2

After
Anna Todd

3

O Visconde Que Me Amava
Julia Quinn

4

Novembro, 9
Colleen Hoover

5

Meu Deus, Mas Que Cidade Linda
Rodolfo Melo

1

Olhos Vendados
Faye Kellerman

RESENHA: After - Anna Todd

17 setembro 2017


After
Anna Todd
Editora: Paralela
Ano: 2014
Páginas: 528
Adicione no Skoob - Compre aqui - Sinopse: No primeiro livro, Tessa, de 18 anos, sai de casa, onde mora com a mãe, para ir para a faculdade. Até então sua vida se resumia a estudar e ir ao cinema com o namorado doce que conheceu ainda criança. No primeiro dia na faculdade, onde ela passa a dividir o quarto com uma amiga que adora festas, Tessa conhece Hardin, um jovem rude, tatuado e com piercings que implica com seu jeito de garota certinha. Logo, no entanto, os dois se envolvem e Tessa, que era virgem, vê sua sexualidade aflorar. Hardin é inspirado em Harry Styles, um dos membros do One Direction. Os outros quatro músicos da banda – Zayn, Niall, Louis e Liam – também viraram personagens na trama. Tessa logo descobre que Hardin possui um passado cheio de fantasmas e os dois começam um relacionamento intenso e turbulento. Depois dele, ela nunca mais será a mesma.

       Vou começar dizendo logo que conheço After desde antes de virar livro. Sou da época em que fanfics eram as obras mais bem escritas para pré-adolescentes, e eu era uma dessas. Mas mesmo tendo lido dezenas de fanfics, After nunca foi muito minha praia porque eu nunca fui fã da One Direction. Assim que a Anna Todd transformou After em livro, veio a vontade de finalmente ler e ver o porquê de tanto sucesso tanto no Wattpad, quanto nas livrarias. Aproveitei o tema do Clube do Livro do mês de Agosto (resenha atrasadíssima), Comprei pela capa, e comprei After pela capa e também pela curiosidade de anos e anos atrás. Resultado? Queria nem ter gastado meu dinheiro com isso. 

"'É claro que você não consegue entender o apelo do Mr. Darcy'. Nesse momento me lembro da coleção de romances nas prateleiras no quarto de Hardin. Aqueles livros não podem ser dele? Ou podem?
'Um homem grosseiro e insuportável que se transforma em um heroi romântico? Isso é ridículo. Se Elizabeth tivesse alguma noção, teria mandado o cara se f*der logo de cara'."

Desejados para a Bienal do Rio - que eu não fui

09 setembro 2017











            Mais uma Bienal se passou e eu não pude sair de Pernambuco para prestigiar. Passei horas vendo stories no Instagram de todo o pessoal que pôde ir e saiu com vários livros, alguns que eu não conhecia e outros que eu quero muito. Enlouqueci total pelos preços, mas ainda assim, resolvi fazer um post com meus desejados entre todos os mais comprados na Bienal. Me inspirei em um da Miriã, do Leitora Encantada e achei legal a proposta e trouxe pra cá também. Espero que esses livros estejam entre minhas próximas leituras! 

Rebeca, uma garota sem escrúpulos ou fé, criada para ser uma ladra. Códigos decifrados. Uma conta milionária invadida. Diamantes. Desaparecer do mapa. O esquema para o maior golpe de sua vida é irretocável, perfeito... até encontrar Madame Nadeje, a enigmática cartomante do decadente parque de diversões. Ouvir seus segredos mais íntimos seguidos de profecias perturbadoras, entretanto, não impedem Rebeca de ir adiante e... pagar o preço! Seu mundo matemático e lógico desmorona ao enfrentar as previsões da vidente, e sua vida se transforma em um pesadelo. Caçada por criminosos, a jovem acredita que a saída está no treze, o número agourento lançado em forma de charada que, contra qualquer lógica, é justamente o caminho a seguir e, quem sabe, sua salvação. Karl, um orgulhoso e passional lutador de MMA, passa por uma grande decepção. Incapaz de aceitar derrotas, ele comete um erro estúpido e, de herói, se torna vítima em segundos. Um acidente deixa em seu cérebro um coágulo inoperável que pode se romper num piscar de olhos, a vida por um fio. Determinado a esconder a terrível condição de todos, ele resolve levar uma vida tranquila e passar longe de brigas. Um plano perfeito... até conhecer Rebeca! Por ela, Karl seria capaz de jogar toda precaução pelo ralo, seria capaz de tudo, inclusive aceitar que a derrota pode ser a sua salvação. O que fazer quando a sorte se transforma em infortúnio e o azar é a resposta para tudo? Olhe bem de perto e tente decifrar o enigma. Mas não se deixe iludir: a resposta está muito além do número que cintila dentro bola de cristal. Muito além do... treze!

Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas. Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã. Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo? Em Os 27 Crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar. 

RESENHA: O Visconde Que Me Amava (Bridgertons #2) - Julia Quinn

07 setembro 2017
O Visconde Que Me Amava
Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
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Sinopse: A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.


          Depois de um tempão desde a leitura do primeiro livro da série dos Bridgertons, decidi voltar de vez e não abandonar Julia Quinn até dar por terminado toda a série maravilhosa que a cada livro, me faz delirar. Que mulher maravilhosa essa Julia Quinn!! Confesso que tive mais emoções em O Visconde Que Me Amava do que em O Duque E Eu e pensei em abandonar o livro só de raiva, mas ainda bem que continuei, pois percebi que Julia quis aproximar o mocinho da não perfeição que todos os homens são descritos nos romances. E por isso mesmo amei e odiei Anthony Bridgerton ao mesmo tempo. 

"Você não vai ter nada com o visconde Bridgerton. Todos sabem que ele é o pior tipo de libertino. Na verdade, ele é o pior libertino de todos, ponto final. Em toda Londres. No país inteiro!"

RESENHA: Novembro, 9 - Colleen Hoover

03 setembro 2017
Novembro, 9
Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Páginas: 352
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Sinopse: Autora número 1 da lista do New York Times retorna com uma história de amor inesquecível entre um aspirante a escritor e sua musa improvável. Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?
 



     Um dos livros que eu mais esperava ler da minha atual Meta de Leitura do Skoob era definitivamente Novembro, 9. Li inúmeras resenhas e não lembro de ter lido alguma que tenha sido negativa. Até o nome da Colleen Hoover já dá um certo reconhecimento á obra e, como eu já li O Lado Feio do Amor, sabia que podia confiar na escolha. Comprei Novembro, 9 com mais 2 livros em uma promoção recente da Saraiva que comprando 3 livros o desconto saía enorme, paguei 15,60 nesse e frete grátis. Veja aqui como comprar livros pagando menos.

"Não sou muito bom com discursos motivacionais de improviso - digo a ela. - Às vezes, à noite, reescrevo conversas que tive durante o dia, mas as altero para que reflitam o que eu queria ter dito no momento. Então, espero que você saiba que esta noite, quando eu colocar esta conversa no papel, vou dizer alguma coisa bonita e isso vai fazer você se sentir muito bem com a sua vida."

          Em Novembro, 9 a narração é feita pelos dois protagonistas, Fallon e Ben. Eles se conheceram em um restaurante no meio de um encontro constrangedor de Fallon com seu pai. Era 9 de Novembro e Ben interrompeu o momento deixando o dia marcado pelos todos os anos que viriam. Eles combinaram que não trocariam número de telefone e se bloqueariam nas redes sociais, mas que todo 9 de Novembro se encontrariam na mesma hora no mesmo restaurante e conversariam sobre os tratos que um fez para o outro completar no período de 365 dias. 

