiver chovendo que é extremamente perigoso.

A fala da minha mãe ecoou mil vezes na minha cabeça e o brinquedo já estava parando. A chuva estava fraca e refrescante. Todos comemoravam e eu só sabia pensar no que minha mãe disse. Não seria a primeira vez que eu daria uma de Chapeuzinho Vermelho e iria pelo caminho do Lobo Mau que ela disse que não era pra ir. A primeira vez tinha dado tão mal que eu pensei seriamente em sair da fila e arregar. Mas aí minha amiga me empurrou e eu passei pela catraca. A chuva continuava fraca, mas eu já tremia tanto de medo que nem sabia em qual cadeira da morte eu sentaria. Assim que me acomodei fiz questão de contar minha conversa para a amiga que estava do meu lado direito.

Amiga: Meu Deus! Será que dá algum curto? Tá engrossando e não dá pra desistir. Vamos rezar!

Sim. Rezar. O moço veio trancar cada uma de nós e eu perguntei mil vezes se havia algum perigo em ir na chuva. Eis o que ele disse exatamente:

Moço do brinquedo: Temos um alarme de emergência, quando a situação está fora do controle o brinquedo se desliga sem perigo nenhum. 

Isso não me acalmou. Não mesmo. Situação fora do controle? Me segurei no ferro e dei minha mão direita à minha amiga. Ela a segurou com força e sussurramos juntas: Pai Nosso que estais no céu...
Assim que o brinquedo começou a girar, uma música começou a tocar e eu comecei a chorar. Nem sabia mais se estava molhada de chuva ou de lágrimas. "Minha morte vai ter trilha sonora", pensei. Foi aí que Don't You Worry Child do Swedish House Mafia começou a tocar no brinquedo. Essa era a música que mais tocava nas rádios e eu fiquei aliviada porque poderia me distrair cantando. 



Comecei a cantar gritando enquanto engolia água de chuva que havia virado um toró. 

There was a time I used to look into my father's eyes
Teve um tempo que eu costumava olhar nos olhos do meu pai

In a happy home, I was the king I had a gold throne
Em uma casa feliz, eu era o rei e tinha um trono de ouro
Those days are gone, now the memories' on the wall
Esses dias se foram, agora as memorias estão na parede
I hear the songs from the places where I was born
Eu ouço as músicas dos lugares em que nasci

[...]

Juro que a chuva estava tão forte que eu não enxergava nada. Eu ainda estava de mãos dadas com a minha amiga quando o brinquedo subiu lá no alto girando. O frio era absurdo, mas eu e as outras pessoas só cantávamos como se realmente fossemos morrer.

Don't you worry, don't you worry child
Não se preocupe, não se preocupe criança
See heaven's got a plan for you
Vê, o paraíso tem um plano pra você

E foi lá no céu que refleti sobre a letra da música e entrei em pânico. Era a música oficial da minha morte. Em um minuto vi passar na minha cabeça meu futuro que eu nunca alcançaria. Eu nunca iria arrumar um namorado, fazer faculdade, casar, ter filhos, viajar o mundo. Eu seria conhecida como a menina que morreu em um brinquedo de um parque de diversões que nem os 382849235 vídeos de acidentes em parques de diversões que eu havia visto na noite anterior. E foi aí que pedi realmente a Deus que eu não morresse ali. Não estava na minha hora. Pode parecer loucura e você deve estar rindo nesse momento, mas eu juro que as luzes do brinquedo piscaram várias vezes. Falharam. Alarme de emergência? Nunca vou sabe, pois brinquedo desceu na hora e eu ainda me tremia de frio e medo e Don't You Worry Child ainda tocava. Jurei ali que nunca mais iria nesse brinquedo. Assim que contei essa história pra todo mundo, ouvi risadas e risadas. Ouvi comentários sobre Chapeuzinho Vermelho e até mesmo sobre a música da minha morte. Isso me fez encarar a situação com outros olhos. Eu era tão ingênua que não tinha parado pra pensar na segurança de um parque de diversões e no voto de confiança que o moço do brinquedo me deu. Assim que saí do brinquedo naquele dia, ainda chovia muito e foi a primeira vez em que eu tomei banho de chuva, dancei na chuva e pulei em poças cheias como se realmente não houvesse amanhã. Haveria sim um amanhã. Houveram mais de 600 amanhãs depois daquele dia, mas eu aproveitei tanto que hoje ao escrever esta história por aqui enquanto ouço Don't You Worry Child pela sétima vez, posso rir e sentir as exatas emoções que senti naquele dia. O dia bizarro em que eu quase dei adeus ao mundo não passa de uma hipérbole, mas que para uma menina de 13 anos era real. Depois de alguns anos subi no Thunder de novo e pedi mentalmente que tocasse Don't You Worry Child - o que não aconteceu. Mas sei o porquê: a música era a do momento, se aquela não fosse a trilha sonora, aquele mero dia de 2013 não seria tão importante pra mim. Foi o dia que eu soube aproveitar DE VERDADE e relaxar um pouco.