O que eu quero ler em... Setembro!

01 setembro 2017
     Continuando a coluna de todo começo de mês, trago aqui mais alguns livros que, se tudo ocorrer como previsto, estarão sendo resenhados por aqui em Setembro. Dessa vez selecionei apenas três dos que eu espero ler, pois quero ser realista e pensar que pelo menos esses devo ter resenhado até o fim do mês. Se liga aí nas minhas escolhas!

Novembro 9


Autora número 1 da lista do New York Times retorna com uma história de amor inesquecível entre um aspirante a escritor e sua musa improvável. Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?



        Já quero ler Novembro 9 há bastante tempo e será meu segundo livro da Colleen Hoover. Já estou no capítulo três e ansiosa por tantas críticas positivas sobre ele.

1984 

De facto, 1984 é uma metáfora sobre o poder e atuação dos regimes comunistas, Orwell o escreveu animado de um sentido de urgência, para avisar os seus contemporâneos e às gerações futuras do perigo que corriam, e lutou desesperadamente contra a morte - sofria de tuberculose - para poder acabá-lo. Ele foi um dos primeiros simpatizantes ocidentais da esquerda que percebeu para onde o estalinismo caminhava e é aí que ele vai buscar a inspiração: percebe-se facilmente que o Grande Irmão não é senão Stalin e que o arqui-inimigo Goldstein não é senão Trotsky. Explicando que seu objetivo básico com a obra era imaginar as consequências de um governo stalinista dominante na sociedade britânica, Orwell disse: "1984 foi baseado principalmente no comunismo, porque essa é a forma dominante de totalitarismo. Eu tentei principalmente imaginar o que o comunismo seria se estivesse firmemente enraizado nos países que falam Inglês, como seria se ele não fosse uma mera extensão do Ministério das Relações Exteriores da Rússia."

1984 é um clássico e um daqueles livros que eu geralmente passo longe por ser bem intelectuais sobre assuntos que não me interessam. Mas vou começar a dar uma chance a George Orwell (já admiro, pois gostei muito do que li em Revolução dos Bichos) com esse livro que faz parte do Rory Gilmore Books Project, o projeto em que devemos ler todos os livros citados pela Rory em Gilmore Girls. Quero muito vir contar pra vocês um pouco da minha experiência de ter lido um gênero fora da minha zona de conforto. 

Territórios (in)explorados

31 agosto 2017
Foto: Tumblr

         Acho que essa é a primeira vez que sinto que devo abrir o Blogger e escrever o que estou sentindo. Gosto de fazer isso às vezes, mas quase nunca o faço na mesma hora que bate a inspiração. Agora, faço o que todos devem fazer quando sentem esse desejo de transformar pensamentos em palavras. Bem, hoje foi, inicialmente, um dia comum e preguiçoso. Tive estágio e aula de Comunicação e Culturas Populares, mas voltei pra casa mais cedo. Simplesmente peguei o ônibus das 16:30 sem meus amigos ou qualquer pessoa que eu pudesse manter uma conversa pelos 10 minutos que eu ficaria ali sentada esperando meu ponto. Desta vez, eu fazia companhia para mim mesma. Não pensei no jantar que faria um pouco mais tarde, nem se tinha louça pra lavar ou na comparação que eu tinha que fazer para a aula de sexta, por incrível que pareça. Tudo que eu conseguia pensar era em como fui parar nesse lugar que vos escrevo e descrevo. Há oito meses atrás, em 1 de Janeiro de 2017, eu fazia pedidos ao céu. Nada clichês, inclusive. Pedi especificamente que eu conseguisse passar em Jornalismo na UFPE do Recife, porque aquele era único caminho que eu conhecia para dar o primeiro passo para realizar meus sonhos. Tola.

         Tinha que ser aquele curso, aquela faculdade e aquele lugar. Na minha mente não havia espaço para mais outro e, caso eu não conseguisse passar, ficaria mais um ano na minha cidade natal, ou quantos anos precisasse, até conseguir ir pra lá. Todos os meus planos mentais já feitos foram por água abaixo em uma manhã de Fevereiro, quando consegui abrir o Sisu e ver que eu estava aprovada em uma universidade pública. Não era em Jornalismo. Não era na UFPE do Recife. No momento eu só pensava no quanto eu havia me esforçado e não acreditado em mim mesma. Mas eu estava ali e tinha conseguido. Assim que mostrei ao meu pai a tela que quase piscava uma das frases mais bonitas que já li, ele me perguntou algo desconcertante. "Caruaru? Tu vai desistir de tentar uma vaga em 2018 no Recife pra ir pra Caruru esse ano fazer um curso que nem é Jornalismo puro?". Eu passei em Comunicação Social na UFPE de Caruaru. 

         Caruaru fica, de fato, a quase a mesma distância que eu faria se estudasse no Recife, mas nem muita gente vem pro lado de cá. Meus pais me apoiaram mesmo assim e eu vim, mas a ficha nunca caía. Parecia que a qualquer momento eu acordaria cedo e iria para a escola ter mais uma aula de Física com coisas que jamais vou usar na minha vida. E foi hoje que as coisas começaram a fazer sentido pra mim. Eu preciso de uma foto que simbolize minha visão de território para a aula de Introdução ao Audiovisual. Mas o que é território pra mim? Seria Limoeiro, minha cidade natal? Caruaru? 

         Não precisei pensar muito. O que senti no ônibus hoje enquanto olhava pela janela -  e tentava fazer com que meus cabelos não voassem janela afora - explica tudo. Naquele momento eu senti amor. Senti quando o ônibus passava pelo Hospital Mestre Vitalino, por debaixo do viaduto que eu carinhosamente chamo de "coloridinho" pelas artes pintadas no interior e, finalmente, senti amor tempos depois quando puxei a cordinha sinalizando que desceria no meu lugar de sempre. Ali eu cumprimentei com amor o moço da barraca de cachorro quente da esquina com um aceno de cabeça, fiz o percurso de sempre pelo mesmo lado da calçada e abri a porta de casa como todos os dias. Quando fechei a porta atrás de mim, senti aquele amoroso cheiro de cuscuz e ri ao me lembrar que da última vez que entrei a casa estava com cheiro da soja de Fátima, minha amiga que mora comigo. Não demorei muito para perceber que esse é meu território. Não. Não é Caruaru especificamente, mesmo amando todas essas coisas. Não é Limoeiro, mesmo amando toda a cultura, o rio Capibaribe, o São João, minha casa onde cresci, minha família e amigos de lá. Não escolhi nenhum desses lugares já explorados por mim, nem muito menos os inexplorados que sonho em conhecer. 

           Meu território é todo e qualquer lugar onde eu possa amar. 

RESENHA: Meu Deus, Mas Que Cidade Linda - Rodolfo Melo

29 agosto 2017

Meu Deus, mas que cidade linda
Rodolfo Melo
Editora: Editora 42
Ano: 2017
Página: 144
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Sinopse: Meu Deus, mas que cidade linda é um livro que poderia ser descrito como uma coletânea de contos policiais, ou criminais, ou sobre a violência. Mas, é mas um livro sobre as desigualdades sociais, sobre a ignorância humana, sobre preconceitos. E de forma crítica, muito crítica, até ácida, a cidade é linda. Dependendo dos olhos que a veem. Nascido em Brasília, Rodolfo se tornou escritor assim, como quase todo mundo: escrevendo. Seu segundo livro impresso traz um recorte pontual sobre a realidade brasiliense. A violência, o racismo, os medos. Brasília é linda, viva e urbana. E como toda cidade, guarda em seus becos, suas ruas, suas pessoas, histórias. Aqui você a verá desnuda. Um livro de crônicas ácidas, duras, violentas e verdadeiras, marcadas pela escrita aguda de Rodolfo Melo.
* E-book cedido em parceria com o autor. 
 

     Primeiramente gostaria de dizer que aconteceu algo muito sinistro quando comecei a ler Meu Deus, Mas Que Cidade Linda, segunda-feira passada. Não, não passei uma semana lendo. Na verdade, fui dar uma espiada no começo do livro enquanto esperava a van sair do lugar às 5:10 da manhã. O negócio é o seguinte (devo dizer o contexto, pois faz parte das minhas estrelas para MDMQCL), recentemente saí de minha cidadezinha pacata no interior e me mudei para uma beeem maior e quase uma capital. De fato, é a Capital do Forró, - aquelas coisas que a gente aprende quando se muda para uma cidade grande que nem esperava 7 meses atrás. Mas pra quem ainda não sabe, passei em Comunicação Social na UFPE e como quero ser jornalista, com 17 anos de idade joguei minhas roupas na mala e me mudei. Com Meu Deus, Mas Que Cidade Linda, refleti sobre minha mudança para Caruaru, mas também sobre ter deixado minha tão amada, e quase não violenta, Limoeiro, mesmo a cidade central dos contos seja Brasília. Creio que toda cidade tem um pouco de Brasília, no lado do livro.

     Em Meu Deus, Mas Que Cidade Linda, vários contos ambientados na cidade de Brasília mostram dilemas como violência, preconceito e crimes envolvendo paixão, infância, ciúmes, saudades... Não consigo fazer uma descrição mais detalhada que isso sem dar spoiler, e cada conto é curtinho e com finais em comum. Acabei de terminar o livro e vim correndo escrever a resenha antes que eu esquecesse de tudo que eu tenho para falar.

RESENHA: Olhos Vendados - Faye Kellerman

27 agosto 2017
Olhos Vendados
Faye Kellerman
Editora: HarperCollins
Ano: 2016
Páginas: 368
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Sinopse: Como detetive de homicídios de Los Angeles, Peter Decker não vive uma vida normal. Depois de anos na polícia, já viu todo tipo de coisa e nada mais parecia surpreendê-lo. Decker, inclusive, aprendeu que seu trabalho é uma ameaça para aqueles que mais ama, entre elas sua esposa, Rina Lazarus. Mas o melhor investigador da Califórnia é desafiado novamente quando um brutal assassinato múltiplo envolvendo o bilionário Guy Kaffey o enreda em intrigas e mistérios que colocam sua família em perigo mais uma vez.
 

         Devido ao meu amor aparente por investigações criminais, encontrei Olhos Vendados em um estande do Shopping Difusora e eu sinceramente o levaria só pela capa maravilhosa, mas o assunto já era parte de meu interesse, então só comprei e encarei o livro por meses na minha estante, esperando o momento certo de ler. Bem, o tal momento chegou e, infelizmente, foi contrário ao que coloquei nesse livro na minha mente. Ele é sim de investigações criminais, mas ao contrário do que aconteceu quando li Harlan Coben, a narrativa não me prendeu ao crime e nem me fez querer descobrir quem matou quem.

"Decker desligou e pensou em tudo de que precisava: um caderno de anotações, canetas, luvas, sacos para evidências, máscaras faciais, lupas, detectores de metal, hidratante e Advil, e este não para uso forense, mas porque ele estava com uma dor de cabeça forte, por ter sido despertado de um sono profundo."

RAPIDINHAS: Parceria com Gabriela Simões + 100.000 views do blog!

22 agosto 2017
     Sim, eu sei que sumi. Não é como se eu tivesse esquecido daqui ou algo do tipo. Lembro todos os dias e sempre to nas redes sociais tentando atualizar sobre minhas leituras (inclusive, pra quem ainda não sabe, meu instagram/ do blog também é @proximaprimavera). Porém, devo usar aquela desculpa básica de começo de período onde você está tentando encontrar aquela rotina que costumava ter. Passei as últimas semanas meio de ressaca da vida e agora estou voltando aos poucos com muitas mudanças na minha vida que, de fato, são positivas demais, mas ao mesmo tempo vão tomar meu tempo. Chegou a hora de realmente focar no blog e pensar como sempre comento por aqui: o Próxima Primavera também é um trabalho. 

     Enfim, esse post era só para atualizar vocês e aproveitei para colocá-lo na coluna das "rapidinhas" anunciando mais duas coisas super legais e em primeira mão. O blog fechou parceria com uma autora portuguesa, a Gabriela Simões. Ela é a escritora do livro Ponto Sem Retorno. Fiquei muito interessada quando ela entrou em contato comigo, pois será meu primeiro livro de uma autora portuguesa. Estou extremamente ansiosa para saber como vou lidar com o fato de a escrita ser na nossa língua, mas ao mesmo tempo tão diferente do que costumamos ler tanto nos livros daqui, como nas traduções. 

Giselle Levy é uma meia-bruxa que vive isolada do mundo com o seu avô, escondida do olhar do rei. Cuidadosa e astuta, contudo, ainda assim, numa tentativa de sobreviver, foi apanhada e chantageada por um dos príncipes de Kendrad, Cristian, que promete não a entregar, se esta for trabalhar para o palácio. Num dilema, ela coloca em perigo a sua identidade e passa a trabalhar no palácio, onde terá de lidar com as constantes tentativas de sedução do príncipe Cristian, os misteriosos olhares de príncipe Eli, os encontros escondidos com o seu melhor e único amigo Rylan, e um rei desumano com segredos obscuros. Giselle vive numa constante incerteza e angústia de ser descoberta, amargurada pelo facto de não poder ser livre, encontra uma misteriosa sala, com um poderoso encantamento que poderá mudar tudo. Assertiva, inteligente e defensiva, irá deparar-se com uma escolha que mudará a sua vida e ideia de si própria, para sempre.

Gabriela Gomes Simões nasceu na cidade da Amadora em 1998. Terminou o ano passado o Ensino Secundário no curso de Ciências e Tecnologias, neste momento encontra-se a tirar uma licenciatura em Gestão Hoteleira na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. Tem como sonho dar a conhecer a sua escrita. A paixão pela escrita começou muito nova, com apenas oito anos escrevia pequenos poemas e histórias, tendo concluído o seu primeiro manuscrito com catorze anos de idade. Nos últimos quatro anos dedicou-se ao seu aperfeiçoamento, no seu conteúdo e forma, acabando por crescer com ele, dando-lhe o título de Giselle – Ponto Sem Retorno, sendo este o seu primeiro livro. 


Em breve tem resenha por aqui e mais informações no Instagram também! 

     A segunda rapidinha é que o blog atingiu 100.000 visualizações! Não costumo ligar muito pra isso, e sim para o que realmente as pessoas que me acompanham levam consigo, mas é impossível não comentar sobre este marco. Inclusive, pode ser poucos para alguns, mas para mim isso significa que mesmo depois de 1 ano e 7 meses aqui lutando para tentar o blog sempre atualizado com conteúdo legal e com minha opinião exposta, eu estou no caminho certo e que mais e mais pessoas estão conhecendo meu trabalho e, ainda melhor, conhecendo pouco a pouco cada vez mais sobre a Literatura em todos os seus gêneros e estilos. Esse é meu propósito principal. Aliás, você não estaria lendo isto aqui nesse momento se não gostasse de pelo menos uma coisa daqui, seja ela livros, algum gênero, o layout do blog, minha escrita, eu mesma ou curiosidade. Agradeço a todos vocês e eu espero que cresçamos (sim, todos nós juntos) cada vez mais. Meus caros, não tem coisa melhor do que o universo literário não! Obrigada!