Moral da história: 

Não vá em brinquedos perigosos em parques de diversões 
Não vá em brinquedos perigosos em parques de diversões na chuva
................................ Brincadeira. Viva intensamente, mas com cuidado sim.



Este post faz parte do projeto #STAG do QG dos Blogueiros! Participem!!

Blogs que indico para responder a #STAG:

Se Esse Mundo Fosse Meu (gente vocês nem acreditam que a própria Thainara Amorim estuda comigo na UFPE e dividimos biscoito no ponto de ônibus e falamos sobre Tampico. Ou foi com a irmã gêmea dela que falei de Tampico?)
  1. Noooossa, eu MORRO de medo desses brinquedos que viram de cabeça pra baixo. Sou sempre a que segue à risca o que a mãe diz, e viro mãe de todos. Fiquei lendo aqui e já tremendo, a letra da música pra "não temer" não ia adiantar pra mim hahaha mas às vezes a gente toma uns sustinhos e não é nada de mais x) Preciso seguir mais essa frase do "viva intensamente", porque sério, sou uma das pessoas mais sem graça que você vai conhecer hahahaha
    E adoreiii a indicação! Agora já tô pensando no que vou escrever... eu AMO contar histórias, e adoro mais ainda ser indicada <3 obrigada! :D

    Beijoo!
    http://tipsnconfessions.blogspot.com

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    1. Eu era muito medrosa só que deixei de ser pra curtir mais a vida. É ótimo, Raquel! E já quero ler seu post <3

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  2. Já fui nesse brinquedo uma vez, e cara dá muitooo medo na hora. E estava em um parque de diversão, em que tinha esses brinquedos mais para maiores, pela primeiras vez. O primeiro brinquedo que eu e meu irmão fomos, foi esse o mesmo, que tu foi. Menina eu não senti muito medo na fila só fui. Na hora que aquilo subiu, sério, eu também achei eu ia morrer, é uma adrenalina, é horrível. Quando aquilo vira de cabeça pra baixo, é pior. Eu não sei se eu iria novamente, me deu muito medo. Mas como tu disse tempos que viver intensamente, nos arriscar mais, claro com cuidado.
    Adorei a tua história, tu foi na chuva, eu imagino como você deve ter tido muito medo mais deu tudo certo hahaha. Esse dia pra ti deve ter sido uma montanha russa de emoções haha.
    Beijos♥
    https://s-wanqueen.blogspot.com.br/

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    1. Simmmmm dá bastante medo mas depois acostuma e é bem gostoso! Tem que viver mais com cuidado sim! HAHAHAHAH foi um parque de diversões inteiro de emoções <3

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  3. Oi, Clara. Eu amo Parque de Diversões. Não conheço os daí, então tenho que me contentar com os de Brasília. Sempre fui meio louquinha, então gosto de adrenalina e vou em vários que me colocam de cabeça para baixo, em pé, voando ao alto... exceto montanhas-russas. Fico apavorada quando vou nesse tipo de brinquedo porque a sensação de cair me aterroriza, então evito a todo custo. Infelizmente as únicas vezes que consegui realmente "sentir emoções e viver a vida" foi quando fui assaltada e fiquei tão assustada que acho que depois disso, consigo passar por tudo.
    Obrigada por ter compartilhado sua história e obrigada por me indicar.
    Fiz o meu! http://leitoraencantada.blogspot.com.br/2017/03/stag-aquela-historia-o-dia-que-deus-me.html#more
    Beijo.

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  4. Excelente post! Muito obrigado por ter participado de nossa #STAG!!!

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  5. Tô rindo tanto, senti a adrenalina com você! escreve muito bem <3

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  6. Eu odeio parques de diversão, já quase morri quando literalmente por um triz eu ia caindo de um barco de vai subindo de um lado pro outro, e já fui atingida no olho por uma espingarda de derrubar doces. Os parques de "diversão" aqui na minha cidade são caindo aos pedaços, ano passado morreu uma mãe que brincava com sua filha, muito triste.

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