RESENHA: A Caderneta Vermelha - Antoine Laurain

17 agosto 2017
A Caderneta Vermelha
Antoine Laurain
Editora: Alfaguara
Ano: 2016
Páginas: 135
Adicione no Skoob - Compre aquiSinopse: Caminhando pelas ruas de Paris em uma manhã tranquila, o livreiro Laurent Letellier encontra uma bolsa feminina abandonada. Não há nada em seu interior que indique a quem ela pertence — nenhum documento, endereço, celular ou informações de contato. A bolsa contém, no entanto, uma série de outros objetos. Entre eles, uma curiosa caderneta vermelha repleta de anotações, ideias e pensamentos que revelam a Laurent uma pessoa que ele certamente adoraria conhecer. Decidido a encontrar a dona da bolsa, mas tendo à sua disposição pouquíssimas pistas que possam ajudá-lo, Laurent se vê diante de um dilema: como encontrar uma mulher, cujo nome ele desconhece, em uma cidade de milhões de habitantes?

    Esse livro estava a bastante tempo na minha lista de leitura e parado no meu Kindle. Só consegui finalmente resgatá-lo pra ler quando o adicionei na minha lista de leitura de 2017 no Skoob e dividi quais livros dessa lista eu leria em cada mês. Chegou a vez de A Caderneta Vermelha e eu me impressionei bastante com o estilo de escrita do autor francês Antoine Laurain.

"Uma e cinquenta e oito da manhã: era inconcebível bater à porta de algum vizinho. Nem mesmo a daquele cara gentil, cujo nome ela não tinha gravado, que se mudara recentemente para o segundo andar e trabalhava com histórias em quadrinhos. O hotel lhe surgiu como a única solução."

TAG: Aniversário Literário + meus 18 anos

12 agosto 2017
     Sinto que deveria postar algo especial nesse dia 12 de Agosto. No momento que escrevo esse post ainda é 11 de Agosto. Exatas 23:55. Faltam 5 minutos para o dia que eu sempre amei. Estou ouvindo The A Team na versão da Birdy. Sempre foi meu dia. Aquele dia em que eu podia dizer "é meu aniversário". Não sei o porquê de a cada ano eu me sentir menos animada a cada aniversário. Não, não penso em estar envelhecendo, mas por que consideramos aniversários tão chatos com o passar dos anos? Eu sempre prezei pelo dia 12 perfeito. Eu não ia para a escola se ele caísse em dia de semana. E se caísse no fim de semana, fica combinado de que uma viagem será feita. Nunca me senti diferente após cada dia 12, mas digo com toda a certeza do mundo que por mais de 7 anos eu esperei pelos 18 anos. Não por poder beber, "mandar em mim mesma", dirigir ou ser presa. Mas para eu finalmente sentir que eu posso fazer o que sonho e não vou ser tão nova quando disser às outras pessoas o que pretendo fazer. Falta 1 minuto. Sei que vou ouvir muitos "já pode ser presa". Mas na verdade quero ouvir um "já pode considerar-se apta para dar o passo pro seus sonhos". Eu sempre quis fazer 18 para poder ser independente, mas isso não tem idade. Hoje é meu aniversário. Não é só mais uma data ou um número maior quando perguntarem minha idade.

Extraordinário - R. J. Palacio

11 agosto 2017
Extraordinário
R. J Palacio
Editora: Intríseca
Ano: 2013
Páginas: 320
Adicione no Skoob - Compre aqui --Sinopse: O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.




"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo." Auggie


      Extraordinário sempre foi aquele livro que parecia que todas as pessoas do mundo tinham lido, menos eu. Lembro que eu via o pessoal lendo durante a aula e, na verdade, ele não chamava minha atenção. Juro que não sei o porquê disso, mas sempre que me perguntavam se já li esse livro, eu dizia que não e que nem sentia vontade de ler. Finalmente chegou o momento e agarrei a oportunidade. Todo mundo já tinha me dito que é pesado, forte e emocionante. Não achei isso tudo não e me sinto estranha por isso. 

"Na semana que vem vou começar o quinto ano. Como nunca estudei em um colégio de verdade, meio que estou total e completamente apavorado. As pessoas acham que não fui à escola por causa da minha aparência, mas não é isso. É por causa de todas as vezes que fui operado. Vinte e sete desde que nasci."

RESENHA: A Garota do Calendário (Maio) - Audrey Carlan

08 agosto 2017
A Garota do Calendário  (Maio)
Audrey Carlan
Editora: Verus
Ano: 2016
Páginas: 144
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Sinopse: O quinto volume do fenômeno editorial nos Estados Unidos, com mais de 3 milhões de cópias vendidas Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em maio, Mia vai trabalhar como modelo no Havaí, onde conhecerá Tai, um dos homens mais impressionantes que ela já viu. Com ele, Mia vai descobrir que o prazer não tem limites — e que ela deve aproveitar absolutamente tudo o que a vida tem a oferecer.

      Continuando minha saga com a leitura dos livros quase infinitos da série A Garota do Calendário, o mês de Maio foi mais um que não me alegrou muito. Ao contrário dos outros quatro, a contratação da Mia foi muito menos sem motivos do que das última vezes. 

ESTA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES

      Para quem ainda não conhece a história da série A Garota do Calendário, Mia Saunders está à procura de uma forma de pagar uma dívida absurda que seu pai tem com um agiota, já que o próprio está de coma por causa desta bendita dívida. Ela acaba trabalhando na empresa de acompanhantes da sua tia, onde todo mês seria mandada para um lugar diferente para trabalhar como acompanhante de homens que precisem fingir que têm um relacionamento sério para a mídia. Pareceu simples no início, mas Mia logo percebe que manter a classe e fugir do preconceito para com esse tipo de emprego é mais difícil do que ela imaginou.

TAG: The Mistery Blogger Award

02 agosto 2017

     Fui indicada pelo blog Jardim de Palavras para responder a tag The Mistery Blogger Award.  Obrigada pela indicação, adorei as perguntas feitas e estou ansiosa para responder desde já!

O Mystery Blogger Award é um prêmio para blogueiros incríveis com postagens engenhosas. Seu blog não só cativa; ele inspira e motiva. Eles são um dos melhores e eles merecem todo reconhecimento que eles conseguem. Este prêmio também é para blogueiros que acham diversão e inspiração em blogs e fazem isso com tanto amor e paixão”. (Okoto Enigma)

Regras:
♥ Colocar o logo/imagem do prêmio no seu blog.
♥ Listar as regras.
♥ Agradecer a quem o nomeou e fornecer um link para seu blog.
♥ Mencionar o criador do prêmio.
♥ Contar a seus leitores três coisas sobre você.
♥ Nomear até dez pessoas.
♥ Notificar os seus indicados comentando no seu blog.
♥ Pedir a seus candidatos que respondam cinco questões de sua escolha, perguntas estranhas ou engraçadas.
♥ Compartilhar um link para sua melhor postagem.


3 coisas sobre mim: 

  • Tenho aversão à perfume. Não propositalmente, claro. Mas não posso ficar ao lado de alguém que está usando muito perfume ou um muito forte que fico enjoada e a ponto de morrer de vomitar, sério. É péssimo!
  • Meu sabor de pizza favorito é portuguesa. Sou complemente apaixonada e tenho certeza que comeria pro resto da vida sem enjoar. 
  • Quero ser a Luisa Ferreira do Janelas Abertas quando eu crescer hahahaha. Conheci o blog dela faz pouco tempo, mas ela é jornalista e viaja por aí por diversos países enquanto escreve sobre suas experiências por lá. Quero MUITO poder fazer isso um dia, só que o lado literário. Quero continuar com o blog e escrever sobre como é a literatura e o acesso à leitura em diversos países e contar aqui pra vocês. É meu maior sonho no momento <3 P.S: Acessem o blog da Luísa e vejam que maravilha que é o cantinho dela e ela ainda é daqui do Recife!




Perguntas do Jardim de Palavras:

1) Sorvete ou Brigadeiro?
Prefiro sorvete. Eu gosto bastante de brigadeiro, mas como não sou lá fã de coisas doces e depois de duas garfadas enjoo, devo escolher sorvete.

2) Qual seu maior sonho de consumo?
Um MacBook. Bem clichê, mas sempre sonhei em ter um e espero muito ser rica a ponto de dar mais de 4 mil reais em um notebook haha. Como o blog é literário, vou também dizer qual é o meu sonho de leitura. Casos de Família da Ilana Casoy, que conta detalhes sobre os crimes Richthofen e Nardoni. Sim, sou obcecada por investigação e acho que vou me dar de aniversário esse livro haha.

3) Qual é o seu sonho mais louco? Tem alguma meta para chegar até ele?
Escrever como jornalista fora do país. Com certeza. Acho que tudo nessa vida que você queira de verdade, precisa de esforço e metas. Por enquanto, estou no passo 1 do meu sonho que é o 2º período da faculdade!

4) Como você se define?

Apaixonada por livros, viciada em séries, sonífera e sonhadora.

5) Você tem uma frase favorita? Se sim, diga qual.

"Spirit lead me where my trust is without borders" ou "Espírito me guie onde minha confiança é sem limites. É de uma música muito importante pra mim que se chama Oceans do Hillsong United.


Blogs que eu indico para responder a tag:


Minhas perguntas para os blogs indicados:

1) Prefere ficar sem chocolate pelo resto da vida ou sem poder ler pelo resto da vida?
2) Se você pudesse ter um "sim" para qualquer pergunta que fizesse agora, qual seria a pergunta?
3) Qual foi seu momento mais feliz com seu blog?
4) Que livro te fez chorar a ponto de sair contando pra todo mundo que chorou lendo?
5) Que obra clássica você mais tem vontade de ler, mas ainda não conseguiu?



As novas faces da literatura nacional e a luta dos escritores brasileiros

29 julho 2017
Vários autores se sentem prejudicados com a desvalorização de seus esforços para serem reconhecidos no País

     A literatura nacional é, atualmente, uma luta pela valorização dos autores que, com ou sem apoio, desejam realizar seus sonhos no mundo da escrita. As dificuldades começam com o preconceito e com a falta de apoio de editoras, que privilegiam os autores estrangeiros e preferem lançar versões traduzidas dos sucessos de fora do País. No entanto, os escritores ainda tentam um reconhecimento e acabaram tendo mais oportunidades com a ascensão da internet e a criação de diversas formas de publicação de obras autorais online, como o Kindle Direct Publishing, da Amazon e aplicativos e sites para postagem que, de certa forma, facilitaram a valorização do que é escrito no Brasil. No entanto, a luta pelo reconhecimento ainda continua.
   Há quem diga que a leitura é uma ação indispensável na vida de qualquer ser humano. A quantidade de informações disponíveis em um livro é imensa e chega a ser importante que a prática de ler seja implementada já na infância. Os livros infantis, geralmente finos, são folheados por crianças que, muitas vezes, ainda não sabem ler. Os pais costumam ler as poucas páginas na hora de dormir e aquelas narrativas sobre princesas, dragões e animais falantes ajudam os pequenos a sonhar alto, perdoar, cuidar e respeitar o próximo. João e Maria, Cinderela, Os Três Porquinhos, Pinóquio e muitas outras histórias fazem parte, até hoje, do imaginário de crianças e jovens ou adultos que cresceram ouvindo sobre lobos malvados, bruxas que devoram criancinhas e mentiras que deram errado. Todas essas obras, por incrível que pareça, são de autores estrangeiros.
Ariano Suassuna (1927-2014). Fonte: eBiografia.com
     A literatura brasileira demorou a ser consagrada no País. Saindo do século XVIII, com Machado de Assis e indo até mesmo a década de 90 do século seguinte, ela foi marcada pela publicação de obras, que ainda fazem sucesso, como as de Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector. Essas obras tinham cunho revolucionário, romântico ou com conteúdo regional e hoje, são mais utilizadas durante o ensino em escolas por todo o Brasil. É esse conteúdo que causa certo estranhamento por inúmeros jovens que deveriam apreciar as obras publicadas no Brasil décadas atrás, que são, muitas vezes, escritas de modo formal e com um vocabulário rebuscado, o que dificulta a leitura e compreensão do público mais novo.
     É por aí que parte o preconceito de algumas pessoas com o que é feito no Brasil. Isso não acontece apenas com a escrita,A mas com músicas, filmes e séries produzidas no País. A população sempre valorizou mais o que vem de fora, e isso vem de muito tempo atrás, estando presente até mesmo em fases da literatura brasileira. Na primeira fase do Modernismo, por exemplo, Oswald de Andrade criou, em 1924, o movimento Pau-Brasil, defendendo a criação de uma poesia construída com base na revisão crítica do passado histórico e cultural brasileiro e na aceitação e valorização dos contrastes da realidade do País. “Se os alemães não leram Guimarães Rosa, Euclides da Cunha ou Machado de Assis, quem perde são eles”, disse Ariano Suassuna em entrevista ao GLOBO. Mas ainda assim, em pleno século XXI, autores brasileiros procuram ser reconhecidos pelo conteúdo que escrevem, mas sofrem tanto pelo reconhecimento do público quanto com o apoio de editoras.
   Isabela “Bella” Crestan, 31, publicou seu romance “Sob o Olhar Grego” em 2016 depois de procurar uma editora que atendesse suas especificações financeiras e editoriais. Foi assim que ela conheceu Alternativa Books, que é voltada para novos escritores. Para publicar um livro, o custo chega a ser imenso e alguns autores brasileiros sofrem com a dúvida de aceitar a proposta de tal editora e, depois de firmar contrato, acabar saindo no prejuízo se a venda for menor que a demanda solicitada no pacote. “O investimento inicial foi baixo e, com as vendas, consegui recuperar o valor que investi na revisão. Mas até agora não consegui reembolsar o valor investido na gráfica, que foi praticamente o dobro da revisão”, diz ela. O processo de publicação de seu primeiro livro foi complicado e as vendas ficaram entre família e parentes. A dificuldade de muitos autores nacionais que estão iniciando é conseguir conquistar um público que compre seu produto e confie na qualidade do que lerá, o que é complicado quando a literatura nacional não é devidamente valorizada. “Para qualquer negócio ser bem-sucedido, é necessário conhecer seus clientes, os locais de venda, as formas de promoção e o mercado. Basicamente, é o que eu tenho feito. Isso me fará uma negociadora melhor no futuro”, completa Bella.

Anna Todd. Fonte: Josdiana Ciaravolo/ Getty Images
     É por isso que muitos autores se aventuram por métodos de publicação de forma independente, a fim de driblarem o drama que vem junto com o sonho de publicar seu livro com uma editora. “Não se iluda, pois, ao menos que seja uma escritora estourada no País, nenhuma grande editora irá fazer o que você deseja”, Isabela desabafa. Alguns escritores começaram suas carreiras postando seu trabalho nas redes sociais, procurando primeiro conquistar um público fiel, que realmente se interessa pelo seu trabalho, para depois investir na publicação de forma física. De forma online, a plataforma Wattpad é a mais popular entre os iniciantes na escrita. O site e o aplicativo para celular, disponibilizam de forma fácil e prática diversos livros, sejam eles escritos profissionalmente ou apenas como hobby. Depois da fama gigantesca da britânica Anna Todd, que ficou famosa escrevendo no Wattpad a fanfic (história para fãs) “After” sobre a banda One Direction, milhares de outros aspirantes a escritores se inspiraram na trajetória dela para conseguir o tão famoso reconhecimento. Depois de Anna Todd, a plataforma se empenhou cada vez mais a “descobrir” novos talentos da escrita e premiam anualmente as histórias mais lidas e votadas com o Wattys Awards.
   Mesmo com o Wattpad, alguns autores nacionais procuram uma inserção mais profissional no mercado editorial e se veem prejudicados com a imensa atenção que as maiores editoras brasileiras dão para os escritores estrangeiros. É por isso que, pela escassez de métodos rentáveis, se renderam à nova criação da Amazon, que possibilita a rápida postagem de livros, no formato e-book, para venda na loja virtual. O Kindle Direct Publishing (KDP) auxilia autores do mundo inteiro com a possibilidade de postar o arquivo de seus livros e, sem custos prévios de admissão, vendê-los na loja mundial da Amazon online. Quem está interessado nessa forma de publicação pode contratar por indicação da empresa capistas, diagramadores e editores com custos adicionais, mas a publicação em si é grátis e independente, contanto que o livro seja registrado previamente pelo International Standard Book Number (ISBN), sistema que identifica os livros por título, autor, país, editora e edição. Além da forma de venda dos e-books normais, eles também podem se encaixar no Kindle Unlimited, um plano mensal que funciona como aluguel de livros para quem possui o aparelho leitor de e-books da Amazon, Kindle, e que também rende monetização para o autor. “O KDP abre portas. É simples, fácil e de graça. Com essa ferramenta, leitores conseguem encontrar nossos livros e enfim se interessarem. Porque o que mais falta para nós, autores nacionais, é uma divulgação de boa qualidade”, diz Rebecca Romero, autora da série “Empire State” e utilizadora do Kindle Direct Publishing. Ela já escrevia histórias aos seis anos inspirada em suas leituras da “Turma da Mônica”, mas começou a escrever livros aos 14 anos e sempre foi incentivada pela sua mãe. “Demorou para eu acreditar que poderia dar certo ser escritora no Brasil. Eu não via editoras apoiando autores brasileiros”, conta. 
   Por causa da desvalorização dos escritores brasileiros e da falta de apoio, é realmente necessário inovar e buscar seus próprios métodos. Fora da internet, outras formas de publicação como a Cartonera, também possibilitam a publicação de forma independente e artesanal. O método consiste em usar o papelão de caixas descartáveis coletadas nas ruas ou compradas diretamente com os catadores de papelão por um valor superior ao oferecido por empresas de reciclagem. Ele é reutilizado como capa de livro, sendo cortado e pintado à mão em oficinas ou ateliês. Assim, os livros acabam saindo à baixo custo com a participação de diversos setores da sociedade no processo. “Essa ideia surgiu na Argentina por causa de uma crise financeira. Os autores tiveram a ideia de fazer publicações de baixo custo com o papelão”, explica David Henrique, 22, escritor e fundador da editora Lara Cartonera, que já publicou diversos títulos, incluindo os dele. Conhecido popularmente como Biriguy, ele trabalha com Literatura desde os 12 anos, recitando poesias autorais ou de outros autores. “A literatura é a válvula que bombeia meu sangue”, relata. Nascido em Belo Jardim, interior de Pernambuco, David lutou para que fosse reconhecido e, inclusive, participou do Festival de Inverno de Garanhuns, em 2010, quando percebeu que já profissionalizava sua relação com a poesia e Literatura. “Sou esse escritor independente que tenta sobreviver da sua arte”, finaliza Biriguy.
    Por outro lado, alguns leitores ainda acham que a literatura nacional continua sendo desvalorizada a ponto de não terem dado uma oportunidade aos autores brasileiros simplesmente pelo sucesso que os estrangeiros fazem em todos os países. “As pessoas até me falavam sobre livros brasileiros, só que eu não dava a mínima para eles e achava que o conteúdo não seria tão bom quanto os outros que eu lia”, afirma a estudante Aline Barbosa, 14 anos.
    Nessa difícil tarefa de mostrar o que realmente é escrito no Brasil, os autores não estão sozinhos. De uns anos para cá, a quantidade de blogs literários aumentou e os autores conseguiram mais uma oportunidade de poder divulgar seu trabalho. Parcerias são fechadas à critério dos autores, mas a maioria consiste em uma troca igualmente valorizada. Os autores enviam suas obras, de forma física ou em e-book, para os resenhistas que leem e falam sobre elas nos blogs e em outras redes sociais, procurando assim alcançar o maior número de pessoas que possam se interessar pelo gênero literário escrito pelo autor. Como agradecimento, muitos autores valorizam o trabalho dos blogueiros e contribuem com divulgação, marcadores e livros para sorteio. “Como blogueiro conheço cada vez mais autores que buscam seu espaço no mercado editorial, que costuma fechar as portas para eles sem ao menos dar uma chance de apresentar sua obra”, diz Márcio Silva, blogueiro no “Um Baixinho nos Livros”.
   Muitos autores acabam desistindo ao ver que o mercado editorial é mais complicado do que aparenta ser. Alguns, no entanto, provam que mesmo não tendo muito retorno, estão fazendo o que amam e esperam com esperança que, em um futuro próximo, possam ser reconhecidos pela qualidade do que escrevem. “Escrevo por necessidade. Sem a escrita, minha vida seria infeliz. Acho que tenho sorte. Em pouco tempo, consegui tantas parcerias, em que 99% aprovaram meu livro e minha escrita. Na época de Machado de Assis, não havia isso e ele vivia do funcionalismo público. Acho que avançamos muito”, explica Isabela Crestan.

Fonte: Eduardo Muylaert/ Folhapress

     No entanto, nas maiores livrarias do País, quem merece toda a atenção são os youtubers brasileiros famosos. Pode parecer contraditório, mas, na maioria delas, o maior destaque em frente às lojas são livros lançados pelos influenciadores digitais. De um lado, há quem considere isso uma valorização da literatura nacional, pois, se estão ali expostos logo na frente, significa que são os mais vendidos e procurados pelo público. Outras pessoas consideram apenas uma jogada de marketing, visto que se estão fazendo sucesso nas telas, também chamam atenção fora delas. Enquanto isso, milhares de escritores estão procurando seu espaço no País e, mesmo depois de ter lançado várias obras, ainda não conseguiram ter seus livros expostos nas livrarias mais famosas do País. “Quando aprendermos a valorizar o nosso produto, este deixará de ser bruto e se transformará em preciosidade”, diz Cecília Costa, blogueira no “Mundo Literário da Cecy”.


*Reportagem escrita por mim para a disciplina Técnicas de Redação 2017.1 do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

RESENHA: Perdida no Paraíso (Série Paraíso I) - Bhetys Oliveira

26 julho 2017
Perdida no Paraíso
Bhetys Oliveira
Editora: Independente (publicado pela Amazon)
Ano: 2017
Páginas: 367
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Sinopse: Kristen Berkeley já não era mais a mesma. Após a morte de sua irmã gêmea, ela é mandada para morar com o pai em Nova York e perde todas as referências de quem costumava ser. Longe de seu passado, tudo o que Kristen deseja é poder recomeçar sua vida e esquecer os verdadeiros motivos que lhe levaram até aqui. Sua prima Sarah é sua anfitriã em um universo novo, onde ela pode se reinventar e tentar seguir o script de uma vida tranquila. Mas ela não esperava conhecer Landon Parker, um jovem tão irresistível, quanto perigoso, que ela sabe que precisa se manter distante o bastante para não se apaixonar. A questão é: será que ela conseguirá? Todo paraíso tem suas tentações e Kristen precisa reconhecê-las entre tantas mentiras, segredos e uma paixão avassaladora



       Confesso que esse livro foi tudo que eu pensei que não seria. Pela capa extremamente sensual, deduzimos logo ser um livro erótico num estilo A Garota do Calendário ou até mesmo uma versão de Cinquenta Tons de Cinza. A sinopse é misteriosa e me deixou bem curiosa para saber qual era a relação real entre a capa e o enredo.

       Kristen Berkeley é, ao contrário do que pensei, uma adolescente de 17 anos que logo no começo sofre uns maus bocados com a morte de sua irmã gêmea. Sua mãe, ainda de luto, a manda para passar um tempo com seu pai em Nova York e lá, ela pretende ser diferente de quem ela costumava ser antes da morte da irmã. Seu pai, John, nunca foi lá um pai tão presente, mas tentava fazer com que Kristen se sentisse em casa, assim como sua prima e melhor amiga Sarah e o namorado dela Scott. Quando as aulas voltam, Kristen conhece dois caras que vão mexer com a cabeça dela, não só romanticamente, mas em questão de confiança. Um deles é Landon Parker, um daqueles badalados do colégio e filho do treinador do time de futebol. Ela tem que se segurar para não se apaixonar por ele e também se livrar de tantos segredos evolvendo todos que ela conhece.

"Queria lhe dizer que não estava pronta para deixar para trás as lembranças de minha irmã. Mas não existia nada que eu pudesse fazer para que minha mãe reconsiderasse sua decisão."

15 dicas para economizar na compra de livros #AquelaAjuda

23 julho 2017
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       Mais uma coluna aqui no blog, que eu espero que eu consiga seguir por algum tempo. Ultimamente venho observando que muita gente tem dúvida acerca de preços de livros, resenhas, rentabilidade e até mesmo tudo envolvendo seu blog literário. Eu procuro ajudar como posso por meio de comentários nos posts dos grupos no Facebook e também por mensagens e e-mails que recebo nessa vida. Mas já fazia um bom tempo que eu pensava em trazer isso pro blog para facilitar ainda mais e, de fato, com tudo que sei sobre o assunto - podendo te ajudar ou não. Resolvi começar por um assunto que não me pedem ajuda nessa vida, mas já esteve presente em muitas conversa com amigos. "Como tu consegue comprar e ler tantos livros?" "Você é muito rica, né?". Gente, pelo amor!!!! Claro que não. E quando tento explicar o que faço, acabo me atrapalhando toda e deixando de lado várias etapas dessa vida de leitora compulsiva. Por isso, resolvi começar falando um pouco sobre como compro economizo comprando livros, coisa que comecei a fazer em 2017 e já vejo um resultado enooooorme. Espero que gostem das dicas e comecem a usá-las porque acreditem: faz muita diferença no bolso e dá pra comprar mais livros haha. 

DICA 1 - SEJA MENOS COMPULSIVO (A)!


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Foto: Conversa Cult

Ok. Que hipocrisia! Quem me conhece sabe que sou dessas que não pode ver um livro e já quer comprar. Bem, estou deixando (JURO) esse costume consumista de lado e analisando tudo por outro ângulo. Vamos fazer que nem a Becky Bloom e repetir mentalmente: "EU NÃO PRECISO DESSE LIVRO. EU NEM GOSTO DESSE GÊNERO!" ou "Eu NÃO preciso desse livro agora. Está caro e eu posso esperar mais um pouco". Mas esperar até quando? Aí vai a segunda dica.

DICA 2 - IT'S ON SALE!


Existe coisa melhor que promoções? Tem gente que não acredita muito nessa palavra e até eu mesma desprezava a coisa por causa do meu pai meio economista da vida. Não sei se foi ele quem me disse que o preço real da mercadoria é o dito nas promoções, mas no começo eles colocam alto para quando baixarem nas promoções as pessoas acharem que está bem barato, quando na verdade era o preço dele e quem comprou por mais caro se lascou. Beeem, que seja. Mas vale muuuito a pena dar uma olhada nas promoções tanto online quanto em livrarias físicas e segurar a carteira fechada e repetir o mantra da Becky Bloom. 

DICA 3 - LISTAR OS LIVROS MAIS DESEJADOS



Minha lista de desejados no Skoob. Foto: Próxima Primavera


Para a dica 2 funcionar direitinho, é preciso também que você tenha noção do que está vendo com desconto. Por exemplo, não vale a pena comprar um livro sobre um menino em uma nave espacial se você nunca gostou desse gênero mesmo tendo tentado ler várias vezes só por ele estar por R$ 20,00. Acho que o mais aceitável é você ter direções. Ultimamente entro nas Americanas perto da minha faculdade todos os dias e na maioria deles dou uma olhada rápida no livros. Mês passado eu ia levar um livro que estava por R$ 34,90 apenas porque pirei por ele estar lá e eu o queria a taaaanto tempo. 


DICA 4 - PECHINCHE MUITO! (E DEPOIS MAIS UM POUCO)


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"Eu sou um viciado em livros. Se você é uma pessoa legal, vai me vender livros pela metade do preço!" Foto: Coração de Tinta
Quando voltei à Americanas 2 semanas atrás, encontrei uma placa enorme na frente dos livros em que dizia: "PROMOÇÃO 50% DE DESCONTO EDITORA HARPERCOLLINS" e aí eu peguei o livro tão desejado e o símbolo da Harper Collins brilhava! Levei o livro que tanto queria por R$17,45! Fiquei morta de felicidade. Isso é pechinchar. É namorar e ao mesmo tempo ficar de olho no precioso e acredite: ele vai baixar rapidinho se não for um lançamento. 

RESENHA: Meu Nome é Albert! - Ronaldo Viana S.

21 julho 2017
Meu Nome é Albert!
Ronaldo Viana S.
Editora: Ágape
Ano: 2017
Páginas: 256
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Sinopse: Pessoas são diferentes. Pessoas são únicas. Pessoas têm nome e, neste livro, o nome Albert poderia ser substituído por John, Dimitri, Sarah, Giulia, poderia até ser Kurt ou qualquer outro. Poderia ser o seu, poderia ser o meu. Lendo este livro, é possível que você ria com Albert, que chore com ele. E é bem possível que você o ame. Talvez você se veja nesse garoto e queira entrar nas páginas desta obra e defendê-lo - ou defender-se - de seus agressores. Meu nome é Albert! é uma obra baseada em fatos reais. Nela o autor reviveu a própria história e a de milhares de pessoas ao redor do mundo, talvez até a sua. Uma história que é vivida por muitos, mas que não deveria pertencer a ninguém.
 

       Meu Nome é Albert! é o primeiro romance de Ronaldo Viana S. e trata o bullying de uma forma emocionante, abrangendo amizades e família. Confesso que assim que o autor entrou em contato comigo para falar sobre a parceria, fiquei extremamente honrada. Eu havia lido sobre a obra em outro blog e comentado sobre como amo livros que tratam sobre causas sociais. São minhas duas paixões em um livro só. Meu Nome é Albert! superou minhas expectativas de todas as formas. Chorei pelo Albert e por tantas cenas que pareceram tão familiares para mim. 

"- Eu não tenho amigos, Kurt. Todos zombam de mim na escola e eu tento esconder os meus três dedos anões da mão direita, só que não consigo. Aí, olho para a mão esquerda e percebo que é tolice, pois nela é pior. Como você vê, eu não tenho dedos na mão esquerda. Eu estou perdido, Kurt! As pessoas ficam me olhando assustadas e algumas têm pena de mim, enquanto outras riem na minha cara. Eu não tenho amigos, a não ser você."

RESENHA: Duff - Kody Keplinger

19 julho 2017
Duff
Kody Keplinger
Editora: Globo Alt
Ano:2016
Páginas: 328
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Sinopse: Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush - o cara bonito, rico e popular da escola - que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.

 

      Sou completamente apaixonada pelo filme The Duff e indico pra todas as pessoas que conheço. Ele é simplesmente o filme que explica toda a minha vida. Sim, eu fui uma Duff! Por todo o Ensino Médio e só vim descobrir quando assisti ao filme. Tá, não faz muita diferença descobrir isso e muita gente fala que ficar se chamando de Duff não faz muito bem. Mas eu não sei vocês, eu digo brincando mesmo. Pra você que não sabe, a Duff é a amiga menos querida do seu grupinho de amigas. A sigla significa designated ugly fat friend (a amiga feia e gorda), mas na prática mesmo quer dizer que se você é Duff, você é a mais "abandonada" entre suas amigas. Conhecendo o filme, me vi na Bianca Piper por ela ser bem na dela, tímida e com todas aquelas características de Duff, mas não deixando de ser confiante. Foi por isso que li o livro Duff, lançado em 2016 pela Globo Alt, mas que existe desde 2010 e INSPIROU o filme. Eu jurava que o filme era do livro, mas não. Foi apenas inspirado porque a história é totalmente diferente e eu não gostei tanto quanto a do filme. 

"Depois de pensar nisso por um tempo, decidi que havia muitos benefícios em ser uma Duff.
Beneficio 1: não é preciso se preocupar com cabelo ou maquiagem.
Beneficio 2: não há pressão para ser descolada - não é para você que estão olhando.
Beneficio 3: sem problemas com garotos"

RESENHA: Quando a Noite Cai - Carina Rissi

14 julho 2017
Foto: Skoob
Quando a Noite Cai
Carina Rissi
Editora: Verus
Ano: 2017
Páginas: 476
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Sinopse: Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos... e o coração. Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar... 

      Quando tive a oportunidade de comprar e, finalmente, ler Quando a Noite Cai, não esperei nem uma semana para começar a leitura. Atrasei outras programadas, mas Carina Rissi, sendo uma das minhas autoras brasileiras favoritas, me chamava da estante. Como No Mundo da Luna é meu livro favorito atualmente, dei meu coração mais uma vez a Carina e deixei que Briana e Gael (e Lorcan) me levassem para outro mundo. Literalmente.

Foto: Próxima Primavera

        A história se passa em dois séculos diferentes, o XXI, onde tudo realmente acontece, e o XVI, nos sonhos da protagonista. Briana é azarada e não dá certo em nenhum emprego sequer e continua tentando ficar mais de quatro dias em um lugar para ajudar sua família que, após a morte de seu pai, sofre com dívidas que resultam em problemas em manter a pensão de sua mãe. Em uma entrevista de emprego, ela antes mesmo de ser entrevistada, arruina toda a chance de conseguir uma vaga na empresa por ser desastrada e quebrar um filtro de água! Na saída, acaba atropelando um carro na rua e é socorrida por Gael O'Connor. Tudo isso poderia parecer normal, mas na verdade, Gael era igualzinho um irlandês do século XVI que Briana vinha sonhando há 5 anos!

RAPIDINHAS: Edição nº 25 da revista Conexão Literatura + parceria com Rodolfo Melo

12 julho 2017
A 25ª edição da revista Conexão Literatura já está no ar. Esta edição é comemorativa de 2 anos de revista e o Martinho da Vila estampa a capa. Ele está lançando seu 15º livro, Conversas Cariocas e deu uma entrevista exclusiva à Conexões Literatura!

Na revista também tem dois audiolivros gratuitos cedidos pela editora Alyá (Universidade Falada), dicas de livros, entrevistas com escritores e uma com o organizador Vitor Abdala, que comenta sobre o livro “Narrativas do Medo” (Editora Autografia). A obra tem participação de 17 autores e prefácio elaborado pelo ícone do terror R. F. Lucchetti. O livro será lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS SOBRE A REVISTA CONEXÃO LITERATURA




NOVA PARCERIA DO BLOG!


O Próxima Primavera está com mais uma parceria. Desta vez com o autor Rodolfo Melo, de "Meu Deus, mas que cidade linda". O livro reúne vários contos que tem o combate à violência como foco. 



Rodolfo Melo nasceu em Brasília, onde mora até hoje. É formado em Pedagogia e Matemática. Sim, mostrando que o amor pela escrita não se resume a ciências humanas, somente. Estreou como escritor em 2013, com o livro Contos de Amor e Ódio. De lá pra cá reuniu contos, crônicas e apresenta agora, pela Editora 42, seu novo título: Meu Deus, mas que cidade linda. Além da literatura, Rodolfo escreve sobre música, séries e assuntos variados para sites.










"Meu Deus, mas que cidade linda" é o meu segundo livro de contos e reúne tramas envolventes, angustiantes e surpreendentes. Nele, apresento personagens comuns que poderiam ser qualquer um dos tantos anônimos pelos quais cruzamos diariamente, seja na fila do banco, na parada de ônibus ou no balcão de uma padaria qualquer, por exemplo. Porém, por capricho do destino, tornam-se protagonistas de histórias mirabolantes. Brasília é a grande inspiração para este trabalho, que tem como título uma frase eternizada na letra de Faroeste Caboclo, música da Legião Urbana que conta a história de alguém que abandonou sua cidade natal para tentar a sorte na promissora Capital Federal. E, assim como na canção, o livro retrata a ironia social que envolve alguns dos passageiros a bordo desse peculiar avião projetado por Oscar Niemeyer.

Tem resenha de "Meu Deus, mas que cidade linda" em breve aqui no blog!

RESENHA: Lola e o Garoto da Casa ao Lado - Stephanie Perkins

10 julho 2017
Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Páginas: 288
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Sinopse: A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.

Você acredita em livro certo na hora errada? Eu achava que isso só acontecia com pessoas, mas, de fato, pode acontecer em outras situações também. Aconteceu com Lola e o Garoto da Casa ao Lado, de Stephanie Perkins. Lembro que comprei esse livro na livraria da minha cidade no dia do meu aniversário, 12/08/2014, segundo o que eu mesma escrevi na folha de rosto do livro, em uma ida com a minha mãe. Não lembro se foi com o meu dinheiro ou o dela. Só sei que gostei da capa e de a protagonista ser bem diferente e parecer não ligar pra isso, como eu queria ser. Levei o livro e me decepcionei. Eu tinha exatos 15 anos quando li e nada do que acontecia me fez prender meu interesse no livro, logo o coloquei na estante com um marcador, e ele ficou ali por muito tempo até eu perceber que não terminaria o livro